Amar…

O amor realiza-se na vida de cada dia, nas atitudes, nas ações; se assim não for, é apenas algo ilusório. São palavras, palavras, palavras: isto não é amor. O amor é concreto, todos os dias. Jesus pede-nos para observar os seus mandamentos, que se resumem nisto: “que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”.

Como fazer para que este amor que o Senhor ressuscitado nos oferece possa ser partilhado pelos outros? Várias vezes Jesus indicou o outro que devemos amar, não por palavras, mas por obras. É aquele que encontro no meu caminho e que, com o seu rosto e com a sua história, me interpela: é aquele que, com a sua presença, me leva a sair dos meus interesses e das minhas seguranças; é aquele que espera a minha disponibilidade para ouvir e percorrer um pouco de caminho juntos. Disponibilidade em relação ao irmão e irmã, quem quer que ele seja e qual for a situação em que se encontra, começando por quem está próximo de mim na família, na comunidade, no trabalho, na escola… Desta maneira, se eu permanecer unido a Jesus, o seu amor pode alcançar o outro e atraí-lo a si, à sua amizade.

E este amor pelos outros não pode acontecer só em momentos extraordinários, mas deve tornar-se a constante da nossa existência. Eis por que somos chamados, por exemplo, a preservar os idosos como um tesouro precioso e com amor, mesmo se causam problemas económicos e inconvenientes, mas devemos preservá-los. Eis por que devemos dar aos doentes, até no último estádio, toda a assistência possível. Eis por que se devem acolher sempre os nascituros; eis por que, em síntese, a vida deve ser sempre tutelada e amada desde a concepção até ao seu fim natural. E isto é amor.

Papa Francisco – Regina Celi – 06 de maio de 2018

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2018/documents/papa-francesco_regina-coeli_20180506.html

 

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