Categoria: Nossa Missão

  • O que é um retiro espiritual?

    Buscar um tempo para si mesmo junto ao bom Deus. Um retiro espiritual deve ser marcado por este principal objetivo. Vivemos hoje num mundo de grande velocidade, agilidade de informação e compromissos diversos, onde, quase sempre, não temos tempo para nada e se não tiver tempo para Deus à morte espiritual é absolutamente certa! O ser humano, em especial os dedicados à vida religiosa, necessita de uma parada nas atribuições do dia-a-dia para ampliar esse contato ardente com o Pai celestial.

    O retiro torna-se este momento no qual paramos para refletir sobre nós mesmos, sobre a nossa condição de vida; para pensar em como estamos vivendo, quais motivações para as tarefas que realizamos e para o modo de vida que temos; como estamos agindo e nos comportando no meio da sociedade. Enfim, uma série de questionamentos que podem ser respondidos por meio do silêncio, da oração e de um aproximar-se mais intenso ao Senhor Deus.

    Nos Santos Evangelhos, o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo que se afastava das multidões que o seguiam e retirava-se para um ermo onde pudesse entregar-se a contemplação. Antes de iniciar a sua vida pública, recolheu-se a um deserto onde sua natureza humana foi posta a prova, sem que o demônio a pudesse dominar. Com seus discípulos, igualmente, ao voltarem da missão, retirava-se com eles para que pudessem, na solidão, estar a sós com Deus. (Cf. Mt 4,1-11; 14,23; Mc 1,35).

    O santo retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças e nos realizarmos como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, nos tornar à imagem de Cristo. É num retiro que somos convidados a nos entregarmos nos braços do bondoso Deus, confiarmos a ele toda a nossa vida. O retiro é um momento rico e oportuno para renovarmos a nossa vida de oração e nossa espiritualidade.

    “A pratica do silêncio, da meditação e da oração favorecem diversas áreas cerebrais, tornando-as mais pacientes e altruístas”, afirmou a Dra. Adriana Gini, neurorradiologista italiana.


  • A caridade é amor recebido e dado

    “A caridade é amor recebido e dado; é graça (cháris). A sua nascente é o amor fontal do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor que, pelo o Filho, desce sobre nós. É amor criador, pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados. Amor revelado e vivido por Cristo (cf.Jo13,1), é ‘derramado em nossos corações pelo Espírito Santo’ (Rm 5,5). Destinatários do amor de Deus, os homens são constituídos sujeitos de caridade, são chamados a se tornarem eles mesmos instrumentos da graça, para difundir a caridade de Deus e tecer redes de caridade”.[3]

    Etimologia

    A palavra amor presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação

    A Igreja Católica, nos ensinamentos do seu Magistério, afirma que o Amor é uma virtude teologal, uma “dádiva de si mesmo” e “é o oposto de usar”  e de afirmar-se a si mesmo. Aplicado nas relações conjugais humanas, o Amor verdadeiramente vivido e plenamente realizado é uma “comunhão de entrega e receptividade”, de “dádiva mútua do eu e de afirmação mútua da dignidade de cada parceiro”. Esta comunhão “do homem e da mulher” é “um ícone da vida do próprio Deus” e “leva não apenas à satisfação, mas à santidade“. Por esta razão, a sexualidade (e o sexo), que “é fonte de alegria e de prazer“, não exerce só a função de procriar, mas também um papel importante na vida íntima conjugal. A relação sexual conjugal é considerada como a grande expressão “humana e totalmente humanizada” do Amor idealizado pela Igreja, onde o homem e a mulher se unem e se complementam reciprocamente. Todo este amor conjugal proposto pela Igreja requer fidelidade, “permanência e compromisso”, que só pode ser autenticamente vivido “no seio dos laços do matrimônio“ e na castidade conjugal. A compreensão cristã é que o Amor vem de Deus, porque o amor é uma virtude teologal. Amor: Etimologicamente provém do latim amor, amóris, amorem, designando amizade, afeição, desejo grande, paixão, objeto amado[4]. Amor: designado como forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais; atração baseada no desejo sexual, desejo grande, afeição amorosa, paixão; relação amorosa; namoro; afeição baseada em admiração e graça, benevolência ou interesses comuns; forte amizade.  Designa a devoção e adoração a Deus ou ainda a devoção de uma pessoa ou um grupo de pessoas por um ideal concreto ou abstrato, seja a pátria, a profissão, a vocação, e a demonstração de zelo, de dedicação a um ideal. Ma mitologia grega e romana Amor era o nome de um deus que personificava o amor: Cupido para os romanos, Eros para os gregos, divindades aladas infantis subordinadas a Vênus e a Cupido. Pode ainda ser sinônimo de namoro e querido e antonímia de desinteligência, desprezo, indiferença e repulsão. Em nossa cultura amor possui diversos aspectos e conotações, segundo o sentido etimológico que veremos a seguir. “A palavra amor requer sempre um dicionário, e, para os cristãos o dicionário é Cristo Jesus”.

    A caridade é o fundamento da ascética cristã. É o bem perfeito do espírito que excede a todos os bens. A caridade, embora seja uma virtude teologal, isto é, infundida por Deus na alma fiel, requer muito empenho e esforço humano para ser levada à plenitude. O amor-caridade precisa percorrer um caminho de purificação, que resgate o seu verdadeiro sentido. Ele não é apenas filantropia nem tampouco banalização da pessoa humana, mas sim virtude, força que vem de Deus e inebria o coração do homem e da mulher.

    “A caridade não é só virtude a ser realizada, mas caminho a ser percorrido, itinerário espiritual pelo qual, sob a direção do Espírito Santo, podemos aproximar-nos de Deus e de suas perfeições morais. O apóstolo Pedro, exortando a praticar as virtudes cristãs, afirma: ‘Aplicai toda a diligência em juntar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, ao conhecimento o autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade, à piedade o amor fraternal e ao amor fraternal a caridade’ (2Pe 1,6-7). E o apóstolo Paulo, depois de haver falado de alguns sinais da vida nova que  o crente realiza em Cristo (benignidade, humildade, bondade, perdão…), conclui dizendo: ‘Mas antes de tudo, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição (Cl 3,14). A escola agostiniana ao pôr na caridade a base da espiritualidade, articula-a em ‘caridade desejosa’, ou seja, ansiosa por adaptar-se ao Ser supremo; ‘caridade ascendente’, que nos conduz gradualmente aos cumes da perfeição; ‘caridade combatente’, que contraria as inclinações más; e, finalmente, ‘caridade geradora’, que, partindo da premissa da caridade com Deus alimentada pela oração, pela humildade e pelo recolhimento, aponta como sinal de maturidade espiritual a caridade para com o próximo. Trata-se da possibilidade de nos referirmos ao Tu divino para transferir este Tu ao tu de nosso próximo. Assim a perfeição cristã na caridade se converte em imitação de Cristo (2Co 8,9) e em identificação de Cristo com nosso próximo (Mt 25, 35-40). Este é o caminho agradável a Deus ‘como oferenda de suave odor’ (Fl, 4,18). Este amadurecimento espiritual na caridade é indispensável não só para a vida do crente, mas também para a Igreja: ‘Se a fé e a caridade são os princípio da sua vida (a da Igreja); é claro que não se deve descuidar nada para dar à fé a segurança jubilosa e o alimento novo, a fim de tornar eficaz a iniciação e a pedagogia cristã indispensável para este fim: estudo mais assíduo e o culto mais devoto da Palavra de Deus serão certamente fundamento desta renovação. E a educação na caridade terá posteriormente lugar de honra; teremos que desejar ansiosamente a ecclesia caritatis, se quisermos que esteja em condições de renovar-se profundamente e de renovar o mundo que a rodeia; tarefa imensa, até porque, como se sabe, a caridade é a rainha e  a raiz das outras virtudes cristãs: a humildade, a pobreza, a religiosidade, a coragem da verdade e o amor da justiça e de todas as outras formas operantes do homem novo’”.[15]

    “Nos sinóticos, as passagens em que se fala do amor de Deus e da relação entre Deus e o homem e entre um e outro, culminam sempre na exortação à misericórdia e ao espírito de reconciliação. Esta misericórdia de Deus se expressa no perdão dos pecados, que deve suscitar por parte do homem uma atitude idêntica para com o próximo (Mt 6,12.14-15; 18,35; Lc 6,37 etc.) Nos escritos de João ‘ o amor é concebido como energia primordial da vida, modo de ser, realização de Deus neste mundo’. Eles apresentam o amor em seu sentido absoluto (1Jo 3, 14.18; 4,7-8.19) e em seu aspecto de amor fraterno (1Jo 2,10; 3,10; 4,20 etc.) como o cumprimento e o selo de autenticidade de toda a vida cristã. Para João, o amor é a pedra angular do reino de Cristo, que se vai realizando na crise do mundo (Jo 3,16). Ele acentua o amor do Pai ao Filho, que em tudo e por tudo o mediador do amor divino, e enfatiza o amor do Filho por aqueles que o Pai lhe deu como ‘amigos’. Coroamento e fonte deste amor é o sacrifício do Filho, por meio do qual Deus realiza plenamente a salvação do mundo (Jo 13,1). Ao realçar o caráter ativo, em Cristo, do amor de Deus, João insiste no amor ao próximo, que tem em Cristo seu modelo e sua fonte. O Apocalipse, aberto com hino entoado pela fiel testemunha de Cristo àquele ‘que nos ama e nos lavou de nossos pecados’, vê o amor sobretudo à luz da teologia do martírio (12,11).

  • Caminho Vocacional

    A Comunidade Epifania tem seu caminho vocacional desenvolvido através de uma via a percorrer denominada: Discipulado.

    O Discipulado tem como objetivo levar o vocacionado a uma nova experiência de Deus na contemplação e formação a partir da encarnação do Verbo, com amplitude e concretude, através da Palavra, da vida sacramental e da convivência fraterna; ao conhecimento e aprofundamento dos fundamentos da fé católica; à compreensão de si mesmo em vista das relações humanas; e, ao comprometimento na ação missionária da comunidade e da Igreja.

    O caminho vocacional Epifania começa após o candidato (a) apresentar as motivações de ingresso no caminho vocacional e a admissão por parte do conselho da Comunidade. Tem a duração mínima de quatro estágios e compreende as seguintes etapas:

    • A participação na formação vocacional mensal da comunidade, que tem por objetivo apresentar o Carisma Epifania, seja de forma presencial ou através de plataforma online;
    • O acompanhamento espiritual mensal por parte de um membro da equipe vocacional da Comunidade designado;
    • A participação nos retiros anuais da Comunidade Epifania no tempo litúrgico do Advento;
    • A participação na formação semanal da Comunidade com outros membros consagrados e vocacionados;
    • Todo vocacionado solteiro, em quaisquer dos níveis, fará uma experiência em Casa Fraterna por período de três meses podendo ser renovado ou não. Neste período o Discipulando continua com sua rotina de trabalho e estudos;
    • O comprometimento em alguma missão da comunidade;
    • Percorrida a via do Discipulado, o membro apresenta pedido por escrito para profissão das primeiras promessas de consagração.

    OUSAR A VIDA!

    Fizemos nossa escolha! Sentimos o chamado como uma razão válida de vida, numa disposição ampla e concreta de viver a fraternidade: Somos todos irmãos! E VOCÊ? Nunca se perguntou qual o PROJETO DE DEUS para sua vida. Deus continua escolhendo homens e mulheres generosos para ousarem a vida sendo profetas e testemunhas do Reino no mundo de hoje.

    CONTATOS: A Comunidade Epifania tem sede na cidade de Vitória/ES, situada na rua Marins Alvarino, 220 – Bairro Itararé, CEP: 29.047.660. Contatos: Eliana Cristina Gusmão Machado – 99732-1599, Maria Amélia – 99961-5600