Comunidade Católica Epifania

Autor: Romulo

  • Campanha de Medicamentos para a Missão Laguna Negra 2026

    Campanha de Medicamentos para a Missão Laguna Negra 2026

    A Comunidade Epifania e a Arquidiocese de Vitória iniciaram a Campanha de Arrecadação de Medicamentos 2026, em apoio ao Barco Hospital Laguna Negra, iniciativa missionária que presta atendimento às comunidades ribeirinhas e indígenas da Prelazia de Lábrea, no Amazonas.

    Fotos: Divulgação Comunidade Epifania

    Em 2025, o projeto contou com a participação de mais de 40 voluntários, entre profissionais da saúde e missionários, que realizaram mais de 8.400 atendimentos médicos e odontológicos à população atendida. A ação foi possível graças ao engajamento das paróquias, à arrecadação solidária de medicamentos e ao apoio de benfeitores, em parceria com a Comunidade Epifania, responsável pela execução do projeto junto à Prelazia de Lábrea.

    Para o ano de 2026, todas as paróquias da Arquidiocese de Vitória são convidadas a colaborar com a campanha, promovendo a arrecadação de medicamentos durante os meses de fevereiro e março. Podem ser doados medicamentos de qualquer tipo, desde que possuam validade mínima a partir de agosto de 2026.

    As doações devem ser entregues nas secretarias paroquiais. A Comunidade Epifania ficará responsável pela coleta dos medicamentos, conforme o andamento da arrecadação. Solicita-se que as doações sejam devidamente identificadas como destinadas ao Barco Hospital Laguna Negra.

    Para mais informações ou agendamento da retirada dos medicamentos, o contato é Eliana Machado, consagrada da Comunidade Epifania, pelo telefone (27) 99732-1599.

    A campanha é coordenada pela Comissão Arquidiocesana para a Ação Missionária, sob a responsabilidade do Pe. Abel de Andrade, e integra o compromisso missionário da Arquidiocese de Vitória com a evangelização e a promoção da vida nas regiões amazônicas.

  • Formação para seminaristas da Arquidiocese de Vitória sobre Missão Laguna Negra

    Formação para seminaristas da Arquidiocese de Vitória sobre Missão Laguna Negra

    Na tarde dessa quarta-feira (04), recebemos Eliana e Amelinha, da Comunidade Epifania, para uma formação sobre a Missão no Barco Laguna Negra, da Prelazia de Lábrea – Amazonas. O Seminarista Jardel Martins , da Etapa da Síntese Vocacional, também partilhou a sua experiência missionária realizada em Julho de 2025. 

    A Missão Laguna Negra “é um serviço missionário/voluntário, realizado há 12 anos, […] direcionado para levar amor e esperança à população ribeirinha e indígena, situada nos municípios de Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá, no centro-sul ocidental do Estado do Amazonas”. De acordo com o total geral de atendimentos, foram 2.785 atendimentos médicos, 5.468 atendimentos odontológicos e cerca de 47 missionários/voluntários.

    Durante sua apresentação, Eliana destacou que a Igreja não pode permanecer fechada em si mesma. Ela relembrou ainda que toda ação da Igreja tem o propósito de  evangelizar. Assim, a missão não é apenas uma atividade entre tantas outras, ela é a própria identidade da Igreja, ou seja, quando a comunidade se mobiliza para anunciar, servir e cuidar, ela vive sua vocação mais profunda.

    A experiência missionária no Barco Laguna Negra recorda que a presença da Igreja transforma realidades. Ao levar a Palavra de Deus, os sacramentos, a escuta fraterna e a solidariedade concreta, os missionários tornam visível o amor de Cristo. Cada gesto simples é expressão de uma Igreja que se faz próxima.

    Eliana pontuou ainda que essa e outras ações missionárias estão em sintonia com o Programa Nacional Missionário, que anima as dioceses e paróquias do Brasil a cultivarem uma espiritualidade missionária permanente. O programa reforça que toda comunidade é chamada a assumir a missão como prioridade, promovendo formação, cooperação e compromisso concreto com a evangelização, dentro e fora de seu território.

    Para que iniciativas como a missão no Barco Laguna Negra continuem acontecendo, é fundamental a participação de todos. As campanhas de arrecadação são instrumentos concretos de comunhão e corresponsabilidade. Ao contribuir, cada fiel se torna também missionário, colaborando para que a Igreja chegue aos lugares mais necessitados. A oferta generosa sustenta a logística, os materiais evangelizadores e as ações sociais que acompanham a missão. Para saber mais sobre a Missão Laguna Negra clique aqui .

  • Papa: mesmo que não tenhamos todas as respostas, temos Jesus!

    Papa: mesmo que não tenhamos todas as respostas, temos Jesus!

    O grande pensador do século XV Nicolau de Cusa foi o tema da catequese do Papa Leão na audiência jubilar deste sábado. O Cardeal alemão ensinou que esperar é “não saber” e que as oposições podem encontrar em Deus a unidade. A “douta ignorância”, da qual ele falava, representa para a Igreja de hoje acolher os clamores dos que mais sofrem e que, muitas vezes, colocam em crise o seu ensinamento. Só assim ela pode se tornar especialista em humanidade.

    Bianca Fraccalvieri – Vatican News

    O Papa Leão acolheu milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para mais uma audiência jubilar deste Ano Santo. Como a cada encontro quinzenal, em sua catequese o Pontífice apresenta um modelo de esperança. Desta vez, foi Nicolau de Cusa (1401-1464), cardeal alemão e grande pensador do século XV. Humanista convicto, viveu numa época conturbada, em que não se podia ver a unidade da Igreja, abalada por correntes opostas e dividida entre o Oriente e o Ocidente. Enquanto viajava como diplomata do Papa, ele rezava e refletia. Por isso, afirma o Santo Padre, os seus escritos estão “cheios de luz”. 

    Ouça a reportagem completa com a voz do Papa Leão

    Nicolau escolheu desde jovem frequentar quem tinha esperança, quem aprofundava novas disciplinas, relendo os clássicos e voltando às fontes. Compreendia que há opostos que devem ser mantidos juntos, que Deus é um mistério no qual o que está em tensão encontra unidade. Nicolau sabia que não sabia e, assim, compreendia cada vez melhor a realidade. O Papa Leão assim resume os seus ensinamentos: abrir espaço, manter os opostos juntos, esperar o que ainda não se vê. Para ele, inclusive, esperar é também “não saber”.

    Papa saúda os enfermos ao final da audiência

    Papa saúda os enfermos ao final da audiência   (@VATICAN MEDIA)

    Temos Jesus!

    Nicolau falava de uma “douta ignorância”, sinal de inteligência. O protagonista de alguns de seus escritos é um personagem curioso: o idiota. É uma pessoa simples, que não estudou e faz perguntas elementares aos eruditos, que colocam em crise suas certezas. 

    “O mesmo acontece na Igreja de hoje. Quantas perguntas colocam em crise o nosso ensinamento! Perguntas dos jovens, perguntas dos pobres, perguntas das mulheres, perguntas daqueles que foram silenciados ou condenados por serem diferentes da maioria”, comentou o Papa. Para o Pontífice, estamos num tempo abençoado por termos tantas perguntas. Assim, a “Igreja torna-se especialista em humanidade, se caminha com a humanidade e tem no coração o eco das suas perguntas.”

    Mesmo que não tenhamos as respostas para todas as perguntas, prosseguiu Leão XIV, “temos Jesus. Seguimos Jesus. E então esperamos o que ainda não vemos”. “Entremos como exploradores no mundo novo do Ressuscitado”, concluiu o Papa.

    “Jesus nos precede. Aprendamos, avançando um passo após o outro. É um caminho não só da Igreja, mas de toda a humanidade. Um caminho de esperança.”

  • Como viver o Ano da Graça do Jubileu

    Como viver o Ano da Graça do Jubileu

    Dom Alberto Taveira Corrêa
    Arcebispo de Belém (PA)

    Com a palavra o Papa Francisco, na Abertura da Porta Santa e do Jubileu na Basílica de São Pedro: “Um anjo do Senhor, envolto em luz, ilumina a noite e traz aos pastores a boa nova: ‘Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor’ (Lc 2, 10-11). Entre o espanto dos pobres e o canto dos anjos, o céu abre-se sobre a terra: Deus fez-se um de nós para que fossemos como ele, desceu para o meio de nós a fim de nos reerguer e nos reconduzir ao abraço do Pai. É esta a nossa esperança. Deus é o Emanuel, é Deus conosco. O infinitamente grande se fez pequeno, a luz divina brilhou nas trevas do mundo, a glória do céu apareceu na terra. Como? Na pequenez de uma Criança. E se Deus vem, mesmo quando o nosso coração parece uma pobre manjedoura, então podemos dizer: a esperança não está morta, a esperança está viva e envolve a nossa vida para sempre! A esperança não desilude. Iniciamos um novo Jubileu: cada um de nós pode entrar no mistério desse anúncio de graça. A porta da esperança foi escancarada para o mundo; hoje Deus diz a cada um: há esperança também para ti! Há esperança para cada um de nós. Mas não esqueçais, irmãs e irmãos, que Deus perdoa tudo, Deus perdoa sempre. Não esqueçais isto, que é uma maneira de compreender a esperança no Senhor. Para acolher este dom, somos chamados a pôr-nos a caminho com o espanto dos pastores de Belém. O Evangelho diz que eles, tendo recebido o anúncio do anjo, ‘foram depressa’ (Lc 2, 16). Esta é a indicação para reencontrar a esperança perdida, para renová-la em nós, para a semear nas desolações do nosso tempo e do nosso mundo: apressadamente. E existem tantas desolações neste tempo! Pensemos nas guerras, nas crianças metralhadas, nas bombas nas escolas e nos hospitais. Sem demorar, sem abrandar o passo, mas deixando-se atrair pela boa nova’ (Cf. Abertura da Porta Santa em 24 de dezembro de 2024).

    Não há tempo a perder. O ano será novo se formos diferentes, bem dispostos, anunciadores da esperança a um mundo acomodado e desanimado, malgrado os grandes progressos tecnológicos. O desespero, a miséria, a corrupção, a destruição da família e o desprezo pela vida estão gritando pela resposta que só o Evangelho pode dar. Ouso dizer que, misteriosamente, os anjos se escondem atrás do que existe de negativo, para descer à terra e dizer-nos que a hora é esta! Há que proclamar, em nome de Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu, para anunciar a Boa-Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano da graça da parte do Senhor” (cf. Lc 4,18-19).

    Acolhamos o convite da Igreja. Trata-se de acentuar, durante este ano, a prática do Sacramento da Penitência, buscando cada um sua paróquia ou, de forma especial, os Santuários, e nossa Arquidiocese tem oito deles de portas abertas durante o Jubileu. Continuemos a prática das peregrinações, como começamos com a grande multidão acorrida no dia de abertura do Jubileu. Saibamos que o Sacramento da Reconciliação, a Peregrinação, a Oração segundo as intenções do Papa, a prática da caridade e a Eucaristia são as recomendações a serem imediatamente seguidas. Ninguém se exclua de dar o seu passo pessoal da vivência do Jubileu! E pessoalmente, difundir, com o perdão e a misericórdia com todos, a esperança que não ilude!

    Em nossa Arquidiocese, abrimos uma proposta especial para 2025, desejando que as graças do Jubileu entrem em nossas casas. Trata-se de uma “Pastoral Vocacional para o Matrimônio”. Todas as Paróquias, através da Pastoral Familiar ou outros instrumentos, abram os caminhos para a preparação e realização do Sacramento do Matrimônio, com instrumentos catequéticos adequados, espírito de caridade ao acolher aquele desejo, às vezes adormecido em tantos casais, de receber o Sacramento e aceder com plena alegria e convicção à participação da Mesa Eucarística. Desejamos que se multipliquem as celebrações comunitárias do Sacramento do Matrimônio, auguramos que situações especiais sejam encaminhadas pelas Paróquias ao Tribunal Eclesiástico, assim como saibam os Párocos dar o devido acompanhamento pastoral a situações possíveis de solução com a “Sanação na raiz”, prevista na legislação canônica. Cada Conselho Paroquial de Pastoral, em sua primeira reunião do ano, inclua, como primeiro ponto de pauta, esta indicação de Pastoral para o Matrimônio.
    No Jubileu que estamos celebrando, abra-se nosso coração e nossa ação pastoral para dar alma à Conferência da ONU sobre o clima que acontecerá no mês de novembro, em nossa cidade. Não se trata de um evento da Igreja, mas da sociedade, na qual estamos inseridos e não podemos ignorar. O Evangelho é Boa Nova para todos, dos governantes até o mais simples cidadão de todos os países que aqui estarão representados. Como receberemos as milhares de pessoas, certamente sedentas de uma acolhida amazônica, mas também e especialmente cristã? A Arquidiocese está envolvida, com uma Comissão adrede constituída, para oferecer, unida à CNBB e ao CELAM, além da Santa Sé, celebrações, simpósios e encontros para dizer a todos os que visitarão esta porção da Amazônia, que Deus viu, depois de ter criado o homem e a mulher, no último dia da criação, que tudo o que ele fez é muito bom (cf. Gn 1,31). Nossa missão será dizer e saber dizer que, atrás da maravilha que é este território, estão as pessoas, suas comunidades e sua história.

    Para viver o Jubileu e receber as Indulgências, nossa Arquidiocese oferece a Catedral, as Paróquias nos dias de seus padroeiros ou padroeiras e os seguintes Santuários, que os fiéis podem procurar livremente, mas dedicados especialmente a temas específicos e abordagens pastorais adequadas: (1) Região Episcopal Santa Maria Goretti: Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, dedicada ao Círio de Nazaré e devoção mariana; (2) Região Episcopal Santa Cruz: Paróquia Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que alimenta a devoção a Nossa Senhora Aparecida, a Comunhão com a Igreja no Brasil e a CNBB, e deve promover Congressos Mariais; (3) Região Episcopal Sant’Ana: Santuário de São Judas Tadeu, voltado para a devoção popular a São Judas, cuidado com Pastoral das Ilhas e Pastoral dos Ribeirinhos; (4) Região Episcopal São João Batista: Paróquia Santuário São João Batista, com iniciativas de Nova Evangelização, Formação e Pastoral Litúrgica; (5) Região Episcopal Nossa Senhora do Ó: Paróquia Santuário de Nossa Senhora do Ó, que cuida da Pastoral do Turismo e a Dimensão Carismática da Igreja; (6) Região Episcopal São Vicente de Paulo: Paróquia Santuário de Santa Rita de Cássia, Santa das Causas impossíveis, um centro para a Pastoral Familiar e devoção aos santos em geral; (7) Região Episcopal Menino Deus: Santuário Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa, que deve animar a Pastoral Catequética e Pastoral Juvenil; (8) Região Episcopal Coração Eucarístico de Jesus: Paróquia Santuário de Nossa Senhora do Bom Remédio, com Pastorais Sociais e de modo especial a Pastoral da Saúde e dos Enfermos. São espaços nos quais a graça de Deus pode ser derramada com abundância durante o Jubileu!

  • A Conversão do Jubileu da Esperança

    A Conversão do Jubileu da Esperança

    Dom Leomar Brustolin
    Arcebispo de Santa Maria (RS)

    Este ano se constitui um importante momento de celebração dos 2025 anos do nascimento de Jesus Cristo. A celebração do Jubileu de um Ano Santo estende-se para toda a Igreja Católica, desde Roma até a mais simples comunidade, na qual os fiéis se reúnem devotamente para celebrar a Palavra e a Eucaristia.

    O tema deste Ano Santo é a Esperança, por isso, o pedido do Papa Francisco, para que sejamos todos “peregrinos de esperança”, recordando-nos assim que “a esperança não decepciona”.

    O Jubileu, segundo o Papa Francisco, deve ser celebrado não apenas em Roma, mas em todas as dioceses no mundo. Na Arquidiocese de Santa Maria, o início do Jubileu foi no dia 29 de dezembro de 2024, onde realizamos uma peregrinação que partiu da Paróquia do Bom Fim, às 15h, até a Catedral. Todas as paróquias tiveram representantes nessa celebração inaugural, manifestando a comunhão.

    Ao longo de 2025 acontecerão, em nossa Arquidiocese, as iniciativas do Jubileu propostas na Bula papal, envolvendo as paróquias, comunidades religiosas, pastorais e outras organizações e expressões da vida eclesial e social.

    Designamos o Santuário Basílica Nossa Senhora Medianeira, para que, depois de nossa Catedral Metropolitana, seja a igreja onde se celebrem os jubileus ao longo de 2025. As peregrinações, as confissões, as celebrações eucarísticas e a indulgência plenária do Jubileu serão ali celebradas com todo zelo e devoção exigidos para a aquisição dos bens jubilares. Divulgaremos em tempo o cronograma das peregrinações e celebrações.

    Conforme a Bula, em cada celebração jubilar, muitas iniciativas mostrem sinais de esperança. A mais contundente será a postura de toda a nossa Arquidiocese em não promover ‘reuniões dançantes’ nas festas dos santos padroeiros das comunidades, bem como a não comercialização de bebidas alcoólicas em todos os eventos da Igreja Católica na Arquidiocese. Sobre a não comercialização de álcool a Igreja no Brasil já orientou desde 2013 no documento 100. Vamos concretizar essa diretriz agora. Apontando, com isso, que uma nova forma de celebração e valorização da vida é possível garantindo a dignidade humana e da família.

    Desejamos ardentemente que este Jubileu seja verdadeiramente um “ano da graça do Senhor” e um despertar de todos os cristãos para o verdadeiro seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, que a 2025 anos, encarnou-se por nós seres humanos e para nossa salvação.

    Fonte: CNBB

  • Nosso obrigado, Dom Dario Campos

    Nosso obrigado, Dom Dario Campos

    O Papa Francisco aceitou a renúncia de dom Dario Campos, ofm, que entregou o cargo após completar 75 anos em 9 de junho de 2023. Hoje, 30 de dezembro de 2024, o Papa aceitou a renúncia de dom Dario Campos e nomeou dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, novo arcebispo de Vitória.

    A Arquidiocese de Vitória agradece a Deus pela vida e presença de dom Dario nesta Arquidiocese e a dom Dario pela dedicação e empenho com que conduziu a pastoral nestes cinco anos e meio em que ficou conosco.

    Dom Dario iniciou seu ministério episcopal em Vitória em janeiro de 2019 e uma de suas primeiras inciativas foi a convocação para uma Assembleia do Povo de Deus, ocasião em que percorreu todas as áreas pastorais, preparando o povo para a Assembleia.

    Durante sua gestão pastoral privilegiou as paróquias, visitando-as, dentro de sua possibilidade de agenda, por ocasião da festa do padroeiro. Propôs a vivência da fé a partir das características da Igreja no Espírito Santo, em comunhão com a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com o Papa Francisco e na fraternidade, valor franciscano que carrega com sua vocação.

    Destacou-se pela facilidade e simplicidade com que se aproxima e acolhe a todos, em todas as situações, desde as solenidades aos encontros com pequenos grupos de pastorais e serviços.

    Na organização pastoral criou dois vicariatos, sendo um para a Comunicação e outro para a Ação Social, Política e Ecumênica.

    Para atender demandas pastorais criou nova paróquia na região serrana do Estado, em Pontões, Afonso Claudio.

    Incentivou os padres ao estudo contínuo, enviando dois padres para estudar em Roma e flexibilizando as atividades pastorais daqueles que fazem pós-graduação em diversas áreas teológicas.

    Estabeleceu que os diáconos transitórios fizessem uma experiência de missão antes da ordenação presbiteral, seja na Igreja-Irmã em Lábrea, seja no Pará na diocese de Araguaia. Na mesma linha de incentivo à missão incentivou os padres diocesanos a dedicarem um período às missões nas mesmas regiões.

    Em junho de 2019, apoiou a criação do Fórum Igreja e Sociedade, que continua se reunindo com o objetivo de coordenar atividades sociais a partir dos princípios da Doutrina Social da Igreja.

    Reabriu a Escola Diaconal em 2021 e a primeira turma de candidatos desta reabertura está no período de formação teológica em vista da ordenação.

    Retomou a missa mensal com os políticos católicos, que não acontecia desde 2017.

    Biografia:

    Dom Dario Campos nasceu 9 de junho de 1948 em Castelo no Espírito Santo. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde cresceu e descobriu sua vocação Religiosa. Foi ordenado padre em 8 de dezembro de 1977 na Ordem dos Franciscanos Menores e exerceu sua missão presbiteral em Minas Gerais.

    Foi ordenado bispo em 26 de dezembro de 2000, quando se tornou coadjutor na diocese de Araçuaí, MG. Tornou-se titular e permaneceu em Araçuaí até 2004. De 2004 a 2011 foi bispo em Leopoldina, MG e de 2011 a 2018 foi bispo em Cachoeiro de Itapemirim, ES.

    Em 2018 foi nomeado arcebispo de Vitória, ES e aqui permaneceu até se tornar emérito em 30 de dezembro de 2024.

  • Novo Arcebispo da Arquidiocese de Vitória

    Novo Arcebispo da Arquidiocese de Vitória

    O Papa Francisco nomeou no dia 30 de dezembro de 2024, dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, como arcebispo da Arquidiocese de Vitória, ES. Dom Ângelo Ademir, que é religioso na Congregação Rogacionista do Coração de Jesus, era bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, exercendo seu episcopado na Região Ipiranga desde 19 de setembro de 2020.

    Seja bem-vindo, dom Ângelo! A Arquidiocese de Vitória acolhe o senhor com alegria e pede a Deus que lhe conceda as graças necessárias para realizar a missão que lhe é confiada. A posse do novo arcebispo será no dia 22 de fevereiro de 2025 na Catedral de Vitória.

    Sobre a atuação em São Paulo

    Dom Ângelo é Vigário Episcopal na Região Ipiranga

    O novo Arcebispo de Vitória atuou como bispo auxiliar e funções de vigário episcopal na Região Ipiranga, uma das seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo. Dom Ângelo é responsável por 41 paróquias naquele território.

    Para facilitar o entendimento dos capixabas, as Regiões Episcopais podem ser comparadas às nossas Áreas Pastorais aqui da Arquidiocese de Vitória, porém, cada uma das regiões paulistas funciona como uma subsede, conta com uma administração local e tem um bispo auxiliar responsável que é nomeado pelo Arcebispo de São Paulo para colaborar com ele nos trabalhos que são realizados naquela localidade.

    Quais são as Regiões Episcopais da Arquidiocese de São Paulo?

    Biografia

    Nascido em 2 de abril de 1957, na localidade de Sanga do Engenho, município de Nova Veneza, atualmente Forquilhinha, Santa Catarina, é filho de Antônio Mezzari (já falecido) e Maria Etelvina Ronchi Mezzari, sendo o mais velho de 7 irmãos.

    Padre Ângelo Ademir ingressou em fevereiro de 1969, ainda não completados 12 anos, no Seminário Rogacionista Pio XII, em Criciúma (SC), onde fez o ensino fundamental e médio.

    Já no estado de São Paulo, fez noviciado canônico em Bauru (SP), no ano de 1980, e a primeira profissão religiosa no dia 31 de janeiro de 1981. Professou os votos perpétuos na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus, em janeiro de 1984, em Criciúma (SC). Estudou Filosofia na Faculdade Nossa Senhora Medianeira, em São Paulo (SP), e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também na capital paulista. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de dezembro de 1984, em Forquilhinha, sua terra natal.

    Após a ordenação, completou seus estudos fazendo o curso de Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal do Paraná (1986-1989), e em São Paulo, no ano de 2003, completou o Mestrado em Teologia Dogmática, na Pontifícia Faculdade Assunção, da arquidiocese de São Paulo, com uma tese intitulada: “Revelação e Comunicação – a questão da transmissão da revelação”.

    Na Congregação Rogacionista foi formador, atuou no campo da pastoral vocacional, da assistência social, da educação e comunicação, tendo sido diretor e redator da Revista Rogate e diretor presidente do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). Foi conselheiro da Província Rogacionista São Lucas (Brasil, Argentina e Paraguai) por três mandatos (1989-1988), superior provincial por oito anos (dois mandatos, de 2002 a 2010) e superior geral, por seis anos, de 2010 a 2016, em Roma.

    Também atuou na Igreja no Brasil, no âmbito da pastoral vocacional, em particular junto à Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB. Entre 1990 e 2010, foi colaborador e membro do Grupo de Assessoria Vocacional e contribuiu na realização dos Congressos Vocacionais do Brasil.

    A partir de outubro de 2016 se tornou superior da Comunidade Religiosa Rogacionista em Bauru (SP) e pároco da paróquia Nossa Senhora das Graças. Na diocese, foi membro do Colégio de Consultores (2016-2018) e, desde 2018, faz parte do Conselho de Presbíteros.

    Foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo titular de Fiorentino, e auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Sua ordenação episcopal deu-se em 19 de Setembro de 2020, no Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Santa Catarina, pelas mãos de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo e co-ordenantes, Jacinto Inácio Flach, Bispo de Criciúma e Rubens Sevilha, Bispo de Bauru.

    No dia 26 de abril de 2023, durante a 60° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito como Presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, para o período de 2023-2027.

  • Inscrições para o Laguna Negra 2025

    Inscrições para o Laguna Negra 2025

    A Missão do Barco Hospital Laguna Negra é organizada pela Comunidade Epifania e proporciona aos voluntários uma vivência missionária na Prelazia de Lábrea, Igreja irmã da Arquidiocese de Vitória

    Entre os meses de maio a julho de 2025 acontece a Missão do Barco Hospital Laguna Negra, na Prelazia de Lábrea, igreja irmã da Arquidiocese, localizada na região centro-sul ocidental do estado do Amazonas. Ao todo, a expedição se divide em quatro períodos de 15 dias cada, sendo que o primeiro tem início no dia 15 de maio.  Os voluntários poderão escolher o período no qual desejam e podem atuar no momento da inscrição, onde passarão por um processo seletivo. As atividades missionárias terminam no dia 24 de julho de 2025.

    O Barco Hospital Laguna Negra na Amazônia é um projeto da Comunidade Epifania, em parceria com a Arquidiocese de Vitória e a Prelazia de Lábrea, que visa proporcionar aos voluntários uma experiência profunda do amor, da fé e da ação concreta da misericórdia de Deus.

    Segundo a coordenadora da Missão Laguna Negra e missionária da Comunidade Epifania, Eliana Machado, a comunidade organiza a seleção dos profissionais da saúde, bem como a estrutura da missão, antes, durante e depois do período do atendimento às comunidades ribeirinhas.  

    “Em 2024, a Missão Laguna Negra realizou aproximadamente 7 mil atendimentos à população ribeirinha e comunidades indígenas no território da Prelazia de Lábrea. Uma experiência profunda do amor de Deus que sustenta cada atividade, sejam as visitas missionárias nas casas, os atendimentos diários nos consultórios médicos e odontológicos, além das celebrações eucarísticas”, destaca.

    Além disso, ela ressalta que o principal objetivo da missão é levar esperança cristã, a partilha dos dons junto aos irmãos ribeirinhos e indígena da região Amazônica. “Todos os anos contamos com os voluntários da saúde que fazem essa missão junto com a Igreja, são profissionais de diversas áreas da saúde. O Barco Hospital Laguna Negra é uma oportunidade única para que cada um, possa vivenciar novas realidades eclesiais, socioculturais, ampliando a visão sobre a Igreja na Amazônia, além de proporcionar um intercâmbio de vivências e fomentar o encontro, nessa perspectiva de uma Igreja em saída como nos provoca o Papa Francisco”, destaca.

    No mês de dezembro de cada ano que antecede a execução da Missão Laguna Negra, a Comunidade Epifania abre as inscrições, por meio do site e redes sociais da Comunidade Epifania e Arquidiocese de Vitória, para profissionais da saúde voluntários de todo o país. No formulário de inscrição o profissional de saúde escolhe a opção de data e local disponibilizado para atuação.

    “A partir dos inscritos, formamos as equipes, que deverão prestar o atendimento à população ribeirinha e indígena por um período de 15 dias. Ao todo, são quatro equipes multiprofissionais da saúde que atuarão na missão. Após a seleção e formação das equipes multiprofissionais, ocorre a preparação formativa de forma remota, por meio de palestras e roda de conversa, a fim de fazer conhecer ao profissional, a realidade amazônica com seus povos e desafios”, ressalta a coordenadora.

    Breve histórico da Missão Barco Hospital Laguna Negra

    Em 2006 a Comunidade Epifania iniciou uma missão na Prelazia de Lábrea com envio de quatro missionárias consagradas para auxílio na formação pastoral na Paróquia São João Batista no Município de Canutama.

    Na trajetória da missão, o trabalho com a população ribeirinha tornou-se um desafio em meio à realidade precária das necessidades básicas humanas destes povos. E em janeiro 2007, ao realizar uma visita à Casa de Missão em Canutama, e deparando-se com este desafio, Doris Pereira de Almeida, fundadora da Comunidade, sentiu uma inspiração para iniciar um trabalho direcionado especificamente à população carente através de um Barco-Hospital que percorreria a calha do Rio Purus com a finalidade de levar atendimento médico e odontológico a essa comunidade.

    Nesse contexto, e entendendo a necessidade de ações que visem melhorar as condições de saúde e qualidade de vida da população ribeirinha, surgiu a Missão Laguna Negra, em parceria com a Comunidade Epifania da Arquidiocese de Vitória.

    Como participar? 

    As inscrições já estão abertas no site da Comunidade Epifania (epifania.org.br) e vão até dia 15 de fevereiro de 2025. Os profissionais da área da saúde devem atentar-se aos critérios no formulário de inscrição, o preenchimento do mesmo não garante a participação efetiva. Há uma coordenação que fará a seleção dos participantes e posteriormente serão divulgados os selecionados para cada etapa.

    Os interessados devem ser capazes de contribuir com consultas médicas com exame clínico, aferimento de pressão arterial, administração e fornecimento de medicamentos, tratamento odontológico (extrações, restaurações, profilaxia, consultas e palestras preventivas sobre higiene bucal), curativos e atendimentos emergenciais com administração de medicamento endovenoso e intramuscular.

    Serviço

    Missão Barco Hospital Laguna Negra 

    Período: Maio, junho e julho de 2025

    Inscrições: de 11 de dezembro de 2024 a 15 de fevereiro de 2025

    Site: epifania.org.br / Rede Social @comunidadeepifania

    Dúvidas pelo e-mail: comepifania@gmail.com

    Link de inscrição: https://forms.gle/9c8LvXGPiBJdqfNS8

    Telefones: 

    (27) 99732-1599 / Eliana Machado 

    (27) 99893-1879 / Rosangela Rodrigues

  • A luta contra a dengue é causa de todos, afirma Dom Dario Campos

    A luta contra a dengue é causa de todos, afirma Dom Dario Campos

    O número de casos de dengue no Espírito Santo vem crescendo de forma exponencial e pesquisas apontam que 80% dos focos estão em ambiente residenciais.

    A partir de um encontro com a Prefeitura de Vitória e a apresentação de dados desta região, sobre a dengue, dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, faz um apelo às comunidades católicas e a todas as pessoas de boa vontade que se preocupam com a preservação da vida: “Vamos nos esforçar para acabar com focos de mosquito e, principalmente, evitar que surjam novos. O problema da dengue não é apenas no município de Vitória. Então, faço um convite a todas as paróquias e comunidades da Arquidiocese de Vitória: vamos cuidar da vida, a nossa e a dos nossos irmãos, e vamos cuidar da casa comum, como nos tem pedido o Papa Francisco. Cuidar em não acumular lixo, em não deixar água parada. Vigiar os nossos quintais, jardins e plantas. Pequenos gestos podem salvar vidas. A Campanha da Fraternidade do próximo ano, nos convida a pensar na ecologia integral e ecologia integral não é só meio ambiente, ecologia integral é vida e tudo que vai contra a vida não é desejo de Deus. Como arcebispo desta Igreja Particular e frade franciscano, eu lhes peço irmãos e irmãs, cuidemos da vida uns dos outros, cuidemos do meio ambiente, dos irmãos e irmãs mais carecidos e mais pobres. Não somos donos da criação, somos administradores e devemos ter consciência de nossa participação na qualidade e na preservação da vida. Vamos cuidar cada um do seu entorno, do seu quintal no sentido de lugares mais próximos. Eu conto com vocês”.

    No município de Vitória de janeiro a 2 de dezembro deste ano de 2024 foram registradas 21.908 notificações de suspeita de dengue, apontam dados da Prefeitura.

    Dados do Governo do Estado do Espírito Santo disponibilizados em 5 de dezembro de 2024, compreendendo o período de 24 a 30 de novembro, de cada município abrangidos pela Arquidiocese de Vitória:

    Incidência alta de notificações – Alfredo Chaves – Viana – Anchieta

    Incidência média- Vitória – Guarapari – Afonso Claudio – Marechal Floriano – Cariacica – Serra – Fundão – Vila Velha – Domingos Martins – Sta. Maria de Jetibá – Brejetuba – Sta. Leopoldina.

  • Como explicar o Advento para crianças?

    Como explicar o Advento para crianças?

    comshalom

    No domingo, dia 1º de dezembro a um novo ano litúrgico. E o Tempo do Advento marca esse novo capítulo na caminhada de fé de milhões de cristãos no mundo inteiro. Em meio ao povo de Deus, há os pequeninos, ou seja, as crianças. Elas também são chamadas a viver esse momento tão importante. Para ajudar você a explicar o Advento para as crianças, separamos alguns conteúdos especiais. 

    Dona Cartola ajuda a explicar o Advento para as crianças

    Dona Cartola preparou um conteúdo especial para que as crianças saibam mais sobre esse período tão importante da fé católica e vivam bem. Para explicar de uma forma lúdica, Dona Cartola utiliza a história da Árvore de Jessé.

    Entendendo o Advento

    Você pode utilizar ainda o vídeo exclusivo da Comunidade Católica Shalom que explica o Advento de forma ilustrada.

    Até quando vai o Advento?

    Como dissemos no início, vai até o dia 24 de dezembro.