Mudança no estilo de vida é urgente para a conservação do meio ambiente

A organização do Sínodo para Amazônia já está dando o exemplo do que significa mudança cultural rumo à sustentabilidade, um dos temas em discussão no evento realizado no Vaticano até o dia 27 de outubro. Durante as três semanas de realização do Sínodo, o esforço é para se consumir o mínimo de plástico possível e, assim, diminuir a quantidade de lixo descartado na natureza. Os copos usados no evento são de vidro e as garrafas de metal, para múltiplas utilizações.

O arcebispo da Cidade do México, o cardeal Carlos Aguiar Retes, deu a tônica de uma das principais preocupações durante as discussões do Sínodo: “É indispensável mudar nosso estilo de vida. Nossa cultura consumista e do descarte nos levará a uma catástrofe mundial. É urgente que tomemos consciência disso”.

Dom Pedro Brito, da arquidiocese de Palmas (TO), explicou que desde a criação do mundo Deus ensinou que o homem precisa cuidar do que foi criado por Ele, como está escrito no livro do Gênesis, mas o ser humano precisa mudar a mentalidade para realizar a vontade do Pai. “A gente tem que aprender a viver mais do essencial. Não somos donos da Terra, somos guardiões e cuidadores. Não existe outro planeta para morarmos, temos que cuidar deste. O Sínodo tem a capacidade de mexer a nossa forma de pensar e viver, por isso tem tanta importância para a Igreja e para o nosso futuro”, afirmou dom Pedro.

O arcebispo de Palmas diz que o trabalho em seu estado é árduo, já que Tocantins é um grande produtor de gado e, nem sempre, as produções são sustentáveis. “O estado tem cerca de um milhão e meio de habitantes e nove milhões de cabeças de gado. Preocupa-nos o desmatamento provocado por produtores sem consciência ambiental”, disse dom Pedro Brito.

Fonte: CNBB

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