Comunidade Católica Epifania

Autor: Romulo

  • Juventude Missionária do Brasil promove nova edição da ação Sem Fronteiras

    Juventude Missionária do Brasil promove nova edição da ação Sem Fronteiras

    A Juventude Missionária (JM), ligada à Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), vai realizar nos 04 a 13 de julho de 2025, na Arquidiocese de Olinda e Recife (PE), o encontro que receberá jovens missionários de todas as regiões do país para a 7ª edição da ação missionária nacional Sem Fronteiras.

    A realização desta edição do Sem Fronteiras concretiza uma das iniciativas de animação e ação missionária do Plano Trienal da Juventude Missionária – JM (2023-2025). Na ocasião celebraremos 20 anos da JM no Brasil.

    O evento é direcionado a membros ativos dos grupos de base, coordenadores e assessores da JM, e tem como objetivo principal incentivar o protagonismo missionário, além de estreitar laços entre os jovens participantes de todo o Brasil. Durante o encontro, os jovens serão acolhidos por famílias da comunidade local, que abrirão suas casas para recebê-los durante os dias de missão.

    Pe. Genilson Sousa, secretário da POPF, ressaltou a importância do encontro como um momento de celebração e partilha da missão juvenil no Brasil. “Esperamos contar com a participação de jovens missionários de diversas dioceses do país, vivenciando essa rica experiência de comunhão e missão”, afirmou o secretário.

    Inscrições serão realizadas nas coordenações estaduais
    Para se inscrever, é necessário que o jovem tenha experiência prévia nas Obras Missionárias e seja maior de 18 anos. A inscrição custa R$ 100,00, valor que inclui um kit missionário. Cada participante será responsável por custear seu deslocamento até o local do evento. A alimentação durante as atividades formativas será oferecida pela equipe de acolhimento da Arquidiocese de Olinda e Recife.

    O prazo para inscrições vai até 30 de abril de 2025, às 23h59. A coordenação estadual é responsável por enviar o convite às bases locais e confirmar a presença dos participantes por meio do envio do link de inscrição.

  • Comunidade Epifania presente no CAM 6 em Porto Rico

    Comunidade Epifania presente no CAM 6 em Porto Rico

    Entre os dias 18 e 24 de novembro, Porto Rico se torna o epicentro das discussões missionárias no continente americano com a realização do 6º Congresso Americano de Missionários (CAM 6). Representando o Brasil e, em especial, o Regional Leste 3 da CNBB, estão Amélia da Comunidade Epifania e membro da Comissão Missionária do Leste 3, e Dom Luiz Fernando Lisboa, bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim.

    O evento reúne missionários, religiosos e leigos comprometidos com a evangelização em uma jornada de partilha, aprendizado e troca de experiências. Com o tema “A missão de anunciar Cristo em um mundo em constante mudança”, o CAM 6 busca refletir sobre os desafios da missão no cenário atual e propor novas estratégias para fortalecer a presença da Igreja nas comunidades mais necessitadas.

    Amélia, conhecida por sua dedicação e trabalho missionário, destaca a importância de momentos como este:
    “É um privilégio representar nossa comunidade e nosso Regional neste congresso. Aqui, estamos aprendendo e compartilhando experiências que poderão enriquecer ainda mais a missão em nossas dioceses.”

    Já Dom Luiz Fernando enfatiza o papel transformador da missão no mundo contemporâneo: “O CAM 6 nos convida a olhar com profundidade para o clamor dos mais pobres e marginalizados, redescobrindo a essência do Evangelho em cada ação missionária.”

    O Congresso Americano de Missionários é promovido pelas Pontifícias Obras Missionárias e acontece a cada cinco anos, envolvendo todos os países da América Latina e Caribe. Este ano, com a presença de 62 representantes do Brasil, o evento reforça os laços de fraternidade e compromisso missionário entre as nações, renovando o ardor evangelizador para os novos tempos.

    Ao final do CAM 6, Amélia e Dom Luiz Fernando retornam ao Espírito Santo com o desafio de aplicar as reflexões e inspirações colhidas no congresso, levando adiante a missão de anunciar o Reino de Deus em suas comunidades e além.

  • A Teologia precisa das Mulheres

    A Teologia precisa das Mulheres

    Acontece em Roma ontem e hoje, 9 e 10 de dezembro o Congresso Internacional sobre o Futuro da Teologia. Ontem o Papa recebeu os participantes e fez considerações sobre a participação das mulheres e a necessidade de repensar a teologia. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va:

    Francisco recebeu em audiência os participantes do Congresso Internacional sobre o Futuro da Teologia, organizado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação. Segundo o Papa, “há coisas que só as mulheres intuem e a Teologia precisa da sua contribuição”. Ele fez um apelo para que esta disciplina, “luz” que faz emergir o Evangelho, possa ser “acessível a todos” e ajude a “repensar o pensamento” num mundo complexo.

    O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (09/12), na Sala das Bênçãos, no Vaticano, os participantes do Congresso Internacional sobre o Futuro da Teologia organizado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação.

    O Pontífice manifestou satisfação por professores, pesquisadores e reitores, provenientes de várias partes do mundo, terem se reunido para refletir sobre “como herdar o grande patrimônio teológico das gerações passadas e imaginar o futuro”.

    Francisco disse que quando pensa na Teologia, vem à sua mente a luz. “Graças à luz, as coisas emergem da escuridão, os rostos revelam os seus contornos, as formas e as cores do mundo aparecem finalmente. A luz é bela porque faz com que as coisas apareçam, mas sem se exibir”, disse ele.

    A Teologia faz um trabalho escondido e humilde

    “Agora, aqui, admiramos esta sala, vemos nossos rostos, mas não percebemos a luz, porque ela é discreta, é gentil, é humilde e, portanto, permanece invisível”, disse o Papa, acrescentando:

    “Assim também é a Teologia: ela faz um trabalho escondido e humilde, de modo que a luz de Cristo e seu Evangelho possa emergir.”

    A partir dessa observação, surge para vocês um caminho: buscar a graça e permanecer na graça da amizade com Cristo, a verdadeira luz que veio a este mundo. Toda Teologia nasce da amizade com Cristo e do amor por seus irmãos, suas irmãs, seu mundo; este mundo, dramático e magnífico ao mesmo tempo, cheio de dor, mas também de beleza comovente.

    A Teologia precisa da contribuição das mulheres

    O Papa convidou os participantes do Congresso Internacional sobre o Futuro da Teologia a se fazerem as seguintes perguntas: Teologia, onde você está? Com quem você está caminhando? O que está fazendo pela humanidade? “Esses dias serão importantes para abordar essas questões, para perguntar se a herança teológica do passado ainda pode dizer alguma coisa aos desafios de hoje e nos ajudar a imaginar o futuro. Este é um caminho que vocês são chamados a percorrer juntos, teólogos e teólogas”, disse ainda Francisco.

    A seguir, o Papa recordou uma passagem do Segundo Livro dos Reis que diz que “durante a restauração do Templo de Jerusalém, foi encontrado um texto, talvez seja a primeira edição perdida de Deuteronômio. Um sacerdote e alguns estudiosos o leram; até o rei o estudou; eles intuem algo, mas não o entendem. Então o rei decide entregá-lo a uma mulher, Hulda, que imediatamente o entende e ajuda o grupo de estudiosos – todos homens – a entendê-lo”, sublinhou o Papa.

    “Há coisas que só as mulheres intuem e a Teologia precisa da sua contribuição. Uma Teologia apenas de homens é uma Teologia pela metade. Ainda há um longo caminho a percorrer neste sentido.”

    A seguir, o Papa entregou-lhes um desejo e um convite.

    “O desejo é que a Teologia ajude a repensar o pensamento. O nosso modo de pensar, como sabemos, também molda nossos sentimentos, nossa vontade e nossas decisões. Um coração amplo corresponde a uma imaginação e um pensamento amplos, enquanto um pensamento retraído, fechado e medíocre dificilmente pode gerar criatividade e coragem”, disse Francisco.

    O Papa recordou os livros didáticos de Teologia que eram usados para estudar. Disse que eram “todos fechados, todos parecidos com museus, com bibliotecas, mas não faziam pensar”.

    Curar a simplificação

    Segundo o Pontífice, “a primeira coisa a fazer, para repensar o pensamento, é curar a simplificação. De fato, a realidade é complexa, os desafios são variados, a história é habitada pela beleza e, ao mesmo tempo, ferida pelo mal, e quando não se consegue ou não se quer lidar com o drama dessa complexidade, facilmente se tende a simplificar”.

    “Mas a simplificação, no entanto, quer mutilar a realidade, dá origem a pensamentos estéreis e, pensamentos unívocos, gera polarizações e fragmentações.”

    Assim fazem, por exemplo, as ideologias. A ideologia é uma simplificação que mata: mata a realidade, mata o pensamento, mata a comunidade. As ideologias achatam tudo numa única ideia, e depois a repetem de forma obsessiva e instrumental, superficial e como papagaios.

    De acordo com o Papa, “um antídoto contra a simplificação é indicado na Constituição Apostólica Veritatis gaudium: interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. Trata-se de fazer “fermentar” a forma do pensamento teológico junto com a de outros conhecimentos: filosofia, literatura, artes, matemática, física, história, ciências jurídicas, políticas e econômicas. Deixar fermentar o conhecimento, porque são como os sentidos do corpo: cada um tem a sua especificidade, mas precisam um do outro, segundo também diz o apóstolo Paulo: «Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se tudo fosse ouvido, onde estaria o olfato?»”.

    Francisco recordou que “este ano celebramos o 750º aniversário da morte de dois grandes teólogos: Santo Tomás de Aquino e São Boaventura. Tomás lembra que não temos apenas um sentido, mas múltiplos sentidos, e sentidos diferentes, para que a realidade não nos escape. E Boaventura afirma que, na medida em que alguém «acredita, espera e ama Jesus Cristo», «recupera a audição e a visão, o olfato, o paladar e o tato»”. “Ao ajudar a repensar o pensamento, a Teologia voltará a brilhar como merece, na Igreja e nas culturas, ajudando todos e cada um na busca da verdade”, disse ainda o Papa.

    Uma Teologia acessível a todos

    A seguir, Francisco fez um convite: que a Teologia seja acessível a todos. Segundo o Pontífice, “há alguns anos, em muitas partes do mundo, existe um interesse entre os adultos em retomar a sua formação, incluindo a formação acadêmica. Homens e mulheres, especialmente de meia-idade, talvez já formados, desejam aprofundar a sua fé, querem fazer um caminho, muitas vezes matriculam-se numa faculdade universitária. E este é um fenômeno de crescimento. É também um fenômeno em crescimento que merece o interesse da sociedade e da Igreja”.

    “A meia-idade é uma época especial da vida. É uma época em que geralmente se goza de uma certa segurança profissional e solidez emocional, mas também é uma época em que os fracassos são sentidos com maior dor e novas questões surgem à medida que os sonhos juvenis desmoronam. Nesta fase é possível sentir uma sensação de abandono e, às vezes, a alma se bloqueia. É a crise da meia-idade. Sente-se a necessidade de retomar uma busca, talvez tateando, talvez sendo segurado pela mão, e a Teologia é esta companheira de viagem”, disse ainda o Papa, concluindo:

    “Se alguma dessas pessoas bater à porta da Teologia, das escolas de Teologia, por favor, encontre-a aberta.”

    Façam com que estas mulheres e homens encontrem na Teologia uma casa aberta, um lugar onde possam retomar o caminho, onde possam procurar, encontrar e procurar novamente. Preparem-se para isso. Imaginem coisas novas nos programas de estudo para que a Teologia seja acessível a todos.

  • Almoço solidário em prol das Obras Fraternas

    Almoço solidário em prol das Obras Fraternas

    A Comunidade Epifania realizará um almoço beneficente para angariar recursos destinados as suas Obras Fraternas. O evento será realizado, a partir das 11 horas no dia 20 de outubro, na Chácara Vila de Nazaré, no bairro Retiro do Congo em Vila Velha.

    O cardápio do almoço será costelada. Ambas acompanhadas de delicioso arroz, feijão, saladas e muito mais. Você pode adquirir antecipadamente seu convite no valor de R$ 60,00 (crianças até 07 anos não pagam). Serão vendidos no local sobremesas e bebidas. Para isso, basta entrar em contato pelo WhatsApp (27) 9 98108847 – Iolanda ou (27) 99693-5016 (Comunidade Epifania), garantindo um delicioso almoço e ainda colaborando para a manutenção das nossas ações de evangelização.

    De acordo com a fundadora da Comunidade Epifania Doris Almeida, esse momento será um ótimo espaço para os participantes conhecerem a Vila de Nazaré, as Obras Fraternas que acontecem neste espaço da Comunidade. “Além do almoço, teremos sorteios de brindes, nosso bazar solidário, música ao vivo e muito mais. Será um domingo fraterno e repleto de alegria”,

  • 10 frases de Santa Teresinha sobre a Eucaristia

    10 frases de Santa Teresinha sobre a Eucaristia

    “Ah! Como foi doce o primeiro beijo de Jesus à minha alma…” É assim que Santa Teresinha narra o “belo dia entre os dias”, sua Primeira Comunhão. A seguir, confira algumas frases dessa querida amiga do Céu que nos ajudarão a crescer no amor, na piedade e na devoção à Santíssima Eucaristia.

    1 – “Uma noite, eu a ouvi dizendo que, a partir da primeira comunhão, era preciso começar uma nova vida; logo decidi não esperar aquele dia…”

    2 – “Irmãzinha querida, comungue muitas vezes, bem muitas vezes… Eis o único remédio, se você quer se curar. Não foi à toa que Jesus colocou esta atração na sua alma.”

    3 – “Não, é impossível que um coração ‘que só repousa à vista do tabernáculo’ ofenda a Deus a ponto de não poder recebê-Lo.”

    4 – “Quando o diabo consegue afastar uma pessoa da Santa Comunhão, ele ganhou tudo… E Jesus chora!”

    5 – “Pense que Jesus está lá no tabernáculo expressamente para você, por você somente; Ele arde pelo desejo de entrar no seu coração…”

    6 – “Pão vivo, Pão do Céu, divina Eucaristia, Ò Mistério sagrado que o amor produziu! Vem habitar no meu coração, Jesus, minha branca Hóstia.”

    7 – “Pequena chave, oh, como te invejo! Pois tu podes abrir cada dia a prisão da Eucaristia, onde reside o Deus de amor.”

    8 – “Expondo-me aos raios da divina Hóstia; nessa fornalha de amor me consumirei e como um serafim, Senhor, eu Te amarei.”

    9 – “É só Jesus, escondido sob os véus da branca Hóstia, quem poderá me dar a força de caminhar até à morte…”

    10 – “Ó meu Bem-Amado, sob o véu da branca Hóstia, como me pareceis doce e humilde de coração! Para me ensinar a humildade, não podeis Vos abaixar mais…”

    Referência: Ensinamentos de Santa Teresinha: Meditações sobre a Pequena Via, Tradução Monsenhor Pedro T. Cavalcante (org.)

  • Vaticano reconhece frutos espirituais ligados às aparições em Medjugorje

    Vaticano reconhece frutos espirituais ligados às aparições em Medjugorje

    “É chegado o momento de concluir uma longa e complexa história em torno dos fenômenos espirituais de Medjugorje. Trata-se de uma história em que se sucederam opiniões divergentes de bispos, teólogos, comissões e analistas”. Estas são as palavras iniciais de “A Rainha da Paz”, uma nota sobre a experiência espiritual ligada a Medjugorje, assinada pelo Cardeal Víctor Manuel Fernández e por Monsenhor Armando Matteo, respectivamente prefeito e secretário da seção doutrinal do Dicastério para a Doutrina da Fé. O texto foi aprovado pelo Papa Francisco em 28 de agosto.

    O Dicastério para a Doutrina da Fé reconhece a bondade dos frutos espirituais ligados à experiência de Medjugorje, autorizando os fiéis a aderir a ela – de acordo com as novas Normas para o discernimento desses fenômenos – uma vez que “foram verificados muitos frutos positivos e não se difundiram no Povo de Deus efeitos negativos ou arriscados”. Em geral, o juízo das mensagens também é positivo, embora com alguns esclarecimentos sobre algumas expressões. Também é enfatizado que “as conclusões desta nota não implicam um juízo acerca da vida moral dos presumidos videntes” e que, em todo caso, os dons espirituais “não exigem necessariamente a perfeição moral das pessoas envolvidas para poder agir”.

    Imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz, em Medjugorje /Foto: Denis Kapetanovic/PIXSELL/Sipa USA

    Frutos positivos

    Os lugares ligados ao fenômeno de Medjugorje são visitados por peregrinos do mundo inteiro. “Os frutos positivos revelam-se sobretudo na promoção de uma sadia prática da vida de fé”, de acordo com a tradição da Igreja. Há “abundantes conversões” de pessoas que descobriram ou redescobriram a fé; o retorno à confissão e à comunhão sacramental, numerosas vocações, “muitas reconciliações entre cônjuges e a renovação da vida matrimonial e familiar”.

    “É preciso mencionar – afirma a nota – que tais experiências acontecem sobretudo no contexto das peregrinações aos lugares dos eventos originários, mais do que durante os encontros com os ’videntes’ para presenciar as presumidas aparições”. Relatam-se também “numerosíssimas curas”. A paróquia da pequena localidade da Herzegovina é um lugar de adoração, oração, seminários, retiros espirituais, encontros de jovens e “parece que as pessoas vão a Medjugorje sobretudo para renovar a própria fé e não por causa de pedidos específicos”. Surgiram também obras de caridade que se ocupam de órfãos, dependentes químicos, deficientes e também há grupos de cristãos ortodoxos e de muçulmanos.

    A mensagem da paz 

    A Nota do Dicastério prossegue examinando os aspectos centrais das mensagens, começando pelo da paz entendida não só como ausência de guerra, mas também em um sentido espiritual, familiar e social: o título mais original que Nossa Senhora atribui a si mesma é de fato “Rainha da Paz”. “Eu me apresentei aqui como Rainha da Paz para dizer a todos que a paz é necessária para a salvação do mundo. Somente em Deus se encontra a verdadeira alegria da qual deriva a verdadeira paz. Por isso, peço a conversão” (16.06.1983). É uma paz que é fruto da caridade vivida, que “implica também o amor por aqueles que não são católicos”. Um aspecto que se entende melhor “no contexto ecumênico e inter-religioso da Bósnia-Herzegovina, marcado por uma terrível guerra com fortes componentes religiosos”.

    Deus no centro

    O convite ao abandono confiante em Deus, que é amor, surge com frequência: “Podemos reconhecer um núcleo de mensagens nas quais Nossa Senhora não se põe a si mesma no centro, mas se mostra plenamente orientada para a nossa união com Deus”. Além disso, “a intercessão e a obra de Maria aparecem claramente submissas a Jesus Cristo, como autor da graça e da salvação em cada pessoa”. Maria intercede, mas é Cristo quem “nos dá a força, portanto, toda a sua obra materna consiste em motivar-nos a ir para Cristo”: “Ele vos dará força e a alegria neste tempo. Eu estou próxima de vós com a minha intercessão” (25.11.1993). Mais ainda, muitas mensagens convidam a reconhecer a importância de pedir a ajuda do Espírito Santo: “As pessoas erram quando se dirigem unicamente aos santos para pedir alguma coisa. O importante é rezar ao Espírito Santo para que desça sobre vós. Tendo-o, tem-se tudo” (21.10.1983).

    Chamado à conversão

    Nas mensagens aparece “um constante convite a abandonar um estilo de vida mundano e um excessivo apego aos bens terrenos, com frequentes convites à conversão, que torna possível a verdadeira paz no mundo”. A conversão parece ser o centro da mensagem de Medjugorje. Há também uma “insistente exortação a não subestimar a gravidade do mal e do pecado e a tomar muito a sério o chamado de Deus para lutar contra o mal e contra a influência de Satanás”, indicado como origem do ódio, da violência e da divisão. Também são fundamentais o papel da oração e do jejum, bem como a centralidade da Missa, a importância da comunhão fraterna e a busca do significado último da existência na vida eterna.

    Esclarecimentos necessários

    A segunda parte do documento destaca como “algumas poucas” mensagens se afastam do conteúdo listado até agora. E, portanto, “para evitar que este tesouro de Medjugorje seja comprometido, é necessário esclarecer algumas possíveis confusões que podem conduzir grupos minoritários a distorcer a preciosa proposta desta experiência espiritual”.

    Se algumas mensagens forem lidas parcialmente, elas podem parecer “conexas a experiências humanas confusas, a expressões imprecisas do ponto de vista teológico ou a interesses não totalmente legítimos”, embora algum erro possa não ser “devido à má intenção, mas à percepção subjetiva do fenômeno”. Em alguns casos, “Nossa Senhora parece mostrar certa irritação porque não foram seguidas algumas de suas indicações; adverte assim sobre sinais ameaçadores e sobre a possibilidade de não aparecer mais”. Mas, na realidade, outras mensagens oferecem uma interpretação correta: “Aqueles que fazem predições catastróficas são falsos profetas. Eles dizem: ‘Em tal ano, em tal dia, acontecerá uma catástrofe’. Eu sempre disse que o castigo virá se o mundo não se converter. Por isso, convido todos à conversão” (15.12.1983).

    Insistência nas mensagens

    Depois, há mensagens para a paróquia nas quais Nossa Senhora parece desejar ter um controle sobre detalhes do caminho espiritual e pastoral, “dando assim a impressão de querer substituir-se aos organismos ordinários de participação”. Em outros momentos, insiste sobre a escuta e aceitação das mensagens, uma insistência provavelmente provinda “do amor e do generoso fervor dos presumidos videntes, que com boa vontade temiam que os chamados da Mãe à conversão e à paz fossem ignorados”. Esta insistência se torna ainda mais problemática quando as mensagens “se referem a pedidos de improvável origem sobrenatural, como quando Nossa Senhora dá ordens sobre datas, lugares, aspectos práticos e toma decisões sobre questões ordinárias”. Na verdade, é a própria Nossa Senhora que convida a relativizar as próprias mensagens, submetendo-as ao valor inigualável da Palavra revelada nas Sagradas Escrituras: “Não busqueis coisas extraordinárias, mas antes tomai o Evangelho, lede-o e tudo vos será claro” (12.11.1982); “Por que fazeis tantas perguntas? Toda resposta está no Evangelho” (19.09.1981). “Não acrediteis nas vozes mentirosas que vos falam de coisas falsas, de uma falsa luz. Vós, filhos meus, tornai à Escritura!” (02.02.2018).

    Resumo do Evangelho

    A nota indica como problemáticas aquelas mensagens que atribuem a Nossa Senhora as expressões “o meu plano”, “o meu projeto”, expressões que “poderiam confundir. Na verdade, tudo quanto Maria realiza é sempre a serviço do projeto do Senhor e do seu plano divino de salvação”. Assim como não se deve erroneamente “atribuir a Maria um lugar que é único e exclusivo do Filho de Deus feito homem”. Por sua vez, o Dicastério para a Doutrina da Fé sublinha uma mensagem que pode ser considerada como uma síntese da proposta do Evangelho através de Medjugorje: “Desejo aproximar-vos sempre mais a Jesus e ao seu Coração ferido” (25.11.1991).

    Culto público autorizado

    “Ainda que isto não implique uma declaração do caráter sobrenatural” e recordando que os fiéis não são obrigados a crer nele, o nihil obstat – emitido pelo bispo de Mostar-Duvno em acordo com a Santa Sé – indica que eles “podem receber um estímulo positivo para sua vida cristã através desta proposta espiritual e autoriza o culto público”.

    A nota também especifica que “a avaliação positiva da maior parte das mensagens de Medjugorje como textos edificantes não implica declarar que tenham uma direta origem sobrenatural”. E mesmo se possam subsistir – como é sabido – pareceres diversos “sobre a autenticidade de alguns fatos ou sobre alguns aspectos desta experiência espiritual, as autoridades eclesiásticas dos lugares onde ela esteja presente são convidadas a apreciar o valor pastoral e a promover a difusão desta proposta espiritual”. Permanece inalterado o poder de cada bispo diocesano de tomar decisões prudenciais no caso de haver pessoas ou grupos que “utilizando inadequadamente este fenômeno espiritual, atuem de modo errado”.

    Por fim, o Dicastério convida aqueles que vão a Medjugorje “a aceitar que as peregrinações não são feitas para encontrar-se com os presumidos videntes, mas para ter um encontro com Maria, Rainha da Paz”.

    Fonte: https://www.cancaonova.com/

  • Casa Comum em Chamas

    Casa Comum em Chamas

    “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras”, assim cantava São Francisco de Assis ao final de sua vida em 1225. No mesmo cântico, exalta o irmão fogo que ilumina a noite, sendo belo e jucundo, vigoroso e forte.

    Hoje essas duas criaturas de Deus explodem nos cenários mais sofridos de um país inteiro que parece queimar em chamas, devastando matas e pastagens, cuja fumaça chega às grandes cidades impedindo a respiração de outros seres vivos. A falta de chuvas colabora não apenas para deixar rios sem água, mas contribui também para o aumento do fogo devastador.

    O Papa Francisco denuncia na Encíclica Laudato Si’ o mal que provocamos pelo uso irresponsável da terra e abuso dos bens que Deus colocou sobre ela. Crescemos acreditando que éramos seus proprietários e dominadores, e estávamos autorizados a colocar fogo para limpar a terra nas pastagens e nas matas derrubadas. No interior vivenciamos esses mesmos cenários que agora nos enchem de medo e vergonha. Crescemos vendo animais correndo das chamas ou sendo literalmente fritos no fogo vigoroso e impactante.

    O processo de colonização do solo brasileiro ao longo de sua história foi gerando uma cultura de domínio sobre a terra e as queimadas vieram com a função de limpar áreas para cultivo, renovação de pastagens, queima de resíduos, eliminação de pragas e doenças, destruição de resíduos urbanos especialmente o lixo e até mesmo como técnica para caça de animais. Constituímos uma cultura primitiva de fazer frutificar a terra à custa de sua vida. Ela grita de dor a cada instante.

    Por outro lado, nossos órgãos de governo estão dominados por uma política em que predomina a agenda negativa através da adoção de legislação cada vez mais restritiva para o uso do fogo, incremento de polos de monitoramento, aumento dos contingentes fiscalizadores e adoção de medidas repressivas como multas e outras penalidades. Essa agenda demonstrou nesse ano de 2024 que o problema cresce, permanece de modo latente ou explode com toda intensidade causando graves problemas nos aglomerados populacionais.Estamos com uma política ineficaz para a mudança de uma cultura do uso desenfreado do fogo.

    Uma das alternativas desenvolvidas pelas ciências da terra é o desenvolvimento de processo de modernização da agricultura com a incorporação de novas tecnologias que substituem o uso do fogo nos sistemas de produção aumentando a sustentabilidade agrícola.

    Há mais de vinte anos, o Brasil criou uma política para mudança desse cenário apocalíptico agindo na identificação e monitoramento das áreas prioritárias, uso de tecnologias para redução da prática de queimadas, incremento de cartilhas de divulgação e orientação e seminários locais e regionais com agricultores. O resultado desse esforço parece que foi devorado pelas chamas, pois somente nesse ano até 11 de setembro o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) detectou por satélite 172.815 focos de incêndio ou queimadas.

    A indiferença de cada um de nós a esse grave pecado nos torna cúmplices da mesma situação. Hoje Deus não nos perguntaria apenas onde está o nosso irmão Abel, mas também onde está a nossa irmã terra, os nossos irmãos animais, a nossa irmã água, etc. O Papa Francisco nos convoca como missionários para unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar.

    E nos convida de maneira urgente a renovar o diálogo sobre a nossa maneira de construir o futuro do planeta, desenvolvendo um debate que nos una a todos uma vez que o desafio ambiental tem forte impacto sobre todos nós. Em cada comunidade, cada paróquia, cada celebração, cada sala de catequese podemos iniciar processos de construção de uma nova cultura para o uso da terra.

    Tanto a negação do problema como a indiferença diante dele afetam gravemente a nossa fé cristã. Resignação acomodada ou confiança cega nas soluções técnicas não produzem resultados. Diz o Papa: “Precisamos de nova solidariedade universal”. Precisamos desenvolver uma cultura solidária com nossos irmãos e com a casa comum.

    Os talentos não são suficientes para conter as chamas do fogo devorador. É preciso o envolvimento de todos nós para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus e impedir o crescimento do mal feito chama. Todos e todas podemos colaborar como instrumentos de Deus no cuidado da criação. A salvação de cada um de nós passa obrigatoriamente pela salvação da terra, obra divina, nossa casa comum.

    Edebrande Cavalieri

  • Segunda Sessão do Sínodo dos Bispos

    Segunda Sessão do Sínodo dos Bispos

    O site cnbb.org.br, divulgou como será a segunda sessão do Sínodo dos Bispos. Veja como será:

    Aproxima-se a segunda sessão do Sínodo dos bispos que trata o tema “Por uma Igreja sinodal: participação, comunhão, missão”, num longo processo de escuta iniciado em 2021. A sua organização foi apresentada no dia 16 de setembro.

    A XVI Assembleia Sinodal decorrerá de 2 a 27 de outubro, mas os dias anteriores vão ser lugar de retiro. Grande atenção para a celebração penitencial de dia 1º de outubro na qual vão ser escutados testemunhos de pessoas que sofreram o pecado dos abusos, da guerra e da indiferença.

    Destaque no programa para algumas atividades especiais:
    – Dia 11 de outubro, na data dos 62 anos da abertura do Concílio Vaticano II, será organizada pela Comunidade de Taizé, uma vigília ecuménica;

    – Nos dias 9 e 16 de outubro haverá fóruns teológico-pastorais sobre temas como o papel da autoridade do bispo numa Igreja sinodal e a relação entre Igreja-local e Igreja-universal;

    – Dia 21 de outubro será de novo tempo para retiro espiritual implorando ao Senhor os seus dons para a elaboração do documento final do Sínodo.

    O essencial do Instrumento de Trabalho

    Recordemos aqui o essencial do Instrumentum Laboris (instrumento de trabalho – IL ) para a segunda sessão desta Assembleia Sinodal. O coração deste documento apresenta três partes com elementos essenciais da dinâmica sinodal: Relações, Percursos e Lugares.

    Escuta e diálogo
    Instrumentum Laboris tem como título “Como ser Igreja sinodal missionária”. O documento é a base consolidada de três anos de um caminho de reflexão, de escuta e de discernimento nas comunidades eclesiais de todo o mundo.

    O texto sinodal recorda as “etapas diocesanas, nacionais e continentais, num diálogo contínuo impulsionado pela Secretaria Geral do Sínodo através de documentos de síntese e de trabalho”.

    A primeira sessão da assembleia sinodal em 2023, com o seu Relatório de Síntese abriu caminho a uma consulta posterior às Igrejas locais, a partir de uma questão orientadora: “Como ser Igreja sinodal em missão?”.

    Este documento agora publicado será a base para a segunda sessão do Sínodo. Um ponto de chegada, mas também de partida, que prepara a aplicação da dinâmica sinodal na Igreja.

    O processo não termina em 2024

    “As duas Sessões não podem ser separadas e muito menos opostas: decorrem em continuidade e sobretudo fazem parte de um processo mais amplo que, de acordo com as indicações da Constituição Apostólica Episcopalis communio, não terminará no final de outubro de 2024”, recorda a introdução do IL assinalando o “caminho de conversão e de reforma que a Segunda Sessão convidará toda a Igreja a realizar”.

    “Estamos ainda a aprender como ser Igreja sinodal missionária, mas é uma missão que experienciámos poder empreender com alegria”, diz o texto.

    O documento destaca especialmente a importância da metodologia sinodal da Conversação no Espírito, no caminho percorrido até ao momento.

    Continuar a reflexão sobre o diaconado feminino
    De destacar neste documento da Secretaria Geral do Sínodo “os aspetos da vida da Igreja abertos à participação das mulheres”, sendo referido que “frequentemente não são utilizadas” todas essas possibilidades de participação.

    É afirmado que em algumas culturas há ainda uma clara “presença do machismo, sendo necessária uma participação mais ativa das mulheres em todos os setores eclesiais”. Recorda o Papa Francisco quando afirma que a perspetiva das mulheres “é indispensável nos processos decisórios e na assunção de funções nas diversas formas de pastoral e de missão”.

    A este propósito, o IL informa que o tema do diaconado feminino “não será objeto dos trabalhos da Segunda Sessão”, sendo apontado que se “prossiga a reflexão teológica, com tempos e modalidades adequados”. Confia esse trabalho de amadurecimento a um dos grupos de estudo já em funcionamento no âmbito sinodal e que continuarão ativos em 2025.

    Por uma conversão das “relações”
    A Parte I do IL dedica-se às “Relações” e afirma que “ao longo de todo o processo sinodal e em todas as latitudes emergiu a exigência de uma Igreja não burocrática, mas capaz de nutrir as relações”.

    O texto salienta que “a sinodalidade, enquanto exigência da missão, não é entendida como um expediente organizativo, mas sim vivida e cultivada como o conjunto das formas segundo as quais os discípulos de Jesus tecem relações solidárias, capazes de corresponder ao amor divino que continuamente os reúne e que são chamados a testemunhar nos contextos concretos em que se encontram”.

    “Compreender como ser Igreja sinodal em missão passa, portanto, por uma conversão relacional, que reoriente as prioridades e as ações de cada um, nomeadamente daqueles que têm a missão de animar as relações ao serviço da unidade, no concreto de uma partilha de dons que liberta e enriquece todos”, refere o texto.

    Especial destaque nesta parte do documento para o encontro “Párocos pelo Sínodo” que decorreu este ano no Vaticano e no qual foi sugerida “uma compreensão renovada do Ministério ordenado no horizonte da Igreja sinodal missionária”.

    Propõe uma reflexão sobre “as relações, estruturas e processos que podem favorecer uma visão renovada do Ministério ordenado, passando de um modo piramidal de exercitar a autoridade para um modo sinodal”, revela o texto.

    “No âmbito da promoção dos carismas e ministérios batismais, é possível implementar uma reativação das funções cuja execução não exige o sacramento da Ordem. Uma distribuição mais articulada das responsabilidades poderá indubitavelmente favorecer também processos decisórios caracterizados por um estilo mais claramente sinodal”, refere o documento.

    “Percursos” de formação, discernimento e decisão
    A Parte II – Percursos, “põe em evidência os processos que asseguram o cuidado e desenvolvimento das relações, em particular a união a Cristo com vista à missão e à harmonia da vida comunitária, graças à capacidade de enfrentar em conjunto conflitos e dificuldades”.

    Destaque especial para a importância da formação. “Para muitos, a participação nos encontros sinodais constituiu uma ocasião de formação sobre o conhecimento e a prática da sinodalidade”. Ou seja, conhecer o “modo como o Espírito atua na Igreja e a guia ao longo da história”, diz o texto.

    “Não pode ser uma formação exclusivamente teórica”, alerta o IL, assinalando “a necessidade de uma formação comum e partilhada, na qual tomem parte homens e mulheres, Leigos, Consagrados, Ministros ordenados e Candidatos ao Ministério ordenado, permitindo assim aumentar o conhecimento e a estima recíprocos, bem como a capacidade de colaboração”.

    “Solicita-se igualmente que seja prestada especial atenção à promoção da participação das mulheres nos programas de formação, ao lado de Seminaristas, Sacerdotes, Religiosos e Leigos”, refere o texto.

    O IL refere que “o ponto de partida e o critério de referência de todo o discernimento eclesial é a escuta da Palavra de Deus”. Sustenta que “o discernimento envolve todos, tanto os que participam a nível pessoal como comunitário, exigindo cultivar disposições de liberdade interior, abertura à novidade e abandono confiante à vontade de Deus, e permanecer à escuta uns dos outros, a fim de escutar «o que o Espírito diz às Igrejas»”, diz o documento.

    “Um processo de discernimento articula concretamente comunhão, missão e participação. Por outras palavras, é um modo de caminhar juntos.”, salienta o IL.

    Especial destaque também neste documento de trabalho para os processos de decisão, sendo sublinhado que na “Igreja sinodal toda a comunidade, na livre e rica diversidade dos seus membros, é convocada para rezar, escutar, analisar, dialogar, discernir e aconselhar na tomada de decisões pastorais”.

    Nos “lugares” superar o modelo piramidal

    Finalmente, a Parte III do IL dirige a sua atenção aos “Lugares”, no seu registo de contexto e de cultura. “A vida sinodal missionária da Igreja, as relações que a integram e os percursos que asseguram o seu desenvolvimento, nunca podem prescindir do concreto de um ‘lugar’, ou seja, de um contexto e de uma cultura”, diz o documento sinodal.

    “Esta Parte III convida-nos a superar uma visão estática dos lugares, que os ordena por níveis ou graus sucessivos (Paróquia, zona, Diocese ou Eparquia, Província Eclesiástica, Conferência Episcopal ou Estrutura Hierárquica Oriental, Igreja universal) segundo um modelo piramidal”, refere.

    Segundo o IL, “o anúncio do Evangelho, suscitando a fé no coração dos homens e das mulheres, permite que num lugar se constitua uma Igreja. A Igreja não pode ser compreendida sem implementação num lugar e numa cultura e sem as relações que se estabelecem entre lugares e culturas. Destacar a importância do lugar não significa ceder ao particularismo ou ao relativismo, mas sim valorizar a realidade concreta em que, no espaço e no tempo, se constrói uma experiência partilhada de adesão à manifestação de Deus salvador”.

    Especial nota neste documento sinodal para o facto de que “a pertença à Igreja, manifesta-se, atualmente, com um número crescente de formas que não remetem para uma base geograficamente definida, mas para ligações de tipo associativo. Esta variedade de formas é promovida, tendo sempre presente a perspetiva missionária e o discernimento eclesial daquilo que o Senhor pede em cada contexto particular”.

    É sublinhada a necessidade de serem valorizados os conselhos paroquiais e diocesanos como “instrumentos essenciais para o planeamento, a organização, a execução e a avaliação das atividades pastorais”.

    Estes conselhos podem incluir alguns aspetos de “estilo sinodal”: “podem ser alvo de processos de discernimento eclesial e de processos decisórios sinodais e lugares da prática da prestação de contas e da avaliação de quem exerce cargos de autoridade, sem esquecer que, por sua vez, estas pessoas devem dar conta do modo como desempenham as suas funções”, refere o documento da Secretaria Geral do Sínodo.

    No seu penúltimo ponto (111) o IL revela que este documento “interroga-se e interroga-nos sobre como ser uma Igreja sinodal missionária; como nos empenharmos numa escuta e num diálogo profundos; como sermos corresponsáveis à luz do dinamismo da nossa vocação batismal pessoal e comunitária; como transformarmos estruturas e processos de modo a que todos possam participar e partilhar os carismas que o Espírito infunde em cada um para benefício comum; como exercer poder e autoridade como serviço. Cada uma destas perguntas é um serviço à Igreja e, através da sua ação, a possibilidade de curar as feridas mais profundas do nosso tempo”, diz o IL.

  • Curso “POM a serviço da Igreja local e da missão universal” tem inicio nesta semana

    Curso “POM a serviço da Igreja local e da missão universal” tem inicio nesta semana

    O Centro Cultural Missionário (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), com apoio das Edições CNBB, oferecem iniciativas de formação para a Igreja no Brasil. Inicia nesta terça, 16 de julho, o curso “As POM a serviço da Igreja local e da missão universal”. O curso acontece nos dias 16 a 18 de julho de 2024, das 19h30 às 21h.

    O objetivo da formação é ajudar os participantes a perceberem a importância de implantar, expandir e apoiar as POM nas dioceses e do seu fundamental serviço às Igrejas particulares para viverem sua natureza missionária e cooperarem com a missão universal. Essas Obras, que são pontifícias, isto é do Papa, mas também episcopais, isto é dos Bispos e das dioceses, existem para despertar e fomentar o espírito missionário universal no povo de Deus.

    A formação é direcionada a todos os que desejam viver, de maneira mais madura, sua fé cristã e sua vocação missionária, qualificar sua cooperação com a missão universal da Igreja, aprofundar conteúdos de temática missionária e capacitar-se para o serviço de animação: coordenadores de pastoral, membros dos Conselhos Missionários (COMIRE, COMIDI, COMIPA, COMISE) e das Pontifícias Obras Missionárias (POM), lideranças e agentes de pastoral, consagrados/as, ministros ordenados, membros de Congregações, institutos, novas comunidades.

    As inscrições serão realizadas através do site do CCM. O investimento para cada curso é de R$ 60,00 (sessenta reais).

  • Mês Vocacional 2024

    Mês Vocacional 2024

    A celebração de abertura nacional do Mês Vocacional acontecerá no dia 1º de agosto, às 19h, na Basílica São Francisco de Assis, em Brasília (DF). A missa será presidida pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. A iniciativa será transmitida também, ao vivo, pelas redes sociais da Conferência (@cnbbnacional).

    O mês vocacional, celebrado em agosto, é uma tradição na Igreja do Brasil, ocasião em que todo o povo de Deus é chamado a rezar pelas vocações e a promover todas as vocações. Em 2024, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da CNBB, principal articuladora do mês, convida a refletir a temática “Igreja como uma sinfonia vocacional” e o lema “Pedi, pois, ao Senhor da Messe”.

    “Por isso, para ajudar nesse mês vocacional, nós temos um lema – Pedi, pois, ao Senhor da Messe -, nesse ano da oração que nos prepara também para o jubileu de 2025. Portanto, vamos e somos todos convidados a rezar pelas vocações, a promover as vocações nas nossas igrejas particulares, dioceses, paróquias e comunidades e ao mesmo tempo ajudar os vocacionados e as vocacionadas, destaca o presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Ângelo Ademir Mezzari.

    Assista, abaixo, o depoimento de dom Ademir sobre o Mês Vocacional:

    Subsídio

    Para ajudar as comunidades a refletirem, sobretudo no tempo de oração e reflexão, foi organizado um subsídio, no qual são apresentadas reflexões e orações para os momentos da vida da comunidade, dedicadas ao Ministério Ordenado, à vida familiar matrimonial, à vida religiosa consagrada e aos ministérios leigos.

    Dom Ângelo Ademir Mezzari, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, salienta que o subsídio “Hora Vocacional” oferece a oportunidade de refletir e rezar pelas vocações.

    “O grande convite que nós fazemos é que nessa Igreja, que é uma sinfonia vocacional, isso é, onde todas as vocações e ministérios têm o seu lugar, desde o bispo, o sacerdote, o diácono permanente, os religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, a vida, a família, os diversos serviços e ministérios na Igreja, formem essa sinfonia e essa polifonia, onde todas as vocações podem exercer a sua missão, mas podem se expressar de acordo com a sua especificidade”.

    ACESSE AQUI O SUBSÍDIO DO MÊS VOCACIONAL 

    Identidade Visual

    O cartaz do mês vocacional é inspirado no convite do Papa Francisco para sermos, enquanto Igreja, uma Sinfonia Vocacional, que evoca movimento e leveza, a música e a dança, inspirados pelo próprio Cristo.  Irmão Luiz Carlos Lima, autor da identidade visual, destaca os elementos da obra:

    Jesus, é aquele que rege essa grande sinfonia de vocações, dons e carismas. Ele, com seu grande coração, se move a convidar, animar e acompanhar os vocacionados e as vocacionadas em seus mais diferentes chamados. Ao mesmo tempo esse movimento parte da Igreja, mas sai dela, como nos convida o Papa Francisco: para que sejamos uma “Igreja em saída”. Dessa forma, a pauta, utilizada para escrever as partituras musicais, traz em si os vocacionados e vocacionadas como notas musicais, “com todas as vocações unidas e distintas em harmonia e juntas em saída para irradiar no mundo a vida nova no Reino de Deus”. (Papa Francisco)  

    A circularidade e os círculos que compõem a imagem, falam da fraternidade e da saída de modelos até então “enquadrados” por diversas leis, passando para as possibilidades de movimentos mais circulares, horizontais, sem dobras, mas inteiro e partindo de um único ponto: Jesus Cristo e o Reino.  

    O coração exposto de Jesus faz menção ao recente Ano Vocacional que a Igreja no Brasil vivenciou. Este coração que arde e que faz os nossos pés se colocarem a caminho, em uma Igreja em que a cultura vocacional seja cada vez mais cultivada. 

    O telhado abaixo da torre quer simbolizar a casa, lugar da família, igreja doméstica, pois “na Igreja, somos todos servos e servas, segundo diversas vocações, carismas e ministérios. A vocação ao dom de si próprio no amor, comum a todos, desenvolve-se e concretiza-se na vida dos cristãos leigos e leigas, empenhados a construir a família como uma pequena igreja doméstica”. (Papa Francisco) 

    O relógio evoca a hora dedicada a Nossa Senhora (18h). Ela que é a vocacionada por excelência, também nos convida a entrar nessa sinfonia. As pessoas, apresentadas na partitura, traz representações das mais diversas expressões de vocações: laical, ministérios ordenados e vida consagrada.  

    A arte convida o leitor a entrar nessa melodia, a sentir e a confirmar que sua vocação não é apenas uma nota ou um tom isolado, mas sim, parte de uma grande Sinfonia. Uma só canção, um só coração, um só corpo em Cristo (cf. I Cor 12,12). 

    Fonte: publicação de cnbb.org.br