Especial Irmã Dulce: Este é o relicário que será entregue ao Papa na canonização de Irmã Dulce

A Arquidiocese de Salvador (BA) apresentou o relicário que será entregue ao Papa Francisco no dia 13 de outubro, no Vaticano, durante a cerimônia de canonização de Irmã Dulce dos Pobres.

O relicário conterá um fragmento ósseo da costela da religiosa, que será a primeira santa nascida no Brasil. A peça é composta por uma pedra ametista em formato de coração e ficará guardada na Capela das Relíquias, no Vaticano.

Em artigo publicado em 21 de setembro, o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, explicou que a “relíquia é um fragmento do corpo de um santo, geralmente dos ossos, venerados com grande respeito pelos católicos pois os corpos dos santos foram templos do Espírito Santo e eles o utilizaram para realizar boas obras”.

Conforme especificou o Prelado, “normalmente, as relíquias são classificadas como de primeiro grau (se são parte do corpo), de segundo grau (se objetos de uso pessoal do santo) ou de terceiro grau (quando se trata de um objeto que eventualmente tenha tocado o corpo do santo – p.ex.: um lenço)”.

Dom Murilo citou ainda algumas referências bíblicas a relíquias, como em Atos dos Apóstolos 19,11-12, onde se diz que “Deus realizava prodígios extraordinários pelas mãos de Paulo, a tal ponto que pegavam lenços e panos que tivessem tocado seu corpo, para aplicá-los sobre os doentes, e as doenças os deixavam, e os espíritos maus se retiravam”.

Outro trecho bíblico é de Mateus 9,20, “faz referência mulher que tocou a túnica de Jesus, confiante em sua cura, e, por sua confiança e esse gesto, foi realmente curada de sua doença”.

No Brasil, fiéis também podem rezar diante de relíquias da futura santa. No último dia 18 de setembro, foi reinaugurada a Capela das Relíquias de Irmã Dulce, no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Salvador (BA).

Na capela, encontra-se uma urna de vidro, na qual estão depositados os restos mortais e uma representação em tamanho real da religiosa.

Na ocasião da reinauguração da capela, Dom Murilo Krieger assinalou que “neste túmulo vão repousar os seus restos mortais até raiar o dia Glorioso do Senhor”, acrescentado que, “a partir de agora nós criamos toda uma proximidade das relíquias com as pessoas”.

Via ACI Digital

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