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Pentecostes e o início do Tempo da Igreja

Após a vinda do Espírito Santo no Pentecostes, a Igreja pode ser chamada: “povo congregado na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

A origem da Igreja é discutida, porém, mais do que “discutida” deve ser “reconhecida”. O mistério da Igreja (assembleia) que permanece em unidade com Cristo é tão profundo que não pode ser estabelecido um único ponto histórico de origem, mas deve ser reconhecido como um processo que se desenvolve ao longo do Novo Testamento. É no decorrer da Sagrada Escritura que o rosto da esposa de Cristo vai sendo desenhado por Deus.

Não existe um só ponto de origem da Igreja, pensar assim seria olhar de forma linear, e puramente histórica. Existe uma dimensão teológica a respeito desta questão que não nos permite olhar desta forma, antes nos convida a fazê-lo a partir de diversas perspectivas. Sendo assim, podemos dizer que cada uma das perícopes mencionadas acima fala da origem da Igreja em alguma dimensão particular (histórica, pastoral, sacramental, esponsal, missionária, etc.).

O batismo do Espírito

Os Apóstolos não iniciam a evangelização imediatamente depois de que Jesus ascende aos Céus. Ora, eles já conheciam a sua missão: pregar o Evangelho e batizar. Eles não estavam prontos? Os quarenta dias de convívio com o Ressuscitado não seriam suficiente para começar a pregação do Evangelho?

Vejamos bem, a Igreja, esposa de Cristo, unida a Cristo pelo vínculo indissolúvel da Cruz, procura em tudo imitar o seu Esposo. Se a missão de Jesus começou com o batismo, no qual o Senhor recebeu o Espírito Santo (cf. Mc 1,9-11; Mt 3,13-17; Lc 3,21-22), da mesma forma, a Igreja deve receber o batismo do Espírito, que a levará a realizar a sua missão: o Pentecostes. Efetivamente, antes da sua Ascensão, Jesus deixou à sua Igreja duas missões, pregar o Evangelho (cf. Mc 16,15; Mc 3,14) e batizar (Mt 28,19), no entanto, foi só depois da vinda do Espírito Santo que os Apóstolos iniciaram a missão.

Ensina o Concílio Vaticano II: “Consumada a obra que o pai confiara ao Filho para que ele realizasse na terra (cf. Jo 17,4), no dia de Pentecostes foi enviado o Espírito Santo para santificar continuamente a Igreja, e assim dar aos crentes acesso ao Pai, por Cristo num só Espírito (cf. Ef 2,18)” E ainda: “Sem dúvida o Espírito Santo já agia no mundo, antes ainda de que Cristo fosse glorificado. Contudo, foi no dia de Pentecostes que ele desceu sobre os discípulos, para permanecer com eles eternamente (cf. Jo 14,16), e a Igreja apareceu publicamente diante da multidão e teve o seu início a difusão do Evangelho”.

O envio no Espírito

“Todos os evangelistas, ao narrarem o encontro de Cristo Ressuscitado com os Apóstolos, concluem com o mandato missionário (cf. Mt 28, 18-20; cf. Mc 16, 15-18; Lc 24, 46-49; Jo 20, 21-23). Esta missão é envio no Espírito, como se vê claramente no texto de S. João: Cristo envia os Seus, ao mundo, como o Pai O enviou a Ele; e, para isso, concede-lhes o Espírito. Lucas põe em estreita relação o testemunho que os Apóstolos deverão prestar de Cristo com a ação do Espírito, que os capacitará para cumprir o mandato recebido”.

Após a vinda do Espírito Santo no Pentecostes, a Igreja pode ser chamada: “povo congregado na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Ora, se na economia da salvação o Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade a se revelar, somente após a sua descida dos céus sobre a Igreja, é que a Igreja tem acesso pleno a Deus para realizar a sua missão. Se bem Cristo é o fim da revelação e a ponte que dirige ao Pai, somente o Espírito faz com que o homem a atravesse. Por isso, São João Paulo II afirma que este fato deu início ao “tempo da Igreja”.

Fonte: Comunidade Shalom

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Normas para a Indulgências no Ano Jubilar 2025

A Penitenciaria Apostólica do Vaticano, publicou, hoje, 13 de maio de 2024, as normas que regem a concessão de indulgências durante o Ano Jubilar 2025, bem como os locais onde serão concedidas. Fica a critérios das Igrejas Locais estabelecer outros locais, seguindo as orientações da Santa Sé. Confira abaixo as normas publicadas no site vaticannews.va.

SOBRE A CONCESSÃO DA INDULGÊNCIA
DURANTE O JUBILEU ORDINÁRIO DO ANO 2025
PROCLAMADO POR SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO

“Agora chegou o momento dum novo Jubileu, em que se abre novamente de par em par a Porta Santa para oferecer a experiência viva do amor de Deus” (Spes non confundit, 6). Na bula de proclamação do Jubileu Ordinário de 2025, o Santo Padre, no momento histórico atual em que, “esquecida dos dramas do passado, a humanidade encontra-se de novo submetida a uma difícil prova que vê muitas populações oprimidas pela brutalidade da violência” (Spes non confundit, 8), convida todos os cristãos a tornarem-se peregrinos de esperança. Esta é uma virtude a redescobrir nos sinais dos tempos, os quais, contendo “o anélito do coração humano, carecido da presença salvífica de Deus, pedem para ser transformados em sinais de esperança” (Spes non confundit, 7), que deverá ser obtida sobretudo na graça de Deus e na plenitude da Sua misericórdia.

Já na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia de 2015, o Papa Francisco sublinhava o quanto a Indulgência adquiria, naquele contexto, “uma relevância particular” (Misericordiae vultus, 22), uma vez que a misericórdia de Deus “torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado” (ibid.). Do mesmo modo, hoje, o Santo Padre declara que o dom da Indulgência “permite-nos descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus. Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites” (Spes non confundit, 23). A Indulgência é, pois, uma graça jubilar.

Também por ocasião do Jubileu Ordinário de 2025, portanto, por vontade do Sumo Pontífice, este “Tribunal de Misericórdia”, ao qual compete dispor tudo o que diz respeito à concessão e ao uso das Indulgências, pretende estimular os ânimos dos fiéis a desejar e alimentar o piedoso desejo de obter a Indulgência como dom de graça, próprio e peculiar de cada Ano Santo, e estabelece as seguintes prescrições, para que os fiéis possam usufruir das “disposições necessárias para poder obter e tornar efetiva a prática da Indulgência Jubilar” (Spes non confundit, 23).

Durante o Jubileu Ordinário de 2025, permanecem em vigor todas as outras concessões de Indulgência. Todos os fiéis verdadeiramente arrependidos, excluindo qualquer apego ao pecado (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 20, § 1) e movidos por um espírito de caridade, e que, no decurso do Ano Santo, purificados pelo sacramento da penitência e revigorados pela Sagrada Comunhão, rezem segundo as intenções do Sumo Pontífice, poderão obter do tesouro da Igreja pleníssima Indulgência, remissão e perdão dos seus pecados, que se pode aplicar às almas do Purgatório sob a forma de sufrágio:

I.- Nas sagradas peregrinações

Os fiéis, peregrinos de esperança, poderão obter a Indulgência Jubilar concedida pelo Santo Padre se empreenderem uma piedosa peregrinação:

a qualquer lugar sagrado do Jubileu: aí participando devotamente na Santa Missa (sempre que as normas litúrgicas o permitam, poderá recorrer-se especialmente à Missa própria para o Jubileu ou à Missa votiva: Pela reconciliação, Pelo perdão dos pecados, Para pedir a virtude da caridade e Para promover a concórdia); numa Missa ritual para conferir os sacramentos da iniciação cristã ou a Unção dos Enfermos; na celebração da Palavra de Deus; na Liturgia das Horas (Ofício de Leituras, Laudes, Vésperas); na Via-Sacra; no Rosário Mariano; no hino Akathistos; numa celebração penitencial, que termine com as confissões individuais dos penitentes, como está estabelecido no Rito da Penitência (forma II);

em Roma: a pelo menos uma das quatro Basílicas Papais Maiores: São Pedro no Vaticano, Santíssimo Salvador em Laterão, Santa Maria Maior, São Paulo fora de Muros;

na Terra Santa: a pelo menos uma das três basílicas: do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém, da Anunciação em Nazaré;

noutras circunscrições eclesiásticas: à igreja catedral ou a outras igrejas e lugares santos designados pelo Ordinário do lugar. Os Bispos terão em conta as necessidades dos fiéis, assim como a própria oportunidade de manter intacto o significado da peregrinação com toda a sua força simbólica, capaz de manifestar a necessidade ardente de conversão e reconciliação;

II.- Nas piedosas visitas aos lugares sagrados

Ademais, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, individualmente ou em grupo, visitarem devotamente qualquer lugar jubilar e aí dedicarem um côngruo período de tempo à adoração eucarística e à meditação, concluindo com o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e invocações a Maria, Mãe de Deus, para que, neste Ano Santo, todos possam “experimentar a proximidade da mais afetuosa das mães, que nunca abandona os seus filhos” (Spes non confundit, 24).

Na particular ocasião do Ano Jubilar, poderão visitar-se, para além dos supramencionados insignes lugares de peregrinação, estes outros lugares sagrados nas mesmas condições:

em Roma: a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, a Basílica de São Lourenço fora de Muros, a Basílica de São Sebastião (recomenda-se vivamente a devota visita conhecida como “das sete Igrejas”, tão cara a São Filipe Neri), o Santuário do Divino Amor, a Igreja do Espírito Santo em Sassia, a Igreja de São Paulo “alle Tre Fontane”, o lugar do Martírio do Apóstolo, as Catacumbas cristãs; as igrejas dos caminhos jubilares dedicadas ao Iter Europaeum e as igrejas dedicadas às Mulheres Padroeiras da Europa e Doutoras da Igreja (Basílica de Santa Maria sobre Minerva, Santa Brígida em Campo de’ Fiori, Igreja Santa Maria da Vitória, Igreja de “Trinità dei Monti”, Basílica de Santa Cecília em Trastevere, Basílica de Santo Agostinho em Campo Marzio);

noutros lugares do mundo: as duas Basílicas Papais menores de Assis, de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos; as Basílicas Pontifícias de Nossa Senhora de Loreto, de Nossa Senhora de Pompeia, de Santo António de Pádua; qualquer Basílica menor, igreja catedral, igreja concatedral, santuário mariano, assim como, para o benefício dos fiéis, qualquer insigne igreja colegiada ou santuário designado por cada Bispo diocesano ou eparquial, bem como santuários nacionais ou internacionais, “lugares sagrados de acolhimento e espaços privilegiados para gerar esperança” (Spes non confundit, 24), indicados pelas Conferências Episcopais.

Os fiéis verdadeiramente arrependidos que não puderem participar nas celebrações solenes, nas peregrinações e nas piedosas visitas por motivos graves (como, primeiramente, todas as monjas e monges de clausura, os idosos, os doentes, os reclusos, assim como quantos, nos hospitais ou noutros lugares de assistência, prestam um serviço continuado aos doentes), receberão a Indulgência jubilar nas mesmas condições se, unidos em espírito aos fiéis presentes, sobretudo nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas através dos meios de comunicação, recitarem nas suas casas ou nos lugares onde o impedimento os reter (por exemplo, na capela do mosteiro, do hospital, do centro de assistência, da prisão…) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e outras orações em conformidade com as finalidades do Ano Santo, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida;

III.- Nas obras de misericórdia e de penitência

Além disso, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, com ânimo devoto, participarem em Missões populares, em exercícios espirituais ou em encontros de formação sobre os textos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, que se realizem numa igreja ou noutro lugar adequado, segundo a intenção do Santo Padre.

Apesar da norma segundo a qual se pode obter uma só Indulgência plenária por dia (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 18, § 1), os fiéis que terão praticado o ato de caridade a favor das almas do Purgatório, se se aproximarem legitimamente do sacramento da Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, poderão obter duas vezes no mesmo dia a Indulgência plenária, aplicável apenas aos defuntos (entende-se no âmbito de uma celebração eucarística; cf. cân. 917 e Pontificia Commissione per l’interpretazione autentica del CIC, Responsa ad dubia, 1, 11 iul. 1984). Com esta dupla oblação, cumpre-se um louvável exercício de caridade sobrenatural, através daquele vínculo pelo qual estão unidos no Corpo místico de Cristo os fiéis que ainda peregrinam sobre a terra, juntamente com aqueles que já completaram o seu caminho, em virtude do facto de que “a Indulgência Jubilar, em virtude da oração, destina-se de modo particular a todos aqueles que nos precederam, para que obtenham plena misericórdia” (Spes non confundit, 22).

Mas, de modo particular, precisamente “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade” (Spes non confundit, 10): a Indulgência está, portanto, ligada também às obras de misericórdia e de penitência, com as quais se testemunha a conversão empreendida. Os fiéis, seguindo o exemplo e o mandato de Cristo, sejam encorajados a praticar mais frequentemente obras de caridade ou misericórdia, principalmente ao serviço daqueles irmãos que se encontram oprimidos por diversas necessidades. Mais concretamente, redescubram “as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos” (Misericordiae vultus, 15) e redescubram também “as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos” (ibid.).

Do mesmo modo, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se se deslocarem para visitar por um côngruo período de tempo os irmãos que se encontrem em necessidade ou dificuldade (doentes, presos, idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência…), quase fazendo uma peregrinação em direção a Cristo presente neles (cf. Mt 25, 34-36) e cumprindo as habituais condições espirituais, sacramentais e de oração. Os fiéis poderão, sem dúvida, repetir estas visitas no decurso do Ano Santo, adquirindo em cada uma delas a Indulgência plenária, mesmo quotidianamente.

A Indulgência plenária jubilar também poderá ser obtida mediante iniciativas que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu, redescobrindo em particular o valor penitencial das sextas-feiras: abstendo-se, em espírito de penitência, durante pelo menos um dia, de distrações fúteis (reais mas também virtuais, induzidas, por exemplo, pelos meios de comunicação social e pelas redes sociais) e de consumos supérfluos (por exemplo, jejuando ou praticando a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e as especificações dos Bispos), assim como devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres; apoiando obras de caráter religioso ou social, especialmente em favor da defesa e da proteção da vida em todas as suas fases e da própria qualidade de vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes de vários Países “que deixam a sua terra à procura duma vida melhor para si próprios e suas famílias” (Spes non confundit, 13); dedicando uma parte proporcional do próprio tempo livre a atividades de voluntariado, que sejam de interesse para a comunidade, ou a outras formas semelhantes de empenho pessoal.

Todos os Bispos diocesanos ou eparquiais e aqueles que pelo direito lhes são equiparados, no dia mais oportuno deste tempo jubilar, por ocasião da celebração principal na catedral e nas igrejas jubilares individuais, poderão conceder a Bênção Papal com a Indulgência Plenária anexa, que pode ser obtida por todos os fiéis que receberem tal Bênção nas condições habituais.

Para que o acesso ao sacramento da Penitência e à consecução do perdão divino através do poder das Chaves seja pastoralmente facilitado, os Ordinários locais são convidados a conceder aos cónegos e aos sacerdotes que, nas Catedrais e nas Igrejas designadas para o Ano Santo, puderem ouvir as confissões dos fiéis, as faculdades limitadamente ao foro interno, como se indica, para os fiéis das Igrejas Orientais, no cân. 728, § 2 do CCIO, e, no caso de uma eventual reserva, o cân. 727, excluídos, como é evidente, os casos considerados no cân. 728, § 1; para os fiéis da Igreja latina, as faculdades indicadas no cân. 508, § 1 do CDC.

A este propósito, esta Penitenciaria exorta todos os sacerdotes a oferecer com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade dos fiéis usufruírem dos meios da salvação, adotando e publicando horários para as confissões, de acordo com os párocos ou os reitores das igrejas vizinhas, estando presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente, oferecendo também a mais ampla disponibilidade de sacerdotes que, por terem atingido limite de idade, não tenham encargos pastorais definidos. Dependendo das possibilidades, recorde-se ainda, segundo o Motu Proprio Misericordia Dei, a oportunidade pastoral de ouvir as Confissões também durante a celebração da Santa Missa.

Para facilitar a tarefa dos confessores, a Penitenciaria Apostólica, por mandato do Santo Padre, dispõe que os sacerdotes que acompanhem ou se unam a peregrinações jubilares fora da própria Diocese possam valer-se das mesmas faculdades que lhes foram concedidas na sua própria Diocese pela autoridade legítima. Faculdades especiais serão depois concedidas por esta Penitenciaria Apostólica aos penitenciários das basílicas papais romanas, aos cónegos penitenciários ou aos penitenciários diocesanos instituídos em cada uma das circunscrições eclesiásticas.

Os confessores, depois de terem amorosamente instruído os fiéis acerca da gravidade dos pecados aos quais estiver anexada uma reserva ou uma censura, determinarão, com caridade pastoral, penitências sacramentais apropriadas, de modo a conduzi-los o mais possível a um arrependimento estável e, segundo a natureza dos casos, a convidá-los à reparação de eventuais escândalos e danos.

Enfim, a Penitenciaria convida fervorosamente os Bispos, enquanto detentores do tríplice múnus de ensinar, guiar e santificar, a ter o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios aqui propostos para a santificação dos fiéis, tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições. Uma catequese adequada às características socioculturais de cada povo poderá propor de forma eficaz o Evangelho e a integridade da mensagem cristã, enraizando mais profundamente nos corações o desejo deste dom único, obtido em virtude da mediação da Igreja.

O presente Decreto tem validade para todo o Jubileu Ordinário de 2025, não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apostólica, 13 de maio de 2024, Memória da Beata Virgem Maria de Fátima.

Angelo Card. De Donatis

Penitenciário-Mor

S.E. Dom Krzysztof Nykiel

Regente

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Comunidade Epifania em repasse missionário

A Comunidade Epifania com a participação da Maria Amélia, consagrada da comunidade, participou em comunhão com a Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória de um encontro de Animação Missionária na Área Pastoral de Cariacica – Viana. O evento teve como objetivo repassar as experiências vivenciadas durante o Congresso Missionário e fortalecer o espírito missionário.

O evento foi marcado por momentos de partilha, oração e planejamento de atividades missionárias para os próximos meses.

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Voluntários se destinam à Missão Laguna Negra

Voluntários da Saúde de diversos lugares do Brasil estão se preparando para uma importante missão na Prelazia de Lábrea. Eles se juntarão à equipe do barco Hospital Laguna Negra para realizar trabalho odontológico, médico e de missão nas comunidades ribeirinhas da região.

Os voluntários, dedicados à causa humanitária, partem com o objetivo de oferecer cuidados de saúde essenciais às comunidades ribeirinhas da Amazônia. Sua dedicação e serviço voluntário são um exemplo inspirador de solidariedade e amor ao próximo.

Missão do Barco Hospital Laguna Negra 

Em 2007 a Comunidade Epifania iniciou uma missão na Prelazia de Lábrea com envio de quatro missionárias consagradas para auxílio na formação pastoral na Paróquia São João Batista no Município de Canutama. Na trajetória da missão, o trabalho com a população ribeirinha tornou-se um desafio em meio à realidade precária das necessidades básicas humanas destes povos. E em janeiro 2007, ao realizar uma visita à Casa de Missão em Canutama, e deparando-se com este desafio, Doris Pereira de Almeida, fundadora da Comunidade, sentiu uma inspiração para iniciar um trabalho direcionado especificamente à população carente através de um Barco-Hospital que percorreria a calha do Rio Purus com a finalidade de levar atendimento médico e odontológico a essa comunidade.

A situação da saúde no local é alarmante. As sedes dos municípios dispõem de pequenos hospitais, que funcionam sem nenhuma estrutura. É fácil presenciar pessoas morrendo devido à picada de cobra por falta de soro antiofídico nos hospitais da região. As doenças tropicais, muito comuns nas enchentes e vazantes, fazem verdadeiros estragos, principalmente com as crianças.

Projeto Igreja Irmã: Arquidiocese de Vitória e a Prelazia de Lábrea 

O Projeto Igreja Irmã foi criado pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – no final do ano de 1972. No início de 1972, a Arquidiocese de Vitória assumiu o Projeto com a Prelazia de Lábrea, como consta no Livro tombo desta Prelazia. Ou seja, neste ano de 2022 celebra-se 50 anos desta fraterna relação entre a Prelazia de Lábrea (AM) e a Arquidiocese de Vitória. Ao longo destes anos, aconteceram diversas visitas e diálogos entre os bispos anteriores da Arquidiocese e da Prelazia, bem como mudanças na dinâmica do Projeto visando ampliar e qualificar sua ação.

Os projetos missionários desenvolvidos na Amazônia com o generoso apoio das Igrejas Irmãs servem de sinal, recordação e incentivo para que toda a Igreja no Brasil seja, de fato, missionária, ‘em estado permanente de missão’. O objetivo do Projeto Igrejas-irmãs é partilhar a fé, os dons da graça, as experiências pastorais, pessoas e recursos financeiros como gestos de caridade cristã para com as Igrejas da Amazônia.

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Comunidade Epifania, participa da Assembleia do COMINA com atualização do Programa Missionário Nacional

A Comunidade Epifania, através da membro Maria Amélia Carrera, esteve na sede das Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília, neste fim de semana (dias 15 a 17 de março), para a Assembleia do Conselho Missionário Nacional (COMINA). O encontro reuniu os Bispos Referenciais da Ação Missionária, Coordenadores de Conselhos Missionários Regionais e Representantes de Organismos Missionários que integram o COMINA.

Dom Maurício Jardim, Presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, deu abertura ao encontro, esclarecendo os objetivos desta assembleia: Ampliar e dinamizar o ver, o iluminar e o agir do Programa Missionário Nacional; Apresentar algumas diretrizes gerais para vida missionária da Igreja do Brasil; e produzir diretrizes específicas a partir de cada prioridade do Programa Missionário Nacional.

Olhar para a realidade
Para iniciar o aprofundamento e atualização do Programa Missionário Nacional (PMN), a assembleia propôs uma análise da conjuntura eclesial, com a assessoria do Pe. Jânison de Sá, subsecretário de Pastoral da CNBB e membro do INAPAZ – Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi.

Pe. Jânison alertou durante sua exposição que “A religião não desapareceu das sociedades contemporâneas, mas passou para um outro lugar sociocultural”. Segundo o estudo do INAPAZ, “a capacidade do catolicismo brasileiro de ajudar a plasmar valores para o conjunto da vida, já não possui o mesmo fôlego que teve em outras épocas”.

Outro destaque importante apontado pelo assessor foi que “a missão não é recolhimento saudosista, mas sim saída para gerar pequenas comunidades onde quer que o Espírito Santo permita, indique e fortaleça. Na conclusão, Pe. Jânison apontou três possíveis caminhos para a evangelização atual: missão, comunidade e iniciação à vida cristã.

Ainda neste primeiro momento, dom Esmeraldo Barreto de Farias, membro da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, sintetizou o primeiro passo do PMN – o compromisso de ver a realidade, que foi também acrescentado com a contribuição dos participantes na fila do povo.

Iluminar o caminho
A assembleia seguiu com o aprofundamento do segundo passo do Programa Missionário Nacional: o iluminar. Com o apoio do Pe. Tiago Camargo, assessor da comissão, os participantes retomaram os elementos que constam no Programa construído em 2018, com destaque para a origem da missão na Trindade, a natureza missionária da Igreja e espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo.

A Diretora das Pontifícias Obras Missionárias no Brasil, Ir. Regina da Costa Pedro, retomou as contribuições do 5º Congresso Missionário Nacional realizado em novembro de 2023, em Manaus. Ela recordou as conferências e painéis do Congresso nos eixos Escutar, Iluminar, Comungar e Anunciar. Por fim, lembrou a necessidade de uma atualização das Pontifícias Obras, para que possam ‘ajudar cada Igreja local a abrir-se a sua responsabilidade para com a missão que vai até os confins do mundo”. Na conclusão, Ir. Regina afirmou: “O 5º CMN não foi apenas um congresso, mas foi mais um passo no caminho de conversão missionária da Igreja no Brasil”.

A concretude do agir
Para pensar as ações concretas previstas pelo Programa Missionário Nacional, o grupo aprofundou o que consta no documento, com a apresentação do Pe. Antonio Niemiec, Coordenador pedagógico do Centro Cultural Missionário (CCM). Durante a exposição, ele apresentou as quatro prioridades do Programa Missionário Nacional e acrescentou que o material ainda é um tanto desconhecido: “Corremos o risco de produzir novos documentos que não cheguem às bases. Por isso é tão importante prever estratégias para garantir o acesso a esses materiais”, alertou.

Ainda para discutir as ações previstas pelo PMN, foram convidados os representantes dos seis grupos de trabalho que dinamizaram o Programa: Formação, Animação, Ad gentes, Igrejas-Irmãs, Compromisso Profético Social e Missões Populares.

Para ampliar as propostas de ação, o grupo se voltou novamente às luzes do 5º Congresso Missionário Nacional e, em grupo, debateu o Programa Missionário apontando Diretrizes Gerais para a Vida Missionária no Brasil.

Animação Missionária no Brasil e Pontifícias Obras
A 39ª Assembleia do COMINA também foi ocasião para esclarecer os encaminhamentos da comitiva brasileira que participará do 6º Congresso Americano Missionário, em novembro deste ano, em Porto Rico.

Durante a manhã do domingo, os participantes também acompanharam as exposições sobre a articulação das Pontifícias Obras no Brasil, nas Obras específicas e no projeto de atualização das POM no Brasil. Esta iniciativa, segundo a Ir. Regina Pedro, Diretora das POM no Brasil, será realizada de janeiro a dezembro deste ano, com o objetivo de implementação de estratégias, governança e gestão para potencializar as POM no Brasil, considerando os contextos contemporâneos e os apelos do Magistério da Igreja.

Durante a manhã também foi apresentada a nova marca oficial da Campanha Missionária e apresentado os relatórios de prestação de contas com os valores enviados ao Fundo Mundial de Solidariedade, em Roma.

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Comunidade Epifania lança campanha para Missão Laguna Negra

Campanha é destinada para a Missão do Barco Hospital 2024 que vai atender ribeirinhos na Prelazia de Lábrea, no Amazonas

A Comunidade Epifania, em unidade com a Arquidiocese de Vitória e a Prelazia de Lábrea, que realiza missão através do Barco Hospital Laguna Negra, lança a campanha “A Amazônia precisa da sua ajuda”. A iniciativa vai possibilitar as ações de evangelização durante a missão que, ocorre entre os meses de maio a agosto, no Amazonas.

Seja um benfeitor junto conosco em prol dos nossos irmãos ribeirinhos na Amazônia. Estamos em Campanha para aquisição de Materiais Odontológicos e Medicamentos que serão usados no atendimento do Barco Hospital. Faça sua doação e compartilhe esta campanha. Sua doação pode ser realizada através do PIX: missaolagunanegra@epifania.org.br

Sua doação se transforma em evangelização nesta missão. Colabore conosco!

Mais informações: (27) 99732-1599 (Eliana)

Assista ao vídeo gravado por profissionais da saúde e voluntários da Missão Laguna Negra:

Missão Barco Hospital Laguna Negra

Atendimento no barco Laguna Negra. | Fotos: Prelazia de Lábrea (AM).

Em 2007 a Comunidade Epifania iniciou uma missão na Prelazia de Lábrea com envio de quatro missionárias consagradas para auxílio na formação pastoral na Paróquia São João Batista no Município de Canutama.

Na trajetória da missão, o trabalho com a população ribeirinha tornou-se um desafio em meio à realidade precária das necessidades básicas humanas destes povos. E em janeiro 2007, ao realizar uma visita à Casa de Missão em Canutama, e deparando-se com este desafio, Doris Pereira de Almeida, fundadora da Comunidade, sentiu uma inspiração para iniciar um trabalho direcionado especificamente à população carente através de um Barco-Hospital que percorreria a calha do Rio Purus com a finalidade de levar atendimento médico e odontológico a essa comunidade.

A situação da saúde no local é alarmante. As sedes dos municípios dispõem de pequenos hospitais, que funcionam sem nenhuma estrutura. É fácil presenciar pessoas morrendo devido à picada de cobra por falta de soro antiofídico nos hospitais da região. As doenças tropicais, muito comuns nas enchentes e vazantes, fazem verdadeiros estragos, principalmente com as crianças.

Igrejas irmãs: arquidiocese de Vitória e prelazia de Lábrea

No início de 1972, a arquidiocese de Vitória assumiu o projeto com a Prelazia de Lábrea, como consta no Livro tombo daquela prelazia. Ou seja, neste ano de 2022 celebra-se 50 anos desta fraterna relação entre a prelazia de Lábrea e a arquidiocese de Vitória. Ao longo destes anos, aconteceram diversas visitas e diálogos entre os bispos anteriores das duas igrejas irmãs, bem como de mudanças na dinâmica do projeto visando ampliar e qualificar sua ação.

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Comunidade Epifania presente na Abertura da CF 2024 na Arquidiocese de Vitória

Cartilha escrita por bispos da Igreja Católica foi entregue durante a celebração dos 60 anos da Campanha e traz reflexões sobre a boa política, o combate às fake news e a necessidade de conscientização neste ano de eleições

Ontem, dia 18, a Arquidiocese de Vitória realizou a abertura da Campanha da Fraternidade 2024, marcando os 60 anos da Campanha que acontece ininterruptamente desde 1964 e preparando os fiéis para o período pascal.

A celebração realizada no Ginásio Dom Bosco, em Vitória, foi repleta de simbolismos em torno do tema central: a amizade social e fraternidade entre todas as pessoas. O lema utilizado neste ano é o versículo de Mateus 23,8: “Vós sois todos irmãos e irmãs”.

Durante o evento, todos os presentes receberam uma cartilha inspirada na Encíclica “Fratelli Tutti”, do Papa Francisco, que nos chama à responsabilidade política, social e ecológica.

A cartilha foi escrita por Bispos do Espírito Santo sobre a melhor política, para auxiliar na reflexão a respeito das eleições, a necessidade de atenção às mensagens falsas (fake news) e o cuidado com os extremismos.

“Estamos vivenciando no mundo inteiro um momento de disputas ideológicas se sobrepondo aos projetos coletivos e políticos. A igreja, preocupada com essa situação, propõe uma reflexão mais profunda sobre a nossa contribuição para o bem comum, não a disputa pelo poder. A união da sociedade em torno do bem estar de todos”, explicou o Pe. Kelder Brandão, Vigário para Ação Social, Política e Ecumênica.

Estandartes de todas as edições da Campanha foram exibidos

60 anos da Campanha da Fraternidade

A celebração de abertura também foi um momento de comemorar os 60 anos da Campanha da Fraternidade, essa Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil que ao longo dessas seis décadas tem sido um sinal profético na Igreja e na Sociedade, trazendo temas pertinentes à nossa vida eclesial e social.

As seis décadas de história e profetismo da Igreja no Brasil foi recordada através da entrada dos estandartes das Campanhas da Fraternidade, em ordem decrescente, lembrando seus temas e lemas.

Destaque para a desigualdade no Estado

Nas reflexões trazidas ao longo da celebração foi lembrada a condição dos mais carentes em nosso Estado, os moradores das periferias criminalizados e desrespeitados em sua dignidade, sofrendo dia e noite com a violência causada, ora pelo tráfico, ora por agentes de segurança pública.

E a fome que continua maltratando milhares de famílias capixabas. Muitas dessas famílias, sem sequer uma casa para morar, sendo obrigadas a viver nas ruas e praças.

E as preces reforçaram o pedido de que o Senhor nos ajude a redescobrir, a partir da Palavra de Deus, a fraternidade, a amizade social e a comunhão como elementos constitutivos de todo ser humano.

O objetivo é reforçar em cada um de nós a beleza, a convivência humana em fraternidade, valorizando o espírito da amizade entre nós. A amizade nos leva ao acolhimento, à reconciliação, fortalece a convivência fraterna, reforçou o arcebispo Dom Dario Campos.

Fotos: Pascom Paróquia Santíssima Trindade de Aribiri

papa-quaresma

No início da Quaresma, Papa medita sobre vício da preguiça

Francisco continuou sua série de catequeses sobre vícios e virtudes. Veja este e outros destaques da Semana do Papa.

Na primeira semana da Quaresma, o Papa Francisco dedicou sua catequese de Quarta-Feira à meditação sobre o vício da preguiça. No mesmo dia, o Pontífice pediu aos fiéis que busquem viver este forte tempo litúrgico sem máscaras. Veja estes e outros destaques da Semana do Papa.

Papa ensina sobre vício da preguiça

Na Quarta-feira de Cinzas, o Papa realizou a Audiência Geral na Sala Paulo VI, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre vícios e virtudes. O tema da semana foi a acídia, mais conhecida como “preguiça”. De acordo com o Pontífice, na raiz grega do termo acídia está a “falta de cuidado”.

De acordo com Francisco, a acídia também é definida como o “demônio do meio-dia”, pois desponta quando o cansaço está no auge e as horas a seguir parecem monótonas, impossíveis de viver. São características que lembram a depressão, pois para quem é dominado pela acídia a vida perde o sentido, “é um pouco como morrer antes da hora”, afirmou o Papa.

Ainda de acordo com Francisco, os mestres espirituais apontaram vários remédios para esse vício. Mas o que ele destacou como mais importante é a paciência da fé, ou seja, a coragem de ficar e acolher no meu “aqui e agora” a presença de Deus.

A fé, atormentada pela prova da acídia, não perde o seu valor. Com efeito, é a verdadeira fé, a fé humaníssima, que apesar de tudo, apesar das trevas que a cegam, ainda crê humildemente. É aquela fé que permanece no coração, como permanecem as brasas sob a cinzas. Ficam sempre ali. E se alguém cair neste vício ou numa tentação de acídia, procure olhar para dentro e proteger as brasas da fé. E assim caminhamos em frente. Que o Senhor os abençoe.

Missa de Quarta-Feira de Cinzas

O Papa Francisco presidiu na Basílica de Santa Sabina, a Santa Missa com o rito da bênção e imposição das cinzas. Em sua homilia, Francisco recordou que a Quaresma mergulha-nos em um banho de purificação e despojamento: ajuda-nos a retirar toda a “maquiagem”, tudo aquilo de que nos revestimos para brilhar, para aparecer melhores do que somos.

Voltar ao coração significa tornar ao nosso verdadeiro eu e apresentá-lo diante de Deus tal como é, nu e sem disfarces. Significa olhar dentro de nós mesmos e tomar consciência daquilo que somos realmente, tirando as máscaras que muitas vezes utilizamos, diminuindo a corrida do nosso frenesim, abraçando a verdade de nós mesmos.”

O Papa pediu aos fiéis que busquem viver este tempo litúrgico com autenticidade. “Enquanto continuares a usar uma armadura que cobre o coração, a disfarçar-te com a máscara das aparências, a exibir uma luz artificial para te mostrares invencível, permanecerás árido e vazio. Pelo contrário, quando tiveres a coragem de inclinar a cabeça para te olhares intimamente, então poderás descobrir a presença de um Deus que desde sempre te amou; finalmente despedaçar-se-ão as couraças de que te revestiste e poderás sentir-te amado com amor eterno.”

“Voltemos para Deus com todo o coração”, foi o convite do Pontífice, “para que nestas semanas de Quaresma possamos dar espaço à oração feita de adoração silenciosa, na qual permanecemos na presença do Senhor à Sua escuta”. 

cartaz CF 2024 - A4

Mensagem do Papa para a CF 2024

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou oficialmente nesta quarta-feira, 14 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2024 com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8). O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF).

O lançamento às 10h (hora de Brasília), foi procedido pela celebração da Santa Missa presidida pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, na Capela Nossa Senhora Aparecida. A cerimônia de abertura foi no Auditório Dom Helder Câmara.

Em comunhão com a Carta Encíclica Fratelli tutti, do Papa Francisco, inspirada pela vida de São Francisco de Assis, a Campanha da Fraternidade 2024 busca fazer um caminho quaresmal em três perspectivas: primeiro, incentivar as pessoas a verem as situações de inimizade que geram divisões, violência e destroem a dignidade dos filhos de Deus; segundo, impulsionar as pessoas a iluminar-se pelo Evangelho que as une como família e, terceiro, a agir conforme a proposta quaresmal, de uma conversão constante, promovendo o esforço para uma mudança pessoal e comunitária.

A cerimônia de lançamento contou com a participação, além de dom Ricardo Hoepers e do secretário-executivo de Campanhas da CNBB, do padre Jean Poul Hansen, que falaram sobre a importante marca dos 60 anos da Campanha em âmbito nacional e também sobre a escolha e importância da temática de 2024. Na oportunidade, também foi apresentado o vídeo com a mensagem do Papa Francisco para a Campanha desse ano.

Eis a íntegra da mensagem do Papa Francisco:

Ouça e compartilhe

Queridos irmãos e irmãs do Brasil,

Ao iniciarmos, com jejum, penitência e oração, a caminhada quaresmal, uno-me aos meus irmãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil num hino de ação de graças ao Altíssimo pelos 60 anos da Campanha da Fraternidade, um itinerário de conversão que une fé e vida, espiritualidade e compromisso fraterno, amor a Deus e amor ao próximo, especialmente àquele mais fragilizado e necessitado de atenção. Este percurso é proposto cada ano à Igreja no Brasil e a todas as pessoas de boa vontade desta querida nação.

Neste ano, com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (cf. Mt 23, 8), os bispos do Brasil convidam todo o povo brasileiro a trilhar, durante a Quaresma, um caminho de conversão baseado na Carta Encíclica Fratelli tutti, que assinei em Assis, no dia 3 de outubro de 2020, véspera da memória litúrgica de São Francisco.

Como irmãos e irmãs, somos convidados a construir uma verdadeira fraternidade universal que favoreça a nossa vida em sociedade e a nossa sobrevivência sobre a Terra, nossa Casa Comum, sem jamais perdermos de vista o Céu, onde o Pai nos acolherá a todos como seus filhos e filhas.

Infelizmente, ainda vemos no mundo muitas sombras, sinais do fechamento em si mesmo. Por isso, lembro da necessidade de alargar os nossos círculos para chegarmos aqueles que, espontaneamente, não sentimos como parte do nosso mundo de interesses (cf. FT 97), de estender o nosso amor a “todo ser vivo” (FT 59), vencendo fronteiras e superando “as barreiras da geografia e do espaço” (FT 1).

Desejo que a Igreja no Brasil obtenha bons frutos nesse caminho quaresmal e faço votos que a Campanha da Fraternidade, uma vez mais, auxilie às pessoas e comunidades dessa querida nação no seu processo de conversão ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, superando toda divisão, indiferença, ódio e violência.

Confiando estes votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida, e como penhor de abundantes graças celestes, concedo de bom grado a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham pela fraternidade universal, a Bênção Apostólica, pedindo que continuem a rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 25 de janeiro de 2024, festa litúrgica da conversão de São Paulo Apóstolo.

Franciscus

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Festa da Penha 2024

Entre os dias 31 de março a 8 de abril acontece a 454ª edição do maior e mais tradicional evento do Espírito Santo: a Festa da Penha. Os nove dias de homenagens à padroeira dos capixabas trazem o tema “Ó vem conosco, vem caminhar”, apresentado pela Comissão Organizadora da Festa da Penha nesta sexta-feira (05) junto com a nova identidade do evento para toda a imprensa e apoiadores em café da manhã no Convento da Penha.

Presente no lançamento, Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, levou a saudação do arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, e comentou o tema da Festa da Penha 2024. “O evento traz com ele toda fé que se confunde com a identidade do Estado. Maria caminha conosco para um Espírito Santo mais inclusivo, para que todos tenham direitos preservados, que sejam respeitados. Esse é um tesouro que estamos entregando, de fé e solidariedade”, destacou o bispo auxiliar.

Frei Djalmo Fuck, guardião do Convento, explicou que o tema éinspirado na canção ‘Pelas Estradas da Vida’, bastante popular, que lembra que nunca estamos sozinhos. “Esta música ilustra brilhantemente nossa mensagem maior, que é atendermos à convocação do Papa Francisco para percorrermos um caminho rumo ao Sínodo (que vai até outubro de 2024). A Sinodalidade é o esforço coletivo e a busca contínua de aprendermos a ‘caminhar juntos’ como irmãos e irmãs que somos. E Maria nos ensina a caminhar juntos”, detalha.

A marca, que vai ilustrar camisas, outdoors, plotagens, produtos audiovisuais e todas as peças que remetem à Festa da Penha 2024, segundo a Comissão Organizadora do evento, é um retrato simbólico da união de pessoas que caminham juntas em romarias e busca retratar parte da diversidade, considerada fundamental para o evento.

“A identidade visual representa os romeiros guiados pela tradição iniciada por frei Pedro Palácios e que caminham com a poderosa companhia de Nossa Senhora da Penha. As cores suaves e calorosas nos lembram a paz, representada também pela pomba branca, que remete ao objetivo maior que devemos ter em nossos corações e profundo desejo para o mundo”, destaca padre Cláudio Alves Moreira, coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória.

Representando o Governo do Estado, o secretário de Estado do Turismo, Philipe Lemos, destacou a importância da Festa para o turismo receptivo do Espírito Santo. “O turismo gera renda, é toda uma cadeia produtiva que já conta com a Festa da Penha no calendário capixaba. Por isso mesmo o governo do Estado se coloca à disposição da Festa, além de haver todo um carinho pelo evento, que é o terceiro maior do seu segmento no Brasil”, disse o secretário. 

O lançamento contou ainda com a presença de representantes do trade turístico, prefeituras, segmentos de cultura e empresariado, além de apoiadores do evento.

Novo tema e o Sínodo

Toda a Igreja está sendo convocada pelo Papa Francisco a percorrer um caminho rumo ao Sínodo (até outubro 2024), com o tema: “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

Segundo a Comissão Organizadora da Festa da Penha, Sinodalidade é o esforço coletivo e a busca contínua de aprendermos a “caminhar juntos” como irmãos e irmãs que somos. É um jeito de ser Igreja pelo qual cada pessoa é importante, tem voz, é ouvida, capacitada e envolvida na realização da missão.

Para a organização do evento, Maria nos ensina a caminhar juntos, em espírito de sinodalidade. Sua fidelidade e seu amor pela promessa e pelo Projeto de Deus é um constante aprendizado na participação do Movimento de Jesus, do qual Ela é Mãe e primeira discípula.

Da canção dos anos 90, de autoria do Padre M. de Espinosa, com o título “Pelas Estradas da Vida”, nasce o tema Festa da Penha de 2024: “Ó vem conosco, vem caminhar!”, trecho da canção bastante cantada nas comunidades.

Elementos da nova identidade

Junto ao tema lançado a cada ano, a nova identidade visual, que vai compor as mais diversas peças de divulgação do evento, também foi apresentada. Confira os elementos que compõem a nova identidade:

– A imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo ao Centro e em tamanho maior aos demais na arte representa a grandeza da presença da padroeira a abençoar e conduzir os romeiros durante a Festa da Penha.

– Logo abaixo, uma figura que remete a Frei Pedro Palácios, precursor da fé à Nossa Senhora das Alegrias em terras capixabas, uma tradição que se mantém viva após 454 anos.

– Acima dos romeiros há uma pomba branca, simbolizando a paz, objetivo maior da caminhada e desejo profundo para o mundo.

– Uma senhora amparada por uma jovem representa a tradição que se fortalece de geração em geração e a presença de pessoas de todas as idades no evento.

– Uma família, base da nossa sociedade, também é lembrada na identidade visual da Festa da Penha 2024. Trata-se de uma mãe, um pai e uma criança, que caminham unidos na romaria.

– Uma mulher negra com um estandarte do congo participa da romaria, representando os conguistas e a tradição do povo negro presentes na Festa da Penha.

– Por fim, um jovem cadeirante completa a identidade visual, representando ao mesmo tempo a juventude e as pessoas com deficiência, que marcam presença nas homenagens à Nossa Senhora.