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  • A IMAGEM DA MÃE DE DEUS NO ÍCONE DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

    Desde a antiguidade deu-se o nome de “igreja” também ao edifício no qual a comunidade cristã se reúne, a fim de ouvir a

    Palavra de Deus, rezar em comum, frequentar os sacramentos e celebrar a Eucaristia [1].

     Por isto, essa casa, “o edifício sagrado, na sua disposição geral, deve, de algum modo, reproduzir a imagem da assembleia congregada” 2. Neste lugar, onde a comunidade se reúne e celebra, tudo está disposto com o objetivo de tornar visível o mistério invisível celebrado pela assembleia reunida. Isto diz que, então, que não há espaço para nenhum elemento decorativo, para nenhum enfeite. Cada elemento encontrado, ao contrário, deve estar presente a partir da Mistagogia do edifício eclesial – essa palavrinha, às vezes desconhecida por nós, é a chave que abre uma porta, e que nos introduz no Mistério, através de uma catequese própria, chamada catequese mistagógica.

    Essa era a catequese dos Padres da Igreja, como uma ‘teologia litúrgica’, uma explicação teológica do fato sacramental, que a comunidade de fé dos primeiros séculos da era cristã vivenciava e que encontra hoje um fecundo ambiente de redescoberta. Uma catequese capaz de nos conduzir à experiência do encontro, de estupor e maravilhamento diante do Mistério celebrado: Anúncio, Vida, Paixão, Morte, Ressurreição e Ascenção de Nosso Senhor Jesus Cristo – motivo pelo qual nos reunimos e celebramos como família, filhos e filhas no Filho, irmãos e irmãs em Cristo –  fonte, ápice e centro da nossa fé, razão também da existência e presença da iconografia nos espaços de celebração.

    Estamos aqui na igreja de N. Sra. do Perpétuo Socorro, nesse espaço que comumente chamamos de ‘nave’, símbolo da Terra – lugar onde a vida humana se desenvolve e caminha para a eternidade, o Céu, simbolizado pelo presbitério, onde está o altar. Este é, precisamente, o lugar da Liturgia da Palavra: da escuta dessa Palavra que “se fez carne e habitou no meio de nós” (Cf. Jo 1,14) para nos encontrar e nos levar ao Pai, pela nossa adesão e resposta de fé. Resposta essa que nos impele ao caminho, transforma a nossa vida a cada passo dado e nos ajuda a experimentar, a cada dia, nossa pertença e dependência de Deus.

    Um trecho da oração do Rito de Dedicação de Igreja nos ajuda: “Ressoe sempre neste lugar a palavra de Deus, para revelar-vos o mistério de Cristo e efetuar a vossa salvação na Igreja”. Recolhida na Sagrada Escritura, a Palavra de Deus nos chama, já com o primeiro mandamento: “Ouve, ó Israel: Iahweh nosso Deus é o único Iahweh! (…). Que estas palavras que hoje te ordeno estejam em teu coração!” (Dt 6,3-6). Jesus Cristo sintetiza a Lei de Deus em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (cf. Mc 12,29-34). Isso exige de nós escuta, disposição, intimidade, relação.  Maria viveu assim, uma ouvinte atenta dessa Palavra guardada e meditada em seu coração. E do anjo ela escutou: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). Com o “sim” (fiat) de Maria, Deus armou sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1,14) e Maria tornou-se Theotokos: Mãe de Deus – porque o Menino nascido de Maria é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus” – verdade de fé proclamada pelas primeiras

    comunidades cristãs e confirmada pelo Concílio de Éfeso em 431,

    E assim, soa a voz do Pai para toda a humanidade. “Este é meu Filho muito amado, escutai-O” (Mc 9,7), frase que encontramos aqui, no vitral do presbitério, próximo ao lugar da Palavra. Pela boca de Maria, em Caná da Galileia, ouvimos ainda: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).

     Maria é Mãe de Deus e Testemunha da Palavra que se fez Carne e Via e Porta de salvação – Jesus Cristo. Orante, ela está sempre a nos indicar o Caminho e, como Nova Eva e Mãe de todos os viventes, é, também, Intercessora. Assim Maria é representada nos primeiros séculos da era cristã.  Convida-nos, ainda, como nos fala Orígenes, a sermos também nós “mãe de Deus”, isto é, geradores e testemunhas de Cristo no mundo.

    Esse é o testemunho que recebemos das primeiras comunidades cristãs, da Liturgia celebrada, dos textos da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição e, como não poderia ser de outra forma, também da arte cristã dos primeiros séculos, onde, os assuntos apresentados na iconografia mariana e seu modo de representação abarcam, na realidade, todo o mistério de Cristo. O conteúdo mariano é assim, antes de tudo, cristológico, pois Jesus Cristo é, de fato, o centro absoluto, o Eixo do Mundo. Essa iconografia mariana dos primeiros séculos da Igreja, presente nos ambientes funerários e nas absides das igrejas, apresentada em linguagem simbólica, traz características específicas de caráter doutrinal, com mensagem precisa, cujos assuntos nunca são privados de significado e as imagens são lidas com os textos da Sagrada Escritura, dos Santos Padres e Apócrifos. Maria, a Mãe de Deus foi apresentada de muitos modos, mas sempre seguindo esses fundamentos citados.

    A imagem da Mãe de Deus no ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é de origem desconhecida, mas segundo uma tradição, teria surgido na Ilha de Creta entre os séculos 13 e 17 e apresenta uma das chamadas “Virgens da Paixão” que, com o Menino nos braços, destaca o significado da Paixão de Jesus e da intercessão da Mãe de Deus em favor da humanidade. Assim, na igreja onde estamos, a ser dedicada em honra à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a imagem da Mãe de Deus também é um ícone, o modo como ela foi originalmente representada sob esse título. E esse foi o lugar de honra, escolhido para receber o ícone, marcado pela presença dos três castiçais. Mas, antes de falarmos desse ícone, vejamos como Jean-Yves Leloup, em seu livro “O Ícone – uma escola do olhar”, define essa pintura sagrada:

    O ícone é uma escritura simbólica não apenas pela riqueza dos sinais – que o contemplador procura pacientemente decodificar e decifrar –, mas também porque indica e chama a encarnação: o próprio símbolo daquilo que une ou reúne os elementos que, em uma primeira leitura, parecem estar distintos e separados:

    o visível e o invisível; o tempo e o Eterno; o criado e o incriado; a forma e o sem-forma; o homem e Deus, etc. [2]

    Obra realizada por um iconógrafo, ou seja, pessoa que sabe “escrever” e também sabe “ler” o ícone, é uma escrita em cores e formas, destinada à celebração da Liturgia e à oração. Do grego iekón, “não descreve uma história, mas relata tal história interpretando-a, simbolizando-a, transfigurando-a” (LELOUP, 2005, p.16). Também “não é um quadro com um tema religioso: é uma visão do mundo transfigurado (…)” (LELOUP, 2005, p.16).

    De modo muito sucinto, tudo isso nos ajuda a entender que não se trata de uma simples pintura, ainda que uma obra de arte, mas que, através de métodos específicos, processos de cores, uso de símbolos e perspectiva invertida, o ícone tem a função de proporcionar ao observador que o contempla e com ele reza, como que ‘uma porta de percepção’, uma abertura à transcendência. Propõe, assim, a visão não de um objeto, de alguma coisa, mas de um “alguém”, ou seja, de um “Outro”, de uma “Pessoa”. Portanto, de um encontro. Fica claro, também, que suas características são fundamentais para garantir que o ícone não se torne um ídolo, ou seja, aquela imagem que, segundo Leloup, “detém o olhar que não pode ir além da imagem dada” [3]. Tudo isso nos coloca diante de uma escola, uma “escola do olhar”, onde o ícone, continuando com Leloup, entre outros, pode “nos ensinar a ler o Invisível no visível, a Presença na aparência e a ver o que o ícone se oferece para ser contemplado, sabendo que, paradoxalmente, isso não é visível; (…)”[4]. É, podemos dizer, uma teologia da presença.

    É ainda nesse contexto que podemos ler, também, todo o programa iconográfico presente nessa igreja, no qual o ícone está inserido e que, com uma linguagem própria e adequada ao sagrado e ao espaço de celebração – ou seja, uma linguagem simbólica –, apresenta um conteúdo próprio para a nave, de caráter narrativo, e outro, para a área do presbitério, de caráter teofânico.

    Voltando ao nosso ícone, essa pintura sagrada, escrita pelo artista sacro e monge beneditino Dom Ruberval Monteiro OSB é de origem oriental, feita sobre madeira e com técnicas e tradições seculares que obedecem a normas artísticas teológicas muito precisas. Usa têmpera a ovo e folhas de ouro 14 K, segundo padrões da iconografia oriental bizantina. Como imagem artística e religiosa do Invisível e Transcendente, é uma espécie de sacramental e contém mais informações que muitos livros. Por isto, é para ser lido e contemplado.

    Esse ícone foi introduzido nessa igreja em procissão solene, quando da celebração do Rito de Consagração do Altar, fixado nesse lugar previamente definido pelo projeto arquitetônico-iconográfico, em vista da organização do espaço celebrativo, com objetivo de criar um ambiente digno onde os fiéis pudessem se aproximar e rezar, contemplando o Mistério ali escrito a partir das cores, inscrições, atitudes e detalhes. Tudo isso tendo em vista cada elemento que traz um significado preciso e nos transmite uma mensagem a partir dos textos sagrados, como veremos a seguir:

    – o ícone é composto por quatro personagens, a Mãe com o Menino, ao centro, e os dois arcanjos, um de cada lado. Os caracteres gregos acima da sua cabeça a proclamam Theotokos, Mãe de Deus. Está representada sobre um fundo dourado, símbolo do céu na Idade Média, revelando, assim, sua importância. – no centro da obra temos, então, a imagem da Mãe de Deus, representada em meio corpo, segurando o Menino em seu braço.

    A Mãe com o Menino é uma composição iconográfico presente já nos primeiros séculos da Igreja e revela o Mistério da Encarnação. A frontalidade dos personagens, ainda que não absoluta, e a falta de relação afetiva, presentes no ícone, são características da linguagem simbólica. A Mãe, cuja face se inclina levemente em direção ao Filho, tem seu olhar voltado para o observador, colocando-o diante de uma ‘presença’, podemos dizer, da experiência de ser “olhado”. Com a mão esquerda a Mãe sustenta o Filho e com a direita, recebe as mãos do Filho ao mesmo tempo que essa aponta para o Filho, apresentandoO ao observador-contemplador, é aquela que mostra o Caminho.

    Na iconografia tradicional cristã as cores compõem a linguagem simbólica, sendo portadoras de mensagem. A Mãe de Deus, aqui, tem a veste em tonalidade azul profundo e manto vermelho púrpura, pigmento tão caro que era reservado apenas às vestes imperiais e, portanto, de grande nobreza e dignidade. E ainda com o texto da Sarça Ardente (cf. Ex 3), cuja iconografia se mostrou sempre na perspectiva do Verbo e do Mistério da Encarnação, unida à Mãe de Deus, temos então que, a Virgem, no momento da Encarnação, é a verdadeira Sarça Ardente, revestida pelo Fogo Divino, que sem destruir, ilumina e transforma a matéria[5]. Vemo-la representada dessa forma em outros ícones como o da Natividade, por exemplo, existindo ainda representações onde o manto é o azul profundo, depende da escola e da região. Aqui, o véu na mesma cor do manto, com uma franja dourada, esconde seus cabelos e a parte superior da fronte, assim como seus ombros. A Virgem nunca é representada com os cabelos visíveis ou soltos e o véu geralmente traz três estrelas. Como aquela que “guardava todas as coisas, meditando-as no coração” (cf. Lc 2, 19), sua boca é pequena e seus olhos são grandes. Seus olhos, cheios compaixão e ternura, voltados para o observador, mostra a prontidão em socorrer e amparar aqueles que a contemplam e o convite: sermos também nós, “perpétuos socorros” para o mundo sedento de Deus. O semblante de Maria, ainda que recorde as imagens do tipo da Ternura, “é o semblante sereno da liberdade humana capaz de dizer ‘sim’ (fiat) Àquele que É, que era, que será…” (LELOUP, 2005, p. 113), e n’Ele encontrar o sentido da vida, a paz e a alegria.

    O Filho, por sua vez, tem auréola cruciforme em ouro, simbolizando o divino “Sol nascente que nos visita” (cf. Lc 1,78) vitorioso, e veste uma túnica branca, cor soma de todas as cores, símbolo do intemporal e da Luz. Com semblante adulto e fronte grande, cheia de sabedoria, olha no sentido contrário da Mãe em direção aos Arcanjos. Com feição serena, o seu Corpo inclina-se na direção da Mãe, colocando suas Mãos nas mãos da Mãe, em um movimento de confiança e refúgio diante dos instrumentos apresentados, os sinais que preanunciam sua Paixão. As sandálias desamarradas revelam o total despojamento do Senhor, cuja dupla kenosis se conclui na Cruz.

    Por fim, no alto, lateralmente à figura central da Mãe com o Filho, encontramos os Arcanjos. Estão levemente inclinados em direção ao centro e “têm as mãos veladas, em sinal de adoração a Deus feito homem e de reconhecimento pela manifestação, na paixão, do poder redentor divino, isto é, a cruz é o sinal da ressurreição e da vitória final” [6]. À esquerda, São Miguel apresenta a lança, a vara com a esponja e os cravos. À direita, São Gabriel apresenta a cruz, já como cruz vitoriosa. Estes arcanjos também estão representados nos vitrais laterais ao presbitério e na capela da Reserva Eucarística, com inscrições próprias referentes às suas missões.

    Muitos outros detalhes podem ser observados e contemplados. É fundamental termos sempre em mãos os textos da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição, que nos possibilitam uma boa Lectio Divina e nos colocam nesse Mistério. O espaço litúrgico e sua composição sejam, nesse contexto, sempre um convite e o resultado de uma pastoral litúrgica, que nos ajude, individual e comunitariamente, a viver, celebrar e aprofundar nossa experiência de fé, nosso encontro com o Belo, Jesus Cristo, na comunhão dos irmãos, pois como nos recorda o papa São Paulo VI:

    “A Via da Beleza responde ao íntimo desejo de felicidade que está albergado no coração de todos os homens. Ela abre horizontes infinitos, que levam o ser humano a sair de si próprio, da rotina e do efêmero instante que passa, para se abrir ao Transcendente e ao Mistério, a desejar, como fim último do seu desejo de felicidade e da sua nostalgia de absoluto, esta Beleza original que é o próprio Deus, Criador de toda a beleza criada”.

    Raquel Tonini Rosenberg Schneider

    Arquiteta, especialista em Espaço Celebrativo Litúrgico e Arte Sacra – jun.2020

    [1] Pontifical Romano; Cap. II: Dedicação de uma igreja, 1. 2 Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) 257 (294)

    [2] LELOUP, Jean-Yves. O Ícone – uma escola do olhar. São Paulo: Editora UNESP, 2005. P. 20 e 21.

    [3] Ibid., P. 14.

    [4] Ibid., p. 15.

    [5] Cf. MONTEIRO, Ruberval. A sarça Ardente e o coração contrito. Disponível em < https://livroquadrado.blogspot.com/search?q=a+sar%C3%A7a+ardente>. Acesso em 10.junho.2020.

    [6] PARRAVICINI, Giovanna (organiz). A Vida de Maria em ícones. São Paulo: Edições Loyola, 208. P. 150. Texto da imagem da p. 151, ícone da “Mãe de Deus da Paixão”, século XIX (coleção privada, Itália).

  • É Páscoa!

    Cristo ressuscitou, Aleluia!

    Celebramos domingo a Festa do Ápice da nossa fé: a ressurreição de Jesus. A Igreja no mundo inteiro proclamou: Cristo ressuscitou, aleluia! Verdadeiramente ressuscitou, aleluia!

    É Páscoa! Nós celebramos e proclamamos a Páscoa de Jesus, ou seja, a sua passagem da morte para a vida. Ele venceu a morte, destruiu o pecado e reconciliou-nos com o Pai. Cremos que “desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e está sentado à direita e Deus Pai Todo Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. ”

    Mas, a ressurreição de Jesus não é somente um fato histórico. É memória e memorial da nossa fé. “Não é somente a lembrança de acontecimentos passados, mas a proclamação das maravilhas que Deus tem feito por homens. Na celebração litúrgica destes acontecimentos , eles tornam-se de certa forma presente e real” (Catecismo da Igreja Católica , n . 1363 ) . O memorial refere-se a um vínculo de aliança que nunca desaparece: “Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia. Assim exerce a sua misericórdia com nossos pais, e se recorda de sua santa aliança, segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de nos conceder que, sem temor, libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo em santidade e justiça diante d’Ele, por todos os dias de nossa vida.” Lc 1, 57. 72-75. “O Senhor se lembre de nós e nos abençoe ” (Sl 115: 12).

    Então é Páscoa! E nós celebramos e proclamamos também a nossa páscoa. O que foi morto em nós e ressurgiu para uma vida nova? Durante a quaresma, do que nos libertamos para vivermos a nossa verdadeira identidade de cristãos? Quais panos (apegos) nos encobriam que foram deixados de lado para vivermos como batizados, filhos de Deus? Quais novas posturas e atitudes de amor e misericórdia vamos assumir para servi-lo em santidade e justiça?

    É Páscoa quando Jesus Cristo ressuscita em nós.

    É Páscoa quando a vitória de Jesus é a vitória sobre o nosso mal.

    É Páscoa quando o perdão que o Pai nos concedeu se torna o perdão que oferecemos aos que nos feriram.

    É Páscoa quando nos tornamos pessoas melhores para com os que moram conosco e com cada um que encontramos todos os dias.

    É Páscoa quando apontamos o caminho da fé para corações adormecidos e indiferentes.

    Feliz Páscoa irmãos com muita paz e alegria!

  • Campanha de Medicamentos Laguna Negra

    Anualmente a Comunidade Epifania em parceria com a Comissão para Ação Missionária da Arquidiocese de Vitória e a Prelazia de Lábrea, realizam a Missão do Barco Hospital Laguna Negra. Mas, desde 2020 devido a pandemia da Covid-19, a Missão não está sendo realizada. Por isso, neste ano de 2021 estaremos enviando para à Prelazia de Lábrea, diversos medicamentos para assistir os povos ribeirinhos e indígenas que vivem uma escassez na saúde, principalmente nos atendimentos mais comuns. E, com o avanço da pandemia na Região da Floresta Amazônica, houve um aumento de doenças e busca nos postos de atendimentos. 

    A forma mais concreta de estar em comunhão com a Igreja irmã de Lábrea foi realizar uma campanha financeira para a aquisição desses medicamentos e enviá-los. 

    Descrição:

    O Barco Hospital possui dois consultórios médicos e um odontológico para o atendimento da população ribeirinha das 240 comunidades das quatro paróquias da Prelazia de Lábrea (Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá) além de outras menores localizadas em lagos e igarapés, cujo acesso se dá apenas por canoas. Isso significa uma média de 6.000 atendimentos

    Medicamentos

    A lista de medicamentos necessários para esses atendimentos é bastante extensa e dela depende a qualidade de ajuda a ser dispensada. Para suprir essa necessidade contamos com a generosidade e doação dos irmãos e amigos.

    Formas de ajudar
    A
    ) Doação em dinheiro para aquisição dos medicamentos a serem enviados. 

    Banco Banestes
    Agência 104
    Conta Corrente: 11.157.880
    CNPJ: 00.223.221/0001-29
    Comunidade Católica Epifania 

    ou através do picpay: @Epifania 

    Obs: Caso desejem, poderemos enviar uma lista de orçamento cotado em uma distribuidora para dimensionar os custos. Contato – Maria Amélia (Comunidade Epifania e membro da Comissão para Ação Missionária – (27) 99961-5600)

    Antecipadamente agradecemos todo o apoio à nossa Campanha e pedimos também que nos ajudem na divulgação de nosso projeto.

  • Comunidade Epifania participa de Via-Sacra Arquidiocesana

    Entre tantas iniciativas de oração neste tempo de quarentena, provocado pelo Coronavírus, a Comissão para o Laicato da Arquidiocese de Vitória, reúne todos os movimentos laicais para a gravação de uma Via-Sacra online.

    A ação acontecerá de forma on-line, nas redes sociais da Arquidiocese de Vitória e a Comunidade Epifania participou dessa gravação. Diversos movimentos estiveram neste sábado, 27, participando da gravação no Centro de Treinamento Dom João Batista.

    A Via Sacra é a meditação do mistério do amor infinito de Deus que se dá a nós. Que aceita sofrer para salvar, suporta a dor e perdoa porque seu coração transborda misericórdia. A reflexão deste mistério inspira atitudes similares de doação, de serviço, de caridade. Toda a comunidade é convidada a rezar conosco.

    A Arquidiocese irá divulgar a data que a Via-Sacra online do Laicato irá ao ao e nós faremos a divulgação em nossas redes sociais. Acompanhe!

  • Comunidade Epifania promove retiro anual

    É buscar um tempo para si mesmo junto ao bom Deus que deseja falar ao seu coração. Momento de nos afastarmos dos barulhos exteriores e silenciarmos dos barulhos interiores, para fazer memória da nossa caminhada como filhos amados de Deus chamados a uma vocação comunitária num carisma específico. Parada fundamental!

    O ser humano, em especial os dedicados à vida religiosa, necessita de uma parada nas atribuições do dia-a-dia para ampliar esse contato ardente com o Pai celestial. O retiro torna-se este momento no qual paramos para refletir sobre nós mesmos, sobre a nossa condição de vida; para pensar em como estamos vivendo, quais motivações para as tarefas que realizamos e para o modo de vida que temos; como estamos agindo e nos comportando no meio da sociedade. Enfim, uma série de questionamentos que podem ser respondidos por meio do silêncio, da oração e de um aproximar-se mais intenso ao Senhor Deus. Sem tempo para Deus a pessoa vive rasa, vazia, superficial, virtual, parcial e infernal.

    Parte da  Comunidade, esteve de forma presencial em retiro na sede. Foi realizado um retiro híbrido, assim outros irmãos acompanharam de suas casas devido a pandemia. Agradecemos a cada um que esteve rezando conosco. Gratidão ao @p.andrelf pela generosidade em estar conosco, sua vocação é um presente para o carisma Epifania.

  • Comunidade Epifania celebra 27 anos

    A Comunidade Epifania completa 27 anos de fundação neste dia 12 de dezembro, e a data é especial, pois marca mais um ano de história de vocação e evangelização. O início teve como marco físico os encontros de oração e a vivência fraterna na paróquia Santa Rita de Cássia, na Praia do Canto, em Vitória.

    Vinte e sete anos se passaram, a missão está presente no território da Arquidiocese de Vitória, na Prelazia de Lábrea através do Barco Hospital Laguna Negra e tantas outras missões que a Comunidade realiza. A internet ampliou ainda a atuação da Comunidade, que hoje consegue alcançar católicos em todos os lugares.

    A Comunidade Epifania, que já estava nas redes sociais e pelos grupos de aplicativos com orações, fortaleceu ainda mais a sua presença digital com a pandemia do novo coronavírus, na qual o isolamento social foi imposto como a única forma de controle da doença e proteção das pessoas. Mesmo com as dificuldades, a Comunidade não deixou de se fazer presente, mesmo que virtualmente, na vida dos fiéis, oferecendo oração, consolo, levando às casas o Amor de Deus por meio da Palavra e das diversas atividades realizadas.

    Nesses quatro meses de pandemia, a Comunidade teve de se reinventar. Um desafio novo, mas que está sendo enfrentado com criatividade e inovação. Um dos retiros da comunidade, “Pai, livrai-nos do mal”, tornou-se um programa semanal no canal do youtube, além da oração do terço Epifania e também das Completas enviada diariamente para os irmãos e irmãs.

  • Você conhece a Casa Sagrada Família?

    A Casa Sagrada Família, obra de evangelização à serviço da caridade, desenvolvida pela Comunidade Epifania desde 1995 a partir de um pedido do então arcebispo de Vitória D. Silvestre Luiz Scandian para um trabalho inicial com crianças portadoras do vírus HIV/Aids.

    Em 1995, começa o início de visitas ao Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória – HINGS ao setor de Isolamento direito levando recreação, apoio espiritual aos acompanhantes e promovendo lazer.

    No dia 1º de dezembro de 1996 a Casa Sagrada Família é inaugurada, no Centro de Vitória, atendendo a uma demanda apontada pelos Conselhos Tutelares e Juizado da Infância e Juventude da Grande Vitória, com o objetivo de abrigar crianças de 0 a 6 anos vítimas de negligência doméstica em relação ao tratamento do HIV/AIDS, com o intuito de prover provisóriamente a atenção integral devida pela família, que neste caso representa ameaça à saúde desta criança que ficará abrigada por medida de proteção.

    No período de 1995 a 2013, realizamos visitas domiciliares as crianças em situação de risco pessoal e social encaminhadas pelo HINGS com o objetivo de assegurar a adesão ao tratamento adequado da AIDS, conscientizar às famílias desta necessidade, preservar e fortalecer os vínculos familiares.

    Durante o período de 2002 a 2014 , início do Projeto a permanência das crianças ficou estipulada por tempo indeterminado, pois a temática da Aids ainda era muito desconhecida e havia uma média de sobrevida de no máximo 12 anos. Com o passar do tempo, a evolução dos medicamentos retrovirais propiciou as crianças sobrevida indeterminada, e o tempo de permanência das crianças na Casa Sagrada Família foi sendo prolongado, chegando até a adolescência, o que gerou novas situações de abrigamento que vão além da proposta e objetivos iniciais da instituição. Neste interim, a Comunidade Epifania desenvolveu o projeto pequenas famílias na Chácara Vila de Nazaré, situada no Retiro do Congo em Vila Velha, de propriedade da Comunidade Epifania para desenvolver este e outros projetos de evangelização.

    1997 a 2016 – A CASF através de seus membros e voluntários, realiza a seguintes atividades:

    Atendimento as famílias cadastradas, onde ocorrem palestras de prevenção, lanches comunitários, apoio espiritual, distribuição de cestas básicas e repasse de doações recebidas. Trabalha no incentivo a adesão ao tratamento tanto das crianças quanto dos familiares que vivem com HIV/Aids; a adoção de condutas preventivas com ações educativas continuadas em se tratando de uma prática que exige mudança de comportamento e cuidados responsáveis da gestante e crianças.

    2014-2015 – Entendendo o novo contexto histórico da Aids e o distanciamento do carisma originário, a CASF trabalhou intensamente na busca de famílias extensas para a integração social das poucas crianças/adolescentes que ainda se encontravam abrigadas.

    2015 – Os Conselhos Comunitário e Administrativo da Comunidade Epifania se reúnem em retiro espiritual para delinear os rumos do abrigamento da Casa Sagrada Família a partir do carisma da Epifania, com orientação do Pe. Hugo Scheer. Fazendo memória do caminho percorrido e abrindo-se as exigências do tempo presente, a Comunidade Epifania compreende que em seu carisma o acolhimento a recém-nascidos, não só expostos ao vírus HIV, está totalmente em consonância com a página do Evangelho inspiradora do mesmo: a Natividade do Senhor. “E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. ” – Lc 2,7.

    Assim, oferecer uma hospedaria aos recém-nascidos em situação vulnerável com risco pessoal e social, é intrínsico ao carisma originário: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. ” Jo 1,14 – Neste carisma a experiência

    básica é a da bondade e do amor condescendentes de Deus para com o homem. “Pois a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus… Participar de Deus consiste em vê-lo e gozar da sua bondade” – Catecismo da Igreja Católica nº 294.

    2016 – A Casa Sagrada Família desenvolve seu trabalho de abrigo a recém-nascidos até 02 anos de idade e o atendimento às famílias cadastradas no programa na Chácara Vila de Nazaré.

  • Charis e as Novas Comunidades

    A comissão Koinonia

    De acordo com seus estatutos, CHARIS é “um novo único serviço para todas as expressões da Renovação Carismática” (art. 2, §1). Isto significa, particularmente, que o CHARIS serve as comunidades como a Catholic Fraternity vinha fazendo, encorajando “o apoio entre as comunidades nascidas da Renovação Carismática Católica, que visam tornar a experiência de comunidades particulares disponível para o bem de todos” (art 3e).

    Em sua primeira reunião, o Serviço Internacional de Comunhão definiu os conceitos que aparecem nos Estatutos e que exigem esclarecimentos para evitar qualquer confusão.

    Abaixo,  você encontra as diferentes definições.

    Comunidade (às vezes também chamada de comunidade de aliança ou nova comunidade): Uma comunidade é um grupo de pessoas comprometidas em viver o mesmo carisma em uma vida fraterna estável, residencial ou não. O carisma, os direitos e deveres dos membros, o modo de governo são descritos nos estatutos (geralmente associações de fiéis) reconhecidos pela autoridade eclesiástica competente. O compromisso ou participação na comunidade pode ser por meio de um acordo ou de outras formas definidas por seus estatutos. A comunidade oferece um programa de formação para todos os seus membros e uma formação específica para seus líderes. Pode incluir diferentes estados da vida. Os estatutos prevêem uma renovação regular do governo. A missão é o carisma da comunidade. De um modo geral, uma comunidade reconhece um fundador, ou grupo de fundadores, por si só.

    Uma comunidade carismática é uma comunidade cujo carisma fundador inclui essencialmente o batismo no Espírito Santo.

    Uma comunidade internacional

    é uma comunidade presente em diferentes países ou uma associação de comunidades autônomas em diferentes países. Todos os membros compartilham o mesmo carisma fundamental, o mesmo compromisso com o Senhor e entre si (em alguns casos, a mesma aliança), a mesma formação (mesmo para líderes), a mesma forma de governo e os mesmos compromissos da comunidade. (Exemplo Sword of the Spirit – Espada do Espírito)

    Certas comunidades internacionais são reconhecidas pela Santa Sé como associações privadas dos fiéis ou como públicas. (Exemplo Comunidade Católica SHALOM)

    Uma “Família de Comunidades” consiste em várias comunidades comprometidas, autogovernadas, com sua própria história e estrutura – chamadas para ser uma Família espiritual para fazer história juntos. Segundo o «Carisma da Família», eles compartilham uma identidade corporativa; em uma missão comum; em uma cultura familiar; incluindo valores comuns e um padrão semelhante de desenvolvimento comunitário. Todas as comunidades se cuidam e respeitam a liderança comum em vários níveis para coordenar o desenvolvimento da Família de acordo com o princípio da subsidiariedade. (Exemplo: Rede Europeia de Comunidades ENC)

    Uma rede de comunidades é um grupo de comunidades conectadas por um relacionamento de amizade. As comunidades membros da rede permanecem totalmente independentes umas das outras sem um governo comum. Se a rede possui uma certa estrutura (presidente, comitê …), não tem autoridade sobre as comunidades membros. Para verificar se a realidade é uma rede, basta verificar se a mesma comunidade também pode pertencer a outra rede.

    Qual é a proposta do CHARIS para comunidades?

    1- No Serviço Internacional de Comunhão, há uma comissão dedicada às comunidades carismáticas chamada Koinonia. Esta comissão será encarregada de alimentar a comunhão entre todas as comunidades carismáticas registradas pelo CHARIS (veja abaixo). Em particular, a Koinonia organizará eventos nacionais, internacionais e continentais para as comunidades, com o objetivo de construir amizade e comunhão entre os diferentes líderes, além de oferecer-lhes oportunidades de formação contínua. Para poder servir de acordo com os estatutos, CHARIS propõe um registro para todas as comunidades que desejam participar.

    2- Não há filiação para comunidades no CHARIS, mas uma possibilidade de ser registrado.

    Os Estatutos do CHARIS promovem “a dimensão ecumênica da Renovação Carismática Católica” e pedem para “promover o compromisso de servir à unidade de todos os cristãos” (art. 3f). É por isso que uma Comunidade Ecumênica pode ser registrada pelo CHARIS como comunidade e não apenas como uma Sociedade Cristã, de acordo com os seguintes critérios:

    As condições de inscrição para uma comunidade:

    • identificar-se como carismática,
    • viver uma vida comunitária,
    • que a comunidade proponha um compromisso que deve ser assumido pelos seus membros,
    • estarem prontos para servir a outros, comprometidos na missão da evangelização,
    • O batismo no Espírito Santo deve ser uma dimensão fundamental da vida da comunidade.

    3- CHARIS compromete-se a estar em comunicação com todas as comunidades cadastradas, a fim de fornecer informações atualizadas, oferecer oportunidades de consulta e prestar assistência quando solicitado.

    4- CHARIS oferecerá a todas as comunidades registradas meios para estarem em comunhão a niveis nacionais, continentais ou internacionais que serão organizadas pelo proprio CHARIS em diálogo com as comunidades participantes que estarão prontas para servir.

    5- CHARIS incentiva todas as comunidades a continuarem tomando iniciativas a nível local para construir a comunhão entre outras comunidades, bem como procurar apoiar e nutrir as comunidades emergentes com um cuidado especial para as nações em desenvolvimento.

    6- CHARIS reconhece a autonomia das comunidades locais e sua liberdade de desenvolver relacionamentos de apoio com outras comunidades e redes.

    7- CHARIS também está desenvolvendo uma Comissão Canônica para ajudar as comunidades que querem escrever seus estatutos ou modifica-los.

    8- CHARIS também abrirá uma “linha direta” para as comunidades: communities@charis.international  Se uma comunidade tem uma necessidade especial, os líderes podem escrever para esta linha direta explicando o problema e o CHARIS fornecerá a melhor ajuda possível. Isso será feito com a ajuda de outras comunidades registradas pelo CHARIS e com a experiência na área de dificuldade. Esta iniciativa segue o espírito dos Estatutos aonde diz que o CHARIS está “disponibilizando a experiência das comunidades particulares para o bem de todos” (art. 3e).

  • Exposição de Santos em forma de lives

    A Exposição de Santos é um evento promovido pela Igreja Católica, através da Comunidade Católica Epifania. Acontece desde 1998, de forma intinerante, tendo sido realizada até então em diversas paróquias da Arquidiocese de Vitória e com apresentações premiadas no Festival de Teatro “Fé e Arte” que acontece anualmente no SESI.

    O período da realização desse evento é nas proximidades da Festa de Todos os Santos, que, segundo o calendário romano, acontece no dia 01 de novembro de cada ano, instituída pelo Papa Gregório III. No Brasil, de acordo com definição da CNBB, essa data é móvel, acontecendo sempre no primeiro domingo seguinte ao dia primeiro de novembro.

    A Exposição de Santos nasceu com os objetivos de:

    – tornar conhecida a vida de tantos homens e mulheres que, a partir da fidelidade ao ‘sim a Deus’, com o testemunho de suas vidas, foram reconhecidas pela Igreja Católica como ‘santos’;

    – promover a comunhão entre os diversos carismas presentes na Arquidiocese de Vitória, onde, através das tantas instituições religiosas, nos são apresentadas a vida e o testemunho dos santos e santas, através dos homens e mulheres de hoje;

    Por causa da pandemia do novo coronavírus, a Comunidade Epifania realizou um tríduo em preparação a Solenidade de Todos os Santos. Você pode acessar o canal do youtube da Comunidade para acompanhar as lives transmitidas.

    https://www.youtube.com/watch?v=461PUZwufwM&t=18s 

  • O que é um retiro espiritual?

    Buscar um tempo para si mesmo junto ao bom Deus. Um retiro espiritual deve ser marcado por este principal objetivo. Vivemos hoje num mundo de grande velocidade, agilidade de informação e compromissos diversos, onde, quase sempre, não temos tempo para nada e se não tiver tempo para Deus à morte espiritual é absolutamente certa! O ser humano, em especial os dedicados à vida religiosa, necessita de uma parada nas atribuições do dia-a-dia para ampliar esse contato ardente com o Pai celestial.

    O retiro torna-se este momento no qual paramos para refletir sobre nós mesmos, sobre a nossa condição de vida; para pensar em como estamos vivendo, quais motivações para as tarefas que realizamos e para o modo de vida que temos; como estamos agindo e nos comportando no meio da sociedade. Enfim, uma série de questionamentos que podem ser respondidos por meio do silêncio, da oração e de um aproximar-se mais intenso ao Senhor Deus.

    Nos Santos Evangelhos, o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo que se afastava das multidões que o seguiam e retirava-se para um ermo onde pudesse entregar-se a contemplação. Antes de iniciar a sua vida pública, recolheu-se a um deserto onde sua natureza humana foi posta a prova, sem que o demônio a pudesse dominar. Com seus discípulos, igualmente, ao voltarem da missão, retirava-se com eles para que pudessem, na solidão, estar a sós com Deus. (Cf. Mt 4,1-11; 14,23; Mc 1,35).

    O santo retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças e nos realizarmos como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, nos tornar à imagem de Cristo. É num retiro que somos convidados a nos entregarmos nos braços do bondoso Deus, confiarmos a ele toda a nossa vida. O retiro é um momento rico e oportuno para renovarmos a nossa vida de oração e nossa espiritualidade.

    “A pratica do silêncio, da meditação e da oração favorecem diversas áreas cerebrais, tornando-as mais pacientes e altruístas”, afirmou a Dra. Adriana Gini, neurorradiologista italiana.