Cáritas Brasileira vai proporcionar acolhimento e integração a imigrantes

Em parceria com a Cáritas Suíça, a Cáritas Brasileira iniciou, em sete capitais do país, o Programa Pana. Uma iniciativa de acolhida, proteção e integração de imigrantes no Brasil.

O nome do programa, Pana, é uma palavra da língua indígena Warao, que significa ‘amigo’. Os waraos são uma etnia indígena venezuelana, fortemente atingida pela crise política e econômica do país. Fugindo da crise e da fome, foram os primeiros a atravessar a fronteira e chegar a Pacaraima (RR) em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

De acordo com o assessor nacional da Cáritas Brasileira, Wagner Cesário, o nome do programa marca a identidade da ação. “Queremos, à medida que estamos realizando as iniciativas previstas no Pana, construir laços de amizade entre os povos. O programa tem como missão acolher os imigrantes venezuelanos, a partir de Boa Vista (RR) e depois proporcionar a integração em mais seis cidades, por meio do acesso aos direitos relacionados à saúde, educação e inclusão produtiva”, afirma.

Ação integrada

Wagner Cesário também apresentou as cidades que já contam com as equipes multidisciplinares do Programa. “As sete capitais envolvidas no Pana são Boa Vista, Porto Velho, Brasília, Recife, São Paulo, Curitiba e Florianópolis. Essas cidades de referência foram escolhidas por serem grandes áreas metropolitanas que favorecem a integração dos imigrantes, partindo do nosso ponto focal que é Boa Vista”, explica.

Entre as iniciativas previstas no Pana estão ações de assistência emergencial, entre elas o acesso a itens de primeira necessidade, como alimentos, roupas e medicamentos. O programa dará ainda acesso à moradia através do aluguel subsidiado de casas ou apartamentos, oportunidade de formação em vista de trabalho e renda, aulas de português, assistência jurídica e psicológica.

O Programa Pana também será uma porta aberta para imigrantes de qualquer outra nacionalidade.

Acolhimento

Até o dia 19 de dezembro, as seis capitais vão acolher e integrar 612 imigrantes venezuelanos, cada uma com 102 pessoas.

Antes do deslocamento, em que os imigrantes se inscreveram de forma voluntária para viajar, eles também receberam as vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano e coqueluche, passaram por regularização migratória junto à Polícia Federal (seja por meio de solicitação de refúgio ou de residência temporária) e receberam documentação, como Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM), Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e a Carteira de Trabalho.

Fonte: Cáritas Brasileira.

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