O Centro Cultural Missionário (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), com apoio das Edições CNBB, oferecem iniciativas de formação para a Igreja no Brasil. Inicia nesta terça, 16 de julho, o curso “As POM a serviço da Igreja local e da missão universal”. O curso acontece nos dias 16 a 18 de julho de 2024, das 19h30 às 21h.
O objetivo da formação é ajudar os participantes a perceberem a importância de implantar, expandir e apoiar as POM nas dioceses e do seu fundamental serviço às Igrejas particulares para viverem sua natureza missionária e cooperarem com a missão universal. Essas Obras, que são pontifícias, isto é do Papa, mas também episcopais, isto é dos Bispos e das dioceses, existem para despertar e fomentar o espírito missionário universal no povo de Deus.
A formação é direcionada a todos os que desejam viver, de maneira mais madura, sua fé cristã e sua vocação missionária, qualificar sua cooperação com a missão universal da Igreja, aprofundar conteúdos de temática missionária e capacitar-se para o serviço de animação: coordenadores de pastoral, membros dos Conselhos Missionários (COMIRE, COMIDI, COMIPA, COMISE) e das Pontifícias Obras Missionárias (POM), lideranças e agentes de pastoral, consagrados/as, ministros ordenados, membros de Congregações, institutos, novas comunidades.
As inscrições serão realizadas através do site do CCM. O investimento para cada curso é de R$ 60,00 (sessenta reais).
A celebração de abertura nacional do Mês Vocacional acontecerá no dia 1º de agosto, às 19h, na Basílica São Francisco de Assis, em Brasília (DF). A missa será presidida pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. A iniciativa será transmitida também, ao vivo, pelas redes sociais da Conferência (@cnbbnacional).
O mês vocacional, celebrado em agosto, é uma tradição na Igreja do Brasil, ocasião em que todo o povo de Deus é chamado a rezar pelas vocações e a promover todas as vocações. Em 2024, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da CNBB, principal articuladora do mês, convida a refletir a temática “Igreja como uma sinfonia vocacional” e o lema “Pedi, pois, ao Senhor da Messe”.
“Por isso, para ajudar nesse mês vocacional, nós temos um lema – Pedi, pois, ao Senhor da Messe -, nesse ano da oração que nos prepara também para o jubileu de 2025. Portanto, vamos e somos todos convidados a rezar pelas vocações, a promover as vocações nas nossas igrejas particulares, dioceses, paróquias e comunidades e ao mesmo tempo ajudar os vocacionados e as vocacionadas, destaca o presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Ângelo Ademir Mezzari.
Assista, abaixo, o depoimento de dom Ademir sobre o Mês Vocacional:
Subsídio
Para ajudar as comunidades a refletirem, sobretudo no tempo de oração e reflexão, foi organizado um subsídio, no qual são apresentadas reflexões e orações para os momentos da vida da comunidade, dedicadas ao Ministério Ordenado, à vida familiar matrimonial, à vida religiosa consagrada e aos ministérios leigos.
Dom Ângelo Ademir Mezzari, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, salienta que o subsídio “Hora Vocacional” oferece a oportunidade de refletir e rezar pelas vocações.
“O grande convite que nós fazemos é que nessa Igreja, que é uma sinfonia vocacional, isso é, onde todas as vocações e ministérios têm o seu lugar, desde o bispo, o sacerdote, o diácono permanente, os religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, a vida, a família, os diversos serviços e ministérios na Igreja, formem essa sinfonia e essa polifonia, onde todas as vocações podem exercer a sua missão, mas podem se expressar de acordo com a sua especificidade”.
O cartaz do mês vocacional é inspirado no convite do Papa Francisco para sermos, enquanto Igreja, uma Sinfonia Vocacional, que evoca movimento e leveza, a música e a dança, inspirados pelo próprio Cristo. Irmão Luiz Carlos Lima, autor da identidade visual, destaca os elementos da obra:
Jesus, é aquele que rege essa grande sinfonia de vocações, dons e carismas. Ele, com seu grande coração, se move a convidar, animar e acompanhar os vocacionados e as vocacionadas em seus mais diferentes chamados. Ao mesmo tempo esse movimento parte da Igreja, mas sai dela, como nos convida o Papa Francisco: para que sejamos uma “Igreja em saída”. Dessa forma, a pauta, utilizada para escrever as partituras musicais, traz em si os vocacionados e vocacionadas como notas musicais, “com todas as vocações unidas e distintas em harmonia e juntas em saída para irradiar no mundo a vida nova no Reino de Deus”. (Papa Francisco)
A circularidade e os círculos que compõem a imagem, falam da fraternidade e da saída de modelos até então “enquadrados” por diversas leis, passando para as possibilidades de movimentos mais circulares, horizontais, sem dobras, mas inteiro e partindo de um único ponto: Jesus Cristo e o Reino.
O coração exposto de Jesus faz menção ao recente Ano Vocacional que a Igreja no Brasil vivenciou. Este coração que arde e que faz os nossos pés se colocarem a caminho, em uma Igreja em que a cultura vocacional seja cada vez mais cultivada.
O telhado abaixo da torre quer simbolizar a casa, lugar da família, igreja doméstica, pois “na Igreja, somos todos servos e servas, segundo diversas vocações, carismas e ministérios. A vocação ao dom de si próprio no amor, comum a todos, desenvolve-se e concretiza-se na vida dos cristãos leigos e leigas, empenhados a construir a família como uma pequena igreja doméstica”. (Papa Francisco)
O relógio evoca a hora dedicada a Nossa Senhora (18h). Ela que é a vocacionada por excelência, também nos convida a entrar nessa sinfonia. As pessoas, apresentadas na partitura, traz representações das mais diversas expressões de vocações: laical, ministérios ordenados e vida consagrada.
A arte convida o leitor a entrar nessa melodia, a sentir e a confirmar que sua vocação não é apenas uma nota ou um tom isolado, mas sim, parte de uma grande Sinfonia. Uma só canção, um só coração, um só corpo em Cristo (cf. I Cor 12,12).
Uma nova comissão, coordenada por dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, foi criada para pensar, programar e realizar uma Exposição sobre o Concílio Vaticano II.
A Exposição vai acontecer no primeiro semestre de 2025, no Cecates, Centro Católico de Estudos na Praia do Suá.
Segundo Giovanna Valfré, coordenadora do Centro de Documentação e membro da nova comissão, os objetivos são: fazer memória da história de maneira integrada em suas etapas, enriquecer o sentido de pertença à Igreja, entender o Concílio Vaticano II com seu percurso, personagens e desdobramentos e, recuperar a força do Vaticano II a partir daquilo que a Igreja aponta hoje com o Papa Francisco. Ainda, segundo Giovanna, a Exposição será composta com fotos, documentos, materiais gráficos, áudios e vídeos.
A comissão é composta por dom Andherson Franklin, bispo auxiliar; Raquel Tonini, formadora geral da Comunidade Epifania, arquiteta e membro da Comissão de Arte Sacra; Vitor Schneider, juiz e membro fundador da Comunidade Epifania; Maria Amélia Reuter Mota Carrera, consagrada e coordenadora da Comunidade Epifania; Doris Pereira de Almeida, pedagoga e membro fundador da Comunidade Epifania; Noemita Alexandre, bibliotecária do Cecates.
A Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória e a Comunidade Epifania, realizaram neste sábado dia 06 de junho, na Área Pastoral de Benevente, mais um encontro de Animação Missionária e repasse do Congresso Missionário de 2023.
Pela manhã na paróquia Nossa Senhora da Conceição com as paróquias de Alfredo Chaves e Anchieta e a tarde com as paróquias de Guarapari na Paróquia São Pedro de Muquiçaba e totalizaram 90 pessoas na formação Missionária.
A Comunidade Epifania, através da membro Maria Amélia Carrera, esteve na sede das Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília, neste fim de semana (dias 15 a 17 de março), para a Assembleia do Conselho Missionário Nacional (COMINA). O encontro reuniu os Bispos Referenciais da Ação Missionária, Coordenadores de Conselhos Missionários Regionais e Representantes de Organismos Missionários que integram o COMINA.
Dom Maurício Jardim, Presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, deu abertura ao encontro, esclarecendo os objetivos desta assembleia: Ampliar e dinamizar o ver, o iluminar e o agir do Programa Missionário Nacional; Apresentar algumas diretrizes gerais para vida missionária da Igreja do Brasil; e produzir diretrizes específicas a partir de cada prioridade do Programa Missionário Nacional.
Olhar para a realidade Para iniciar o aprofundamento e atualização do Programa Missionário Nacional (PMN), a assembleia propôs uma análise da conjuntura eclesial, com a assessoria do Pe. Jânison de Sá, subsecretário de Pastoral da CNBB e membro do INAPAZ – Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi.
Pe. Jânison alertou durante sua exposição que “A religião não desapareceu das sociedades contemporâneas, mas passou para um outro lugar sociocultural”. Segundo o estudo do INAPAZ, “a capacidade do catolicismo brasileiro de ajudar a plasmar valores para o conjunto da vida, já não possui o mesmo fôlego que teve em outras épocas”.
Outro destaque importante apontado pelo assessor foi que “a missão não é recolhimento saudosista, mas sim saída para gerar pequenas comunidades onde quer que o Espírito Santo permita, indique e fortaleça. Na conclusão, Pe. Jânison apontou três possíveis caminhos para a evangelização atual: missão, comunidade e iniciação à vida cristã.
Ainda neste primeiro momento, dom Esmeraldo Barreto de Farias, membro da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, sintetizou o primeiro passo do PMN – o compromisso de ver a realidade, que foi também acrescentado com a contribuição dos participantes na fila do povo.
Iluminar o caminho A assembleia seguiu com o aprofundamento do segundo passo do Programa Missionário Nacional: o iluminar. Com o apoio do Pe. Tiago Camargo, assessor da comissão, os participantes retomaram os elementos que constam no Programa construído em 2018, com destaque para a origem da missão na Trindade, a natureza missionária da Igreja e espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo.
A Diretora das Pontifícias Obras Missionárias no Brasil, Ir. Regina da Costa Pedro, retomou as contribuições do 5º Congresso Missionário Nacional realizado em novembro de 2023, em Manaus. Ela recordou as conferências e painéis do Congresso nos eixos Escutar, Iluminar, Comungar e Anunciar. Por fim, lembrou a necessidade de uma atualização das Pontifícias Obras, para que possam ‘ajudar cada Igreja local a abrir-se a sua responsabilidade para com a missão que vai até os confins do mundo”. Na conclusão, Ir. Regina afirmou: “O 5º CMN não foi apenas um congresso, mas foi mais um passo no caminho de conversão missionária da Igreja no Brasil”.
A concretude do agir Para pensar as ações concretas previstas pelo Programa Missionário Nacional, o grupo aprofundou o que consta no documento, com a apresentação do Pe. Antonio Niemiec, Coordenador pedagógico do Centro Cultural Missionário (CCM). Durante a exposição, ele apresentou as quatro prioridades do Programa Missionário Nacional e acrescentou que o material ainda é um tanto desconhecido: “Corremos o risco de produzir novos documentos que não cheguem às bases. Por isso é tão importante prever estratégias para garantir o acesso a esses materiais”, alertou.
Ainda para discutir as ações previstas pelo PMN, foram convidados os representantes dos seis grupos de trabalho que dinamizaram o Programa: Formação, Animação, Ad gentes, Igrejas-Irmãs, Compromisso Profético Social e Missões Populares.
Para ampliar as propostas de ação, o grupo se voltou novamente às luzes do 5º Congresso Missionário Nacional e, em grupo, debateu o Programa Missionário apontando Diretrizes Gerais para a Vida Missionária no Brasil.
Animação Missionária no Brasil e Pontifícias Obras A 39ª Assembleia do COMINA também foi ocasião para esclarecer os encaminhamentos da comitiva brasileira que participará do 6º Congresso Americano Missionário, em novembro deste ano, em Porto Rico.
Durante a manhã do domingo, os participantes também acompanharam as exposições sobre a articulação das Pontifícias Obras no Brasil, nas Obras específicas e no projeto de atualização das POM no Brasil. Esta iniciativa, segundo a Ir. Regina Pedro, Diretora das POM no Brasil, será realizada de janeiro a dezembro deste ano, com o objetivo de implementação de estratégias, governança e gestão para potencializar as POM no Brasil, considerando os contextos contemporâneos e os apelos do Magistério da Igreja.
Durante a manhã também foi apresentada a nova marca oficial da Campanha Missionária e apresentado os relatórios de prestação de contas com os valores enviados ao Fundo Mundial de Solidariedade, em Roma.
Campanha é destinada para a Missão do Barco Hospital 2024 que vai atender ribeirinhos na Prelazia de Lábrea, no Amazonas
A Comunidade Epifania, em unidade com a Arquidiocese de Vitória e a Prelazia de Lábrea, que realiza missão através do Barco Hospital Laguna Negra, lança a campanha “A Amazônia precisa da sua ajuda”. A iniciativa vai possibilitar as ações de evangelização durante a missão que, ocorre entre os meses de maio a agosto, no Amazonas.
Seja um benfeitor junto conosco em prol dos nossos irmãos ribeirinhos na Amazônia. Estamos em Campanha para aquisição de Materiais Odontológicos e Medicamentos que serão usados no atendimento do Barco Hospital. Faça sua doação e compartilhe esta campanha. Sua doação pode ser realizada através do PIX: missaolagunanegra@epifania.org.br
Sua doação se transforma em evangelização nesta missão. Colabore conosco!
Mais informações: (27) 99732-1599 (Eliana)
Assista ao vídeo gravado por profissionais da saúde e voluntários da Missão Laguna Negra:
Missão Barco Hospital Laguna Negra
Atendimento no barco Laguna Negra. | Fotos: Prelazia de Lábrea (AM).
Em 2007 a Comunidade Epifania iniciou uma missão na Prelazia de Lábrea com envio de quatro missionárias consagradas para auxílio na formação pastoral na Paróquia São João Batista no Município de Canutama.
Na trajetória da missão, o trabalho com a população ribeirinha tornou-se um desafio em meio à realidade precária das necessidades básicas humanas destes povos. E em janeiro 2007, ao realizar uma visita à Casa de Missão em Canutama, e deparando-se com este desafio, Doris Pereira de Almeida, fundadora da Comunidade, sentiu uma inspiração para iniciar um trabalho direcionado especificamente à população carente através de um Barco-Hospital que percorreria a calha do Rio Purus com a finalidade de levar atendimento médico e odontológico a essa comunidade.
A situação da saúde no local é alarmante. As sedes dos municípios dispõem de pequenos hospitais, que funcionam sem nenhuma estrutura. É fácil presenciar pessoas morrendo devido à picada de cobra por falta de soro antiofídico nos hospitais da região. As doenças tropicais, muito comuns nas enchentes e vazantes, fazem verdadeiros estragos, principalmente com as crianças.
Igrejas irmãs: arquidiocese de Vitória e prelazia de Lábrea
No início de 1972, a arquidiocese de Vitória assumiu o projeto com a Prelazia de Lábrea, como consta no Livro tombo daquela prelazia. Ou seja, neste ano de 2022 celebra-se 50 anos desta fraterna relação entre a prelazia de Lábrea e a arquidiocese de Vitória. Ao longo destes anos, aconteceram diversas visitas e diálogos entre os bispos anteriores das duas igrejas irmãs, bem como de mudanças na dinâmica do projeto visando ampliar e qualificar sua ação.
Cartilha escrita por bispos da Igreja Católica foi entregue durante a celebração dos 60 anos da Campanha e traz reflexões sobre a boa política, o combate às fake news e a necessidade de conscientização neste ano de eleições
Ontem, dia 18, a Arquidiocese de Vitória realizou a abertura da Campanha da Fraternidade 2024, marcando os 60 anos da Campanha que acontece ininterruptamente desde 1964 e preparando os fiéis para o período pascal.
A celebração realizada no Ginásio Dom Bosco, em Vitória, foi repleta de simbolismos em torno do tema central: a amizade social e fraternidade entre todas as pessoas. O lema utilizado neste ano é o versículo de Mateus 23,8: “Vós sois todos irmãos e irmãs”.
Durante o evento, todos os presentes receberam uma cartilha inspirada na Encíclica “Fratelli Tutti”, do Papa Francisco, que nos chama à responsabilidade política, social e ecológica.
A cartilha foi escrita por Bispos do Espírito Santo sobre a melhor política, para auxiliar na reflexão a respeito das eleições, a necessidade de atenção às mensagens falsas (fake news) e o cuidado com os extremismos.
“Estamos vivenciando no mundo inteiro um momento de disputas ideológicas se sobrepondo aos projetos coletivos e políticos. A igreja, preocupada com essa situação, propõe uma reflexão mais profunda sobre a nossa contribuição para o bem comum, não a disputa pelo poder. A união da sociedade em torno do bem estar de todos”, explicou o Pe. Kelder Brandão, Vigário para Ação Social, Política e Ecumênica.
Estandartes de todas as edições da Campanha foram exibidos
60 anos da Campanha da Fraternidade
A celebração de abertura também foi um momento de comemorar os 60 anos da Campanha da Fraternidade, essa Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil que ao longo dessas seis décadas tem sido um sinal profético na Igreja e na Sociedade, trazendo temas pertinentes à nossa vida eclesial e social.
As seis décadas de história e profetismo da Igreja no Brasil foi recordada através da entrada dos estandartes das Campanhas da Fraternidade, em ordem decrescente, lembrando seus temas e lemas.
Destaque para a desigualdade no Estado
Nas reflexões trazidas ao longo da celebração foi lembrada a condição dos mais carentes em nosso Estado, os moradores das periferias criminalizados e desrespeitados em sua dignidade, sofrendo dia e noite com a violência causada, ora pelo tráfico, ora por agentes de segurança pública.
E a fome que continua maltratando milhares de famílias capixabas. Muitas dessas famílias, sem sequer uma casa para morar, sendo obrigadas a viver nas ruas e praças.
E as preces reforçaram o pedido de que o Senhor nos ajude a redescobrir, a partir da Palavra de Deus, a fraternidade, a amizade social e a comunhão como elementos constitutivos de todo ser humano.
O objetivo é reforçar em cada um de nós a beleza, a convivência humana em fraternidade, valorizando o espírito da amizade entre nós. A amizade nos leva ao acolhimento, à reconciliação, fortalece a convivência fraterna, reforçou o arcebispo Dom Dario Campos.
Fotos: Pascom Paróquia Santíssima Trindade de Aribiri
Francisco continuou sua série de catequeses sobre vícios e virtudes. Veja este e outros destaques da Semana do Papa.
Na primeira semana da Quaresma, o Papa Francisco dedicou sua catequese de Quarta-Feira à meditação sobre o vício da preguiça. No mesmo dia, o Pontífice pediu aos fiéis que busquem viver este forte tempo litúrgico sem máscaras. Veja estes e outros destaques da Semana do Papa.
Papa ensina sobre vício da preguiça
Na Quarta-feira de Cinzas, o Papa realizou a Audiência Geral na Sala Paulo VI, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre vícios e virtudes. O tema da semana foi a acídia, mais conhecida como “preguiça”. De acordo com o Pontífice, na raiz grega do termo acídia está a “falta de cuidado”.
De acordo com Francisco, a acídia também é definida como o “demônio do meio-dia”, pois desponta quando o cansaço está no auge e as horas a seguir parecem monótonas, impossíveis de viver. São características que lembram a depressão, pois para quem é dominado pela acídia a vida perde o sentido, “é um pouco como morrer antes da hora”, afirmou o Papa.
Ainda de acordo com Francisco, os mestres espirituais apontaram vários remédios para esse vício. Mas o que ele destacou como mais importante é a paciência da fé, ou seja, a coragem de ficar e acolher no meu “aqui e agora” a presença de Deus.
“A fé, atormentada pela prova da acídia, não perde o seu valor. Com efeito, é a verdadeira fé, a fé humaníssima, que apesar de tudo, apesar das trevas que a cegam, ainda crê humildemente. É aquela fé que permanece no coração, como permanecem as brasas sob a cinzas. Ficam sempre ali. E se alguém cair neste vício ou numa tentação de acídia, procure olhar para dentro e proteger as brasas da fé. E assim caminhamos em frente. Que o Senhor os abençoe.”
Missa de Quarta-Feira de Cinzas
O Papa Francisco presidiu na Basílica de Santa Sabina, a Santa Missa com o rito da bênção e imposição das cinzas. Em sua homilia, Francisco recordou que a Quaresma mergulha-nos em um banho de purificação e despojamento: ajuda-nos a retirar toda a “maquiagem”, tudo aquilo de que nos revestimos para brilhar, para aparecer melhores do que somos.
“Voltar ao coração significa tornar ao nosso verdadeiro eu e apresentá-lo diante de Deus tal como é, nu e sem disfarces. Significa olhar dentro de nós mesmos e tomar consciência daquilo que somos realmente, tirando as máscaras que muitas vezes utilizamos, diminuindo a corrida do nosso frenesim, abraçando a verdade de nós mesmos.”
O Papa pediu aos fiéis que busquem viver este tempo litúrgico com autenticidade. “Enquanto continuares a usar uma armadura que cobre o coração, a disfarçar-te com a máscara das aparências, a exibir uma luz artificial para te mostrares invencível, permanecerás árido e vazio. Pelo contrário, quando tiveres a coragem de inclinar a cabeça para te olhares intimamente, então poderás descobrir a presença de um Deus que desde sempre te amou; finalmente despedaçar-se-ão as couraças de que te revestiste e poderás sentir-te amado com amor eterno.”
“Voltemos para Deus com todo o coração”, foi o convite do Pontífice, “para que nestas semanas de Quaresma possamos dar espaço à oração feita de adoração silenciosa, na qual permanecemos na presença do Senhor à Sua escuta”.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou oficialmente nesta quarta-feira, 14 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2024 com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8). O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF).
O lançamento às 10h (hora de Brasília), foi procedido pela celebração da Santa Missa presidida pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, na Capela Nossa Senhora Aparecida. A cerimônia de abertura foi no Auditório Dom Helder Câmara.
Em comunhão com a Carta Encíclica Fratelli tutti, do Papa Francisco, inspirada pela vida de São Francisco de Assis, a Campanha da Fraternidade 2024 busca fazer um caminho quaresmal em três perspectivas: primeiro, incentivar as pessoas a verem as situações de inimizade que geram divisões, violência e destroem a dignidade dos filhos de Deus; segundo, impulsionar as pessoas a iluminar-se pelo Evangelho que as une como família e, terceiro, a agir conforme a proposta quaresmal, de uma conversão constante, promovendo o esforço para uma mudança pessoal e comunitária.
A cerimônia de lançamento contou com a participação, além de dom Ricardo Hoepers e do secretário-executivo de Campanhas da CNBB, do padre Jean Poul Hansen, que falaram sobre a importante marca dos 60 anos da Campanha em âmbito nacional e também sobre a escolha e importância da temática de 2024. Na oportunidade, também foi apresentado o vídeo com a mensagem do Papa Francisco para a Campanha desse ano.
Eis a íntegra da mensagem do Papa Francisco:
Ouça e compartilhe
Queridos irmãos e irmãs do Brasil,
Ao iniciarmos, com jejum, penitência e oração, a caminhada quaresmal, uno-me aos meus irmãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil num hino de ação de graças ao Altíssimo pelos 60 anos da Campanha da Fraternidade, um itinerário de conversão que une fé e vida, espiritualidade e compromisso fraterno, amor a Deus e amor ao próximo, especialmente àquele mais fragilizado e necessitado de atenção. Este percurso é proposto cada ano à Igreja no Brasil e a todas as pessoas de boa vontade desta querida nação.
Neste ano, com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (cf. Mt 23, 8), os bispos do Brasil convidam todo o povo brasileiro a trilhar, durante a Quaresma, um caminho de conversão baseado na Carta Encíclica Fratelli tutti, que assinei em Assis, no dia 3 de outubro de 2020, véspera da memória litúrgica de São Francisco.
Como irmãos e irmãs, somos convidados a construir uma verdadeira fraternidade universal que favoreça a nossa vida em sociedade e a nossa sobrevivência sobre a Terra, nossa Casa Comum, sem jamais perdermos de vista o Céu, onde o Pai nos acolherá a todos como seus filhos e filhas.
Infelizmente, ainda vemos no mundo muitas sombras, sinais do fechamento em si mesmo. Por isso, lembro da necessidade de alargar os nossos círculos para chegarmos aqueles que, espontaneamente, não sentimos como parte do nosso mundo de interesses (cf. FT 97), de estender o nosso amor a “todo ser vivo” (FT 59), vencendo fronteiras e superando “as barreiras da geografia e do espaço” (FT 1).
Desejo que a Igreja no Brasil obtenha bons frutos nesse caminho quaresmal e faço votos que a Campanha da Fraternidade, uma vez mais, auxilie às pessoas e comunidades dessa querida nação no seu processo de conversão ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, superando toda divisão, indiferença, ódio e violência.
Confiando estes votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida, e como penhor de abundantes graças celestes, concedo de bom grado a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham pela fraternidade universal, a Bênção Apostólica, pedindo que continuem a rezar por mim.
Roma, São João de Latrão, 25 de janeiro de 2024, festa litúrgica da conversão de São Paulo Apóstolo.
Está chegando um dos eventos mais aguardados pelos fiéis católicos do Espírito Santo: o Vinde e Vede, que ocorrerá entre os dias 10 a 13 de fevereiro. O evento promete ser um momento de espiritualidade, com pregações, shows, Missa e adoração.
O Vinde e Vede não é apenas um encontro religioso, mas também uma oportunidade de confraternização e solidariedade, pois a entrada será mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Essa ação solidária visa ajudar aqueles que mais necessitam, alinhando a fé com a prática do amor ao próximo.
Entre as atividades programadas, destaca-se a presença do diretor espiritual da Renovação Carismática Católica (RCC) da Arquidiocese de Vitória, Padre Hugo. Além disso, a Presidente da RCC da Arquidiocese de Vitória, Suely Batista, também estará presente, compartilhando sua mensagem e experiência de fé com todos os presentes.
A música católica terá um papel especial no Vinde e Vede, destaque da banda Católico Soul e Sementes. A alegria e a espiritualidade das músicas certamente irão envolver os participantes, proporcionando momentos de louvor e adoração.
Outro ponto alto do evento será a tarde Carismática, que contará com a participação de vocalistas de várias bandas católicas capixabas. Será uma oportunidade para os participantes vivenciarem a diversidade musical que compõe a riqueza da música católica local.
O Vinde e Vede 2024 promete ser uma experiência única de fé, comunhão e celebração. A organização convida a todos a participarem, contribuindo com a doação de alimentos e abrindo seus corações para receberem as bênçãos desse encontro tão especial. Que esses dias sejam marcados pela renovação espiritual e pela manifestação do amor cristão em cada gesto de solidariedade.